Novo boletim médico fala quadro de saúde estável de Bolsonaro

Divulgação do Hospital DF Star informa sobre a estabilidade clínica do ex-presidente Jair Bolsonaro após cirurgia por suboclusão intestinal, com novas intervenções descartadas e sem previsão de alta

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Um novo boletim médico divulgado nesta sexta-feira (25) pelo Hospital DF Star, em Brasília, detalha o estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ), que permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Segundo o comunicado, Bolsonaro apresenta um quadro clínico estável, sem ocorrência de picos de pressão arterial, após ter sido submetido a uma cirurgia para correção de suboclusão intestinal.

O boletim informa que um novo exame de tomografia computadorizada descartou a necessidade de uma nova intervenção cirúrgica, não revelando lesão ou obstrução intestinal. O ex-presidente segue em jejum oral, mantendo a fisioterapia motora e as medidas de prevenção de trombose venosa. A equipe médica do Hospital DF Star ainda não estabeleceu uma previsão para a alta hospitalar de Jair Bolsonaro.

A recomendação de não receber visitas permanece em vigor, após 13 dias de internação. Esta é a sexta vez que Bolsonaro passa por um procedimento cirúrgico desde o atentado sofrido durante a campanha eleitoral de 2018.

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Ex-presidente Collor é preso em Maceio após condenação por corrupção

Ex-presidente Fernando Collor de Mello é detido por ordem de Alexandre de Moraes, marcando o cumprimento de sua condenação a oito anos e dez meses em regime fechado por propina na BR Distribuidora, decisão que reverbera no cenário político e jurídico

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O ex-presidente e ex-senador Fernando Collor de Mello foi preso na madrugada desta sexta-feira (25), em Maceió (AL), por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A ordem judicial estabeleceu o cumprimento imediato da pena de oito anos e dez meses de prisão em regime fechado, imposta a Collor por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

A prisão ocorreu por volta das 4h da manhã, na residência de Collor, momentos antes de ele planejar um embarque para Brasília, onde, segundo sua defesa, pretendia se apresentar voluntariamente. Ele está sob custódia na Superintendência da Polícia Federal em Alagoas.

A condenação de Collor, confirmada pelo STF em 2023, refere-se ao recebimento de R$ 20 milhões em propina entre 2010 e 2014. O esquema envolvia a influência política do ex-presidente para facilitar contratos da BR Distribuidora com a construtora UTC Engenharia, mediante a nomeação de diretores na estatal que favorecessem os interesses da empreiteira.

A decisão de Moraes de executar a pena imediatamente foi motivada pela avaliação de que as sucessivas tentativas da defesa de Collor de reverter a condenação, incluindo os embargos infringentes, possuíam caráter meramente protelatório. “A manifesta inadmissibilidade dos embargos, conforme a jurisprudência da Corte, revela o caráter meramente protelatório dos infringentes”, justificou o ministro em sua decisão.

A prisão de Collor gerou forte repercussão no cenário político, especialmente no entorno do ex-presidente Jair Bolsonaro, que também é alvo de investigações no STF sob a relatoria de Moraes. A medida é interpretada como um sinal de endurecimento da Suprema Corte no julgamento e execução de penas de figuras públicas envolvidas em crimes graves.

Cresce o receio nos bastidores do bolsonarismo de que a mesma linha rigorosa seja aplicada no caso de Bolsonaro, que enfrenta investigações por tentativa de golpe e outras acusações, e também tem utilizado recursos judiciais. A possibilidade de uma condenação ainda em 2025, seguida da rápida rejeição de recursos, elevou o nível de alerta.

O presidente do STF, Luís Roberto Barroso, encaminhou a decisão de Moraes para referendo do Plenário em sessão virtual nesta sexta-feira. Embora a jurisprudência da Corte permita a execução da pena antes da publicação formal do acórdão em casos de abuso do direito de recorrer, os ministros irão avaliar a decisão do relator.

Além de Collor, outros dois condenados no mesmo processo tiveram a execução de suas penas determinada: Pedro Paulo Bergamaschi de Leoni Ramos (quatro anos e um mês em regime semiaberto) e Luís Pereira Duarte Amorim (penas restritivas de direitos).

