Deputado rebate críticas de ACM Neto e aprofunda crise de liderança do ex-prefeito

Líder do PP na AL-BA critica postura de ACM Neto, expõe insatisfação de prefeitos aliados e questiona ética do ex-prefeito em vídeo nas redes sociais. Críticas se somam a investigações da PF contra aliado de Neto e lançamento de Caiado à presidência

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O deputado estadual Niltinho, líder da bancada do Partido Progressistas (PP) na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), reagiu publicamente às críticas proferidas pelo ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil). A resposta veio através de postagens nas redes sociais do parlamentar nesta quinta-feira (03).

Em sua declaração escrita, Niltinho afirmou:

“Como líder da bancada do Partido Progressistas na Assembleia Legislativa da Bahia, tive que me manifestar contra os ataques de ACM Neto aos deputados estaduais do nosso partido. Enquanto tem gente que parece não ter o que fazer, seguimos juntos com o governador Jerônimo Rodrigues trabalhando pelo desenvolvimento dos municípios e por mais oportunidades para o povo baiano.”

O tom subiu em um vídeo divulgado na sequência. Niltinho criticou a postura de ACM Neto, lamentando o que chamou de “desespero” do ex-prefeito, que, segundo ele, tem causado transtornos.

Niltinho rebateu as críticas de ACM Neto ao governador Jerônimo Rodrigues, lembrando que o ex-prefeito rotula como “puxa-saco” aqueles que mantêm um bom relacionamento com a classe política. O líder do PP aproveitou para expor a crescente insatisfação de prefeitos que apoiaram ACM Neto, os quais, segundo Niltinho, têm criticado publicamente a falta de contato e atenção do ex-prefeito.

“Quando você procurou o partido, a Executiva Estadual do Partido Progressista na Bahia, e lá você nunca procurou nenhum dos deputados estaduais para pedir também o apoio à sua candidatura a governador. E eu não posso, nesse momento aqui, concordar com você que falta ela. A ética da nossa parte, ética, tem lhe faltado muito com seus aliados”, disparou Niltinho no vídeo.

A troca de críticas entre Niltinho e ACM Neto ganha contornos mais amplos em um momento delicado para o ex-prefeito. As declarações do deputado somam-se a outras críticas de prefeitos, deputados e lideranças, expondo uma crescente insatisfação com a condução política de ACM Neto. A crise se agrava com a nova fase da Operação Overclean da Polícia Federal, que tem como alvo Marcos Moura (Rei do Lixo), aliado próximo de ACM Neto, levantando questionamentos sobre a integridade do grupo político.

Além disso, o episódio ocorre às vésperas do lançamento da pré-candidatura de Ronaldo Caiado (governador de Goiás) à Presidência, um movimento que pode reconfigurar o cenário político nacional e impactar as alianças na Bahia. A insatisfação interna, as investigações da PF e o cenário político nacional em ebulição colocam ACM Neto em uma posição fragilizada, desafiando sua capacidade de manter a coesão de seu grupo e sua relevância no futuro político baiano.

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ACM Neto critica deputados do PP: “adesismo”; cardeais da oposição temem efeito dominó

Em meio a tensões políticas na Bahia, ex-prefeito de Salvador ataca deputados do PP, reacendendo o debate sobre alianças e gerando dúvidas sobre a própria influência política

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A entrevista de ACM Neto à Rádio Regional nesta quarta-feira (02), na qual desferiu críticas contundentes aos deputados do PP, parece ter se transformado em um tiro no pé para a oposição baiana. Isso porque, além de explicitar o desconforto com a reaproximação do PP ao governo de Jerônimo Rodrigues, as declarações serviram para intensificar o temor entre “cardeais” oposicionistas de uma debandada em massa de prefeitos do interior, conforme apurado pelo Metro 1.

Eles sequer esperaram 2023 para virar e já estavam na base do governo”, disparou Neto, referindo-se à rapidez com que os deputados do PP se uniram a Jerônimo Rodrigues após as eleições de 2022. Para o ex-prefeito, a busca por vantagens e o “adesismo” ao poder demonstram uma fragilidade ética e a ausência de valores sólidos em parte da classe política.”

A acusação de “adesismo” e “falta de compromisso”, somada a relatos de descontentamento com a postura de pouco diálogo e valorização das lideranças locais por parte de Neto, criaram um cenário de desconfiança e instabilidade. Os exemplos de prefeitos do PP como Júnior Marabá (Luís Eduardo Magalhães) e Zé Cocá (Jequié), que manifestaram publicamente sua insatisfação, evidenciam o desgaste da liderança de ACM Neto e a busca por novos caminhos no tabuleiro político baiano.

Enquanto ACM Neto busca se defender das críticas e reafirmar sua posição, a oposição na Bahia enfrenta um momento crucial, com o risco de perder importantes aliados e ter sua capacidade de articulação e influência cada vez mais comprometidas.

