“Operação Terra Justa” desarticula milícia armada ligada a conflitos fundiários no oeste da Bahia

Grupo criminoso que atuava há mais de uma década ameaçando comunidades tradicionais a serviço de grandes fazendeiros é alvo de operação do MPBA e da Polícia Civil, com prisões e apreensões em Correntina e Jaborandi

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Uma operação conjunta do Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), e da Polícia Civil, com apoio da Corregedoria Geral da Polícia Militar e da Cipe Cerrado, deflagrou nesta sexta-feira (25) a “Operação Terra Justa” no oeste da Bahia. O objetivo foi desarticular uma milícia armada que atuava há mais de dez anos na região, intimidando e praticando violência contra comunidades tradicionais em meio a conflitos fundiários.

A operação cumpriu dois mandados de prisão e quatro mandados de busca e apreensão nos municípios de Correntina e Jaborandi. Foram apreendidos aparelhos eletrônicos, armas e munição. Os alvos foram integrantes do grupo criminoso, que já havia sido denunciado à Justiça pelo MPBA pelo crime de milícia privada. Os mandados foram expedidos pela Vara Criminal de Correntina, com base em investigações que comprovaram a atuação da organização em áreas rurais do município.

Segundo as investigações, a milícia operava por meio de uma empresa de fachada com registro de segurança privada, porém sem a devida autorização legal da Polícia Federal. O grupo criminoso prestava serviços a grandes fazendeiros da região, sendo responsável por ameaças, lesões corporais e grilagem de terras contra comunidades tradicionais de fundo e fecho de pasto. A atuação da milícia visava expulsar famílias posseiras e povos tradicionais de suas terras, beneficiando os interesses dos contratantes.

Caso de Política | A informação passa por aqui.

#OperaçãoTerraJusta #Milícia #ConflitosFundiários #Bahia #Justiça #SegurançaPública #MPBA #PolíciaCivil #Grilagem

Petrobahia anuncia usina de etanol de milho no Oeste baiano e expansão de gás natural na Bahia

Projeto de R$ 1 bilhão visa fortalecer mercado de combustíveis e reduzir dependência externa, com foco no crescimento regional

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Em uma participação estratégica no Summit de Negócios Made in Bahia, o CEO da Petrobahia, Thiago Andrade, anunciou um investimento de cerca de R$ 1 bilhão para a construção de uma usina de etanol de milho entre os municípios de Correntina e Jaborandi, na região Oeste da Bahia. O projeto visa fortalecer o setor de biocombustíveis, tornando a Bahia menos dependente de estados vizinhos e promovendo a autossuficiência energética no Nordeste. “Estamos chegando aos 30 anos com uma visão de futuro e renovação, sem esquecer da eficiência operacional”, declarou Andrade.

Além da usina de etanol, Andrade revelou que a empresa inaugurará em Itabuna a primeira unidade de liquefação e compressão de gás natural do Nordeste, que distribuirá o gás para a região Sul e Sudoeste da Bahia. Esse projeto beneficiará especialmente as indústrias de comércio e mineração, ampliando a acessibilidade ao gás natural em áreas menos atendidas. “Nosso Estado é recheado de oportunidades. Esse projeto permitirá uma maior interiorização do gás e eficiência na operação”, afirmou o CEO.

Durante o painel “Energia, óleo e gás: o potente e determinante mercado de energia e o diferencial competitivo na economia baiana”, Andrade debateu com o diretor presidente da Bahiagás, Luiz Gavazza, e a diretora comercial da Neoenergia, Rita Knop. O trio abordou a importância dos investimentos no setor energético para o desenvolvimento econômico da Bahia, incluindo temas como a substituição do diesel no transporte e a relevância da energia sustentável.

A Petrobahia também marcou presença com um stand, onde sua equipe interagiu com clientes, representantes comerciais e empreendedores locais, reforçando a conexão com o setor produtivo e criativo baiano. Para o superintendente da empresa, Márcio Sales, o evento foi uma “oportunidade essencial para fortalecer laços e expandir o networking com empresários locais.”

Entre os visitantes do stand, o sócio da empresa de transporte Cavalo Marinho, Bernardo Rudge, destacou o evento como um ponto de conexão com parceiros estratégicos. Além disso, o CEO da Rede Dalila, Alcides Neves, formalizou um contrato para a construção de quatro novos postos de combustíveis na Região Metropolitana de Salvador, reforçando a expansão e presença da Petrobahia no mercado.

O Summit de Negócios Made in Bahia cumpriu seu papel de promover o desenvolvimento regional e valorizar iniciativas com o DNA baiano, celebrando tanto os grandes investimentos quanto o empreendedorismo local.

Caso de Política | A informação passa por aqui

Bahia ganha destaque no agronegócio nacional com seis municípios entre os maiores produtores

São Desidério e Formosa do Rio Preto impulsionam o oeste baiano

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Dados do IBGE, divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, mostram que seis municípios da Bahia estão entre os 100 maiores produtores agrícolas do Brasil em 2023. São Desidério, na segunda posição, lidera o grupo baiano com R$ 7,8 bilhões em valor de produção, enquanto Formosa do Rio Preto, em sétimo, contribuiu com R$ 5,7 bilhões. Esses municípios somam, ao todo, R$ 23,1 bilhões, representando 2,9% do valor total da produção agrícola do país, que alcançou R$ 814,5 bilhões.

Além de São Desidério e Formosa do Rio Preto, Barreiras (25º), Luís Eduardo Magalhães (32º), Riachão das Neves (48º) e Jaborandi (62º) também figuram entre os maiores produtores, reforçando a importância do oeste baiano no cenário do agronegócio nacional.

A Bahia se destaca especialmente na produção de algodão e soja. São Desidério é responsável por 9,7% do valor total da produção de algodão no Brasil, enquanto Formosa do Rio Preto participa com 1,2% do valor da soja produzida. Essas duas culturas, junto a outras como milho e cana-de-açúcar, são pilares da economia agrícola baiana.

Em nível nacional, a produção agrícola de 2023 alcançou R$ 814,5 bilhões, e os 100 maiores municípios concentraram 31,9% desse valor, somando R$ 260 bilhões. A Bahia, com seus seis municípios no ranking, reafirma seu papel estratégico no agronegócio brasileiro, especialmente na região oeste, que se consolida como um polo de modernização e expansão agrícola.

A diversidade de culturas e o aumento da produtividade demonstram o crescimento sustentável da Bahia no setor, fortalecendo sua posição no mercado agrícola brasileiro.

Caso de Política | A informação passa por aqui