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STF torna réus seis acusados de integrar núcleo de planejamento do golpe de 2022

Foto: Antonio Augusto/STF

Decisão unânime da Primeira Turma acolhe denúncia da PGR contra ex-assessores de Bolsonaro, ex-diretor da PRF e outros, elevando a tensão sobre as investigações da tentativa de subversão democrática

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Em decisão unânime proferida nesta terça-feira (22), a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) aceitou a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) e tornou réus seis indivíduos acusados de compor o chamado “núcleo 2” da tentativa de golpe de Estado, supostamente arquitetada para manter Jair Bolsonaro no poder após a derrota nas eleições de 2022. Com o acolhimento da denúncia, os investigados responderão a ação penal perante a Suprema Corte.

Figuram entre os réus o ex-assessor especial de Bolsonaro, Filipe Martins, e o ex-ajudante de ordens Marcelo Câmara. Também foram denunciados e agora são réus o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques; o general Mário Fernandes, que atuou no Gabinete de Segurança Institucional (GSI); e os ex-diretores do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Marília de Alencar e Fernando de Sousa Oliveira, ligados ao então ministro Anderson Torres, que já é réu em processo correlato.

A PGR sustenta que este grupo atuou de forma organizada para viabilizar a permanência ilegítima de Jair Bolsonaro na Presidência após o pleito de 2022. As investigações apontam para o envolvimento dos acusados na elaboração de uma minuta de decreto de estado de defesa, documento que visava fornecer uma base jurídica para a contestação do resultado eleitoral. Além disso, são imputadas ao grupo ações de monitoramento de autoridades, incluindo o ministro Alexandre de Moraes, e a implementação de operações da PRF durante o segundo turno das eleições, com o objetivo de restringir o deslocamento de eleitores, especialmente na região Nordeste.

Os seis acusados responderão pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça, e deterioração de patrimônio tombado. A soma das penas máximas para esses crimes pode ultrapassar os 30 anos de prisão.

A Primeira Turma do STF, responsável pela análise da denúncia, é composta pelos ministros Alexandre de Moraes (relator do caso), Flávio Dino, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Luiz Fux. A decisão pela aceitação da denúncia foi unânime entre os magistrados.

Em março deste ano, o STF já havia aceitado a denúncia contra integrantes do chamado “núcleo 1”, que inclui o ex-presidente Jair Bolsonaro. Outras três denúncias relacionadas à tentativa de golpe ainda aguardam análise pelo Supremo Tribunal Federal, indicando que as investigações sobre os eventos que culminaram com os atos de 8 de janeiro seguem em curso.

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Bolsonaro passa por nova cirurgia em Brasília

Internado às pressas com obstrução intestinal, ex-presidente é operado pela sexta vez no abdômen e afirma que quadro atual é o mais grave complicações da facada de 2018

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi submetido a uma nova cirurgia abdominal na manhã deste domingo (13), em Brasília. O procedimento ocorreu no hospital DF Star e teve como causa uma obstrução intestinal, condição que ele próprio atribuiu às sequelas da facada sofrida durante a campanha eleitoral de 2018.

A internação emergencial aconteceu dois dias antes, na sexta-feira (11), quando Bolsonaro foi levado de helicóptero para uma unidade médica na capital do Rio Grande do Norte. Ele participava de um evento do PL em apoio à anistia dos réus pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Após apresentar dores abdominais intensas e distensão, foi transferido para Brasília em uma aeronave com suporte de UTI.

Bolsonaro na chegada ao hospital. Imagem da internet

A decisão de levá-lo à capital federal foi tomada por Michelle Bolsonaro. Segundo aliados, havia a possibilidade de encaminhamento para São Paulo, mencionada pelo próprio ex-presidente nas redes sociais. No entanto, a escolha por Brasília garantiu a presença de Michelle e do filho, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), durante o pós-operatório. Ambos residem na cidade.

Antes da cirurgia, Bolsonaro enviou uma mensagem a parlamentares aliados informando que o procedimento começaria às 8h e ainda estava ligado ao atentado de Juiz de Fora (MG). “Ao meu lado o bispo JB Carvalho e bons médicos e enfermeiros. Se Deus quiser tudo ocorrerá bem”, escreveu.

Pelas redes sociais, o ex-presidente detalhou o quadro clínico. Disse que o médico Cláudio Birolini classificou a situação como a mais grave desde o atentado que quase lhe custou a vida. “Talvez não tenha percebido a gravidade do caso na hora”, afirmou. No sábado (12), já havia declarado estar “internado às pressas”.

Esta é a sexta cirurgia no abdômen de Bolsonaro desde a facada de 6 de setembro de 2018. As complicações intestinais têm sido recorrentes desde então. Ao deixar o hospital em Natal, ele caminhava com dificuldade, usava um tubo nasal e era amparado por dois auxiliares.

A internação não impediu que o ex-presidente continuasse sua militância digital. Ainda no domingo, ele voltou a defender a anistia aos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro, criticando decisões judiciais e destacando o caso de Débora, uma das condenadas. Para ele, a redução da pena dela, de 14 para 10 anos, “continua sendo uma brutal injustiça”. “Imaginemos a cena: a Polícia Federal arrancando a Débora de casa, com seus filhos de 10 e 7 anos chorando”, escreveu.

A expectativa é que Bolsonaro permaneça sob cuidados nos próximos dias, com acesso restrito a aliados. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), desejou pronta recuperação ao ex-presidente e disse estar em oração.

A nova intervenção reacende o debate sobre o impacto prolongado do atentado de 2018 na saúde e no cenário político de Bolsonaro, cuja presença pública permanece ativa mesmo em meio a hospitalizações.

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Pela 8ª vez, Bolsonaro se interna no dia em que se vê envolvido em escândalo

Jair Bolsonaro vai em uma ambulância do SUS a hospital no RN (crédito: reprodução)

Em meio a escândalos e crises, Bolsonaro se interna pela oitava vez, levantando suspeitas sobre o timing de suas hospitalizações

DCM – No mesmo dia em que o STF (Supremo Tribunal Federal) publicou o acórdão que torna Jair Bolsonaro (PL-RJ) pela tentativa de dar um golpe de Estado no Brasil para se perpetuar no poder, o ex-presidente alegou dores abdominais para seguir – em uma ambulância do SUS e em um helicóptero cedido pelo governo do Rio Grande do Norte – para uma nova hospitalização.

Esta é a oitava vez que o ex-capitão, em meio a escândalos, crises ou denúncias, vai parar no hospital. Seja por dores abdominais, por suspeita de obstrução intestinal, por problemas na pele ou até por ter comido camarão sem mastigar, fato é que as internações do ex-presidente sempre coincidem com momentos politicamente difíceis para ele.

Veja, abaixo, a lista de internações de Jair Bolsonaro nos últimos anos, bem como os escândalos em que ele estava envolvido nas exatas mesmas datas de suas idas aos hospitais.

6 de maio de 2024 – Bolsonaro chama manifestantes do 8 de janeiro de “baderneiros sem comando”, é criticado por sua base e vai parar no hospital

Durante uma das maiores crises geradas por ele mesmo com o seu próprio eleitorado, o ex-presidente se internou para cuidar de uma infecção na pele no início de maio do ano passado.

A internação coincidiu com a enxurrada de críticas que Bolsonaro vinha recebendo de seus apoiadores por ter chamado de “baderneiros sem comando” os manifestantes que depredaram as sedes dos três Poderes em Brasília no dia 8 de janeiro de 2023.

A estratégia deu certo, e o ex-presidente, causando pena, conseguiu reverter a maré negativa que vivia junto à sua própria base.

22 e 23 de agosto de 2023 – Bolsonaro é intimado a depor na PF e se interna no dia seguinte

O ex-presidente foi internado no hospital Vila Nova Star, em São Paulo, um dia depois de a Polícia Federal intimá-lo para dois depoimentos. Um deles foi sobre a suspeita de que o ex-presidente orientou auxiliares —incluindo um general— a vender joias recebidas por ele como presente de governos estrangeiros, como um rolex avaliado em US$ 60 mil (cerca de R$ 292 mil).

Ele teve que depor simultaneamente com a ex-primeira dama Michelle e outras pessoas, como seu ex-ajudante de ordens Mauro Cid (que estava preso).

8 e 9 de janeiro de 2023 – Bolsonaro se interna nos EUA um dia após invasão dos prédios dos três Poderes

Bolsonaro se internou na Flórida (EUA), com “dores abdominais”, no dia seguinte à invasão aos prédios dos Três Poderes — Congresso, Planalto e STF (Supremo Tribunal Federal) — por seus apoiadores. O ex-presidente passou mal de madrugada, com dores abdominais, e deu entrada às 4h (horário da Flórida) no AdventHealth Celebration, em Orlando.

Horas após a invasão, deputados americanos chegaram a pedir a expulsão de Bolsonaro dos EUA, para onde ele viajou dois dias antes do fim de seu governo. Ele acabou voltando dois meses depois, em março.

28 de março de 2022 – Bolsonaro dorme no hospital no dia em que seu ministro da Educação deixou governo em meio a escândalo

Bolsonaro foi internado para tratar de um “desconforto abdominal” no mesmo dia em que Milton Ribeiro, então ministro da Educação, pediu exoneração após a divulgação de um áudio em que ele afirma que o governo federal priorizou a liberação de verbas a prefeituras ligadas a pastores.

Na época, a suspeita de obstrução intestinal não se confirmou.

5 de janeiro de 2022 – Bolsonaro é internato por engolir camarão sem mastigar após gozar férias enquanto chuvas deixavam 25 mortos na Bahia

Depois de uma semana de férias em meio às enchentes na Bahia, que registraram mais de 20 mortos, Bolsonaro foi internado com obstrução no intestino porque ele teria engolido um camarão sem mastigar.

O então presidente foi criticado também por promover aglomerações em praias de Santa Catarina em um momento em que as mortes pela covid-19 no Brasil voltava a crescer.

14 e 15 de julho de 2021 – Um dia após prorrogação da CPI da Covid, Bolsonaro se interna com nova obstrução intestinal

Depois de 11 dias com soluço, Bolsonaro foi internado para tratar nova obstrução intestinal. A entrada no Hospital Vila Nova Star aconteceu no dia que uma reunião do Comitê de Coordenação Nacional para Enfrentamento da Pandemia da Covid-19 estava marcada com os chefes dos Poderes.

No mesmo dia, o Senado prorrogou a CPI da Covid por 90 dias, que no final concluiu que houve negligência do governo no combate à pandemia.

25 de setembro de 2020 – Escândalo dos cheques de Queiroz a Michelle e cirurgia de Bolsonaro no rim

No auge do escândalo gerado pelo depósito de cheques de Fabrício Queiroz a Michelle Bolsonaro, o então presidente da República se internou em São Paulo, para uma cirurgia no rim.

O procedimento correu bem e ele recebeu a solidariedade de seus eleitores durante os dois dias em que permaneceu internado.

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“Núcleo 2” da tentativa de golpe: STF marca data para julgamento de acusados

Supremo Tribunal Federal antecipa julgamento de aliados de Bolsonaro, integrantes do “Núcleo 2”, acusados de orquestrar ações para sustentar a permanência ilegítima do então presidente no poder após as eleições de 2022

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) agendou para os dias 22 e 23 de abril o julgamento do chamado “núcleo 2” da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) referente à tentativa de golpe de Estado em 2022, inicialmente previsto para 29 e 30 de abril.

A decisão, tomada pelo presidente da Primeira Turma, ministro Cristiano Zanin, visa acelerar a análise das acusações contra o grupo que, segundo a PGR, teria organizado ações para “sustentar a permanência ilegítima” de Jair Bolsonaro (PL) na Presidência da República. Três sessões foram reservadas para o julgamento, com início nos dias 22 e 23 de abril.

Entre os denunciados que compõem o “núcleo 2” estão figuras proeminentes como Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), cuja atuação durante o período eleitoral já havia gerado controvérsia; Marcelo Costa Câmara, ex-assessor de Bolsonaro; Marília Ferreira de Alencar, delegada da Polícia Federal e ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça; Fernando de Sousa Oliveira, delegado da PF e ex-diretor de Operações do Ministério da Justiça e ex-secretário-adjunto de Segurança Pública do DF; Mário Fernandes, ex-secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência; e Filipe Garcia Martins, ex-assessor da Presidência da República.

O “núcleo 2” enfrenta acusações de crimes graves, que incluem Abolição violenta do Estado Democrático de Direito, Tentativa de golpe de Estado, Dano qualificado, Deterioração de patrimônio tombado e Envolvimento em organização criminosa armada. A decisão do STF de antecipar o julgamento demonstra a urgência em responsabilizar os envolvidos na tentativa de subverter a ordem democrática e garantir a estabilidade institucional do país.

O STF decidirá se aceita a denúncia da PGR contra os acusados. O caso será analisado pela Primeira Turma, formada pelos ministros Alexandre de Moraes (relator do caso), Flávio Dino, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Luiz Fux.

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Bolsonaro testará força em ato na paulista por anistia a golpistas; mobilização mirada no público feminino

Ex-presidente convoca manifestação em São Paulo para pressionar pela anistia aos condenados pelo 8 de Janeiro, em meio a desmobilização do bolsonarismo e investigações contra aliados. Estratégia mira público feminino e busca apoio de governadores

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) realiza neste domingo, 6, na Avenida Paulista, um ato com o objetivo de testar sua capacidade de mobilização e pressionar pela anistia aos condenados pelos atos golpistas de 8 de Janeiro. A manifestação ocorre em meio a sinais de desmobilização do bolsonarismo e investigações contra aliados, e adota como estratégia a convocação do público feminino e a busca por apoio de governadores.

O evento na Paulista é o primeiro grande ato de rua de Bolsonaro após se tornar réu no Supremo Tribunal Federal (STF) e busca reverter a tendência de queda na adesão popular observada em manifestações recentes. O Monitor do Debate Político da Universidade de São Paulo (USP) aponta uma redução no número de manifestantes em atos bolsonaristas desde fevereiro de 2024.

Para impulsionar a participação, a organização do evento tem direcionado a convocação ao público feminino, utilizando como símbolo o caso da cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, presa por escrever “Perdeu, mané” na estátua “A Justiça” no 8 de Janeiro. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e outras figuras do bolsonarismo gravaram um vídeo em que utilizam um batom para escrever “Anistia já” em blusas brancas, buscando criar uma identificação com o público feminino.

Além da mobilização do público feminino, Bolsonaro tem buscado o apoio de governadores de direita para o ato na Paulista. Romeu Zema (Novo-MG) e Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) confirmaram presença e discursarão no evento, enquanto outros governadores como Ratinho Júnior (PSD-PR) e Jorginho Mello (PL-SC) também foram convidados.

O ato na Paulista tem como principal objetivo pressionar o Congresso Nacional pela aprovação de uma lei de anistia aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro. O PL pressiona para que o projeto seja pautado na Câmara dos Deputados, mas o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), tem adotado uma postura de cautela. O Placar da Anistia do jornal O Estado de S.Paulo aponta que havia, até 3 de abril, 196 votos favoráveis à proposta, sendo necessários pelo menos 257 deputados na sessão para que o projeto seja votado.

A previsão do tempo para o domingo é de pancadas de chuva e trovoadas isoladas na cidade de São Paulo, o que pode impactar a adesão ao ato.

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Bolsonaro defende Trump contra “Vírus Socialista” com tarifas, mas esquece que Brasil é um paraíso liberal

Ex-presidente se enrola em cortina de fumaça ideológica para defender protecionismo, enquanto o mundo real desmente suas teorias da conspiração

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Em mais um dia de notícias indigestas para o bolsonarismo, Jair Bolsonaro resolveu vestir a fantasia de paladino da liberdade para defender o protecionismo de Donald Trump. Em uma postagem nas redes sociais, o ex-presidente afirmou que Trump estaria “defendendo os Estados Unidos de vírus socialista com tarifaço”. Acontece que, no mundo real, a própria equipe de Trump divulgou uma tabela que coloca o Brasil como um dos países mais abertos ao comércio internacional, com tarifas bem abaixo de outras nações, inclusive aliadas dos EUA.

Ou seja, segundo Trump, o Brasil é quase um paraíso liberal, longe de qualquer ameaça “socialista”. A tentativa de Bolsonaro de criar uma narrativa épica de luta contra o “vírus vermelho” com tarifas soou como uma piada de mau gosto, expondo sua desconexão com a realidade e a sua dificuldade em lidar com fatos que contrariam suas convicções ideológicas.

A declaração de Bolsonaro não passou despercebida e virou piada nas redes sociais. Internautas ironizaram a sua subserviência a Trump e a sua falta de conhecimento sobre economia, questionando como um país com um “vírus socialista” tão forte poderia ser tão pouco tarifado. A situação ficou ainda mais constrangedora com a repercussão negativa da guerra comercial promovida por Trump, que pode prejudicar a economia mundial e, principalmente, a dos Estados Unidos.

Bolsonarismo em queda livre

Enquanto Bolsonaro tentava defender o indefensável, outras notícias desfavoráveis para o bolsonarismo circulavam na imprensa. A dificuldade em aprovar o projeto de Anistia na Câmara dos Deputados e o sucesso financeiro da Globo, que contrariou as expectativas de boicote dos bolsonaristas, foram mais dois golpes para um movimento que parece cada vez mais distante do poder e da realidade.

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Zambelli acredita em reviravolta no STF e teme arrastar deputados e 80 milhões do PL em caso de cassação

Em entrevista exclusiva à CNN Brasil, a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) detalhou sua defesa no caso do porte de arma, expressou esperança em reverter a maioria no STF e revelou o temor de que sua possível cassação arraste outros deputados e cause a devolução de R$ 80 milhões ao PL

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) concedeu entrevista exclusiva ao programa Bastidores CNN nesta quinta-feira (27), onde abordou o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o porte de arma, a relação com o ex-presidente Jair Bolsonaro e a luta contra a depressão.

Zambelli se mostrou esperançosa em reverter a maioria formada no STF, principalmente após o pedido de vista do ministro Nunes Marques. A deputada argumenta que possuía porte federal de arma na época do incidente, o que a autorizaria a portar o armamento, exceto em locais próximos a escolas.

“Eu tenho esperança porque no pedido de vista dele, a gente já tem uma esperança de que ele possa analisar os fatos com mais, ah, mais profundidade. Eh, na verdade, eu tô sendo, ah, condenada a 4 anos de prisão por por porte ilegal de arma e 1 ano e 3 meses, ah, por outro outra outra questão”, disse a deputada.

A parlamentar explicou que, no dia do ocorrido, estava sob forte pressão após o vazamento de seu celular e recebimento de ameaças de morte. Ela alega que agiu em legítima defesa após ser xingada, cuspida e ter seu filho empurrado por um grupo de homens.

“Quando ele foge e começa a correr, ele me chama de prostituta. E eu tava na frente do meu filho, naquele momento eu perdi a cabeça, me arrependo disso, Gustavo e Isabel É, mas eu não tava com com arma sacada naquele momento. Eu só saco a arma depois que eu ouço o estampido de tiro e que mais tarde eu via saber que na verdade foi o policial que caiu com com a distensão que ele teve na coxa e e acabou acabou soltando um tiro sem querer”, relatou.

Zambelli manifestou arrependimento pelo episódio, mas ressaltou que sua intenção era se defender e proteger seu filho. Ela também criticou a interpretação da lei utilizada para condená-la, argumentando que, mesmo com o porte de arma, foi penalizada como se não o tivesse.

Temor de cassação e impacto no PL

A deputada expressou preocupação com a possibilidade de cassação de seu mandato e o impacto que isso pode ter no Partido Liberal (PL). Ela teme que a anulação de seus votos possa levar à perda de mandatos de outros dois a três deputados e à devolução de R$ 80 milhões em recursos do fundo partidário.

“Isso porque se meus votos forem cancelados, de dois a três deputados podem perder o mandato e 80 milhões de fundo, de fundo do PL podem ser devolvidos. Porque como eu tive mais ou menos 1 milhão de votos, a mulher tem R$ 80 por voto, né? São mais ou menos 80 milhões que eu consegui arrecadar para o Partido PL com a minha votação”, afirmou Zambelli.

Relação com Bolsonaro e saúde mental

Zambelli revelou que não tem conversado com o ex-presidente Jair Bolsonaro, que a culpa pela derrota nas eleições em São Paulo. Ela se disse entristecida com a declaração e negou ser a responsável pelo resultado.

A deputada também falou sobre sua luta contra a depressão, revelando que sofre com a doença desde 2022. Ela explicou que decidiu publicizar a questão para encorajar outras pessoas a buscarem ajuda e para combater o estigma em torno da saúde mental.

“Eu resolvi falar porque muitas pessoas que sofrem disso de depressão acham que são exclusivas, né? Que só ela sofre ou que que eventualmente uma depressão pode acabar com a vida da pessoa. Eu hoje estou afastada, né? Eu tinha pego um mês de afastamento, mas eu continuo votando”, disse Zambelli.

A deputada mencionou um projeto de lei de sua autoria que visa criar um “voucher psicólogo e voucher psiquiatra” para facilitar o acesso da população mais carente a serviços de saúde mental.

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STF conclui 1º dia de julgamento sobre trama golpista; decisão sobre Bolsonaro e aliados fica para quarta-feira (26)

Defesas rebatem acusações da PGR, mas ministros do STF rejeitam questões preliminares e retomam julgamento nesta quarta-feira com votação decisiva sobre aceitação da denúncia

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou nesta terça-feira (25) o primeiro dia do julgamento que vai decidir se o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete denunciados pela trama golpista se tornarão réus. A decisão sobre o futuro de Bolsonaro e seus aliados foi adiada para esta quarta-feira (26), às 9h30, quando os ministros votarão sobre a aceitação ou não da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Caso a maioria dos ministros vote pela aceitação da denúncia, Bolsonaro e os demais acusados se tornarão réus e responderão a uma ação penal no STF pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado. As penas somadas para esses crimes ultrapassam 30 anos de prisão.

A sessão desta quarta-feira terá início com o voto do relator, o ministro Alexandre de Moraes, seguido pelos votos dos ministros Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.

A denúncia julgada pela Primeira Turma do STF envolve o chamado “núcleo crucial” da trama golpista, composto pelos seguintes acusados:

  • Jair Bolsonaro, ex-presidente da República;
  • Walter Braga Netto, general de Exército, ex-ministro e vice de Bolsonaro na chapa das eleições de 2022;
  • General Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional;
  • Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência – Abin;
  • Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal;
  • Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
  • Paulo Sérgio Nogueira, general do Exército e ex-ministro da Defesa;
  • Mauro Cid, delator e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

Durante o primeiro dia do julgamento, as defesas de Bolsonaro e seus aliados apresentaram seus argumentos, rebatendo as acusações da PGR e buscando impedir que seus clientes se tornem réus. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também se manifestou durante a sessão, reforçando as acusações de tentativa de golpe de Estado contra o ex-presidente e os demais acusados.

Um fato incomum marcou o primeiro dia do julgamento: a presença de Jair Bolsonaro no STF. O ex-presidente acompanhou a sessão presencialmente, embora a presença de investigados durante os julgamentos do STF não seja uma prática comum.

Ainda durante o primeiro dia, os ministros da Primeira Turma do STF rejeitaram diversas questões preliminares apresentadas pelas defesas, como a anulação da delação premiada de Mauro Cid e o impedimento dos ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin para julgar o caso.

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