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Postura de Júnior Marabá reverbera e expõe bomba sob a cabeça de ACM Neto

Rompimento do prefeito de Luís Eduardo Magalhães expõe fragilidade da oposição baiana e acende debate sobre a liderança de ACM Neto, com críticas até do próprio primo

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A entrevista do prefeito de Luís Eduardo Magalhães, Júnior Marabá, à Rádio Sociedade da Bahia nesta terça-feira (1º de abril) teve efeito de bomba no cenário político baiano, atingindo em cheio o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto. Ao questionar a liderança de Neto e anunciar um rompimento político, Marabá abriu uma caixa de pandora, com diversas lideranças políticas se manifestando e engrossando o coro de críticas ao líder da oposição.

Visivelmente constrangido, ACM Neto respondeu às declarações de Marabá durante a mesma entrevista, tecendo duras críticas ao governador Jerônimo Rodrigues e demonstrando desconforto com a situação. A reação de Neto, no entanto, parece ter inflamado ainda mais o debate e exposto rachaduras na base da oposição.

“Eu sei que vai criar polêmica, mas eu não posso deixar de falar do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues. O governador fica puxando o saco de políticos, de manhã, de tarde, de noite, fica atrás de prefeitos… O governador, ao invés de cuidar da educação, da saúde, da segurança, da geração de emprego, do enfrentamento à pobreza, ao invés de entregar as promessas que fez em campanha… Mas você falou puxando o saco, governador puxando o saco de quem? De prefeitos, de líderes políticos que ele tenta cooptar”, declarou ACM Neto, tentando minimizar o impacto das falas de Marabá.

As críticas de ACM Neto ao governador Jerônimo Rodrigues, no entanto, não foram bem recebidas por parte da classe política, que viu na atitude uma tentativa de desviar o foco do real problema: a falta de liderança e articulação do ex-prefeito de Salvador.

Primo de ACM Neto detona falta de atenção com aliados e expõe fragilidade da oposição

Luís Eduardo Magalhães Neto, primo de ACM Neto em visita ao prefeito Júnior Marabá. Imagem de divulgação

A insatisfação com a liderança de ACM Neto não se restringe a figuras externas à sua base. Em entrevista ao Portal Bnews em divulgada neste terça-feira (01/04), o empresário Luís Eduardo Magalhães Neto, primo do ex-prefeito, não poupou críticas ao parente, apontando a falta de atenção com os aliados como um dos principais problemas da oposição. Luís Eduardo Magalhães Neto foi incisivo ao detalhar o que considera ser uma falha crucial na gestão política de ACM Neto: a ausência de um contato pessoal e estratégico com os aliados. “A política se faz com diálogo, com atenção às demandas dos que estão ao seu lado. Não basta acionar as pessoas apenas em momentos de campanha ou crise. É preciso construir uma relação de confiança, de parceria”, declarou.

Ele ressaltou que a falta de um gesto simples como uma ligação telefônica, um espaço na agenda para discutir projetos e desafios, demonstra um distanciamento que fragiliza a base de apoio.

“Quando você não oferece o mínimo, que é o reconhecimento e a atenção, as pessoas se sentem desvalorizadas. E a oposição, que já enfrenta dificuldades para se manter unida, acaba se esfacelando ainda mais”, completou Luís Eduardo Magalhães Neto.

Suas palavras ecoaram o sentimento de muitos que se sentem negligenciados pela liderança de ACM Neto e que veem a falta de articulação como um fator determinante para o enfraquecimento da oposição na Bahia.

“Figuras do grupo são mobilizadas para atacar aliados, enquanto ninguém parece ter espaço. Ninguém recebe o que deveria ser o mais simples: uma ligação, um espaço na agenda”, afirmou Luís Eduardo Magalhães Neto, expondo o descontentamento interno com a postura de ACM Neto.

Outras lideranças engrossam o coro de críticas

A repercussão da entrevista de Júnior Marabá e da resposta de ACM Neto gerou uma onda de manifestações de outras lideranças políticas baianas.

O deputado estadual Paulo Câmara (PSDB), aliado de ACM Neto, também questionou a liderança do ex-prefeito, corroborando as críticas de falta de atenção com os aliados.

Governador Jerônimo e o prefeito de Itapetininga, Eduardo Hagge de em ato de autorização de Construção do Hospital Regional de Itapetinga

O governador Jerônimo Rodrigues, por sua vez, aproveitou o momento para fortalecer sua base e se reunir com o prefeito de Itapetinga, Eduardo Hagge (MDB), mais um nome da base de ACM Neto que pode migrar para o grupo governista.

Em defesa do governador, o deputado Patrick Lopes (Avante) rebateu as críticas de ACM Neto, afirmando que Jerônimo Rodrigues “tá puxando saco do povo da Bahia” ao levar obras e investimentos para os municípios do interior.

Mas me incomodou demais a declaração do ex-prefeito Salvador ACM Neto, dizendo que o governador tá puxando saco de prefeito. Eu fui prefeito duas vezes. Quando eu fui prefeito, o governador Rui levou obras pra gente tá vindo. O governador Jerônimo hoje tá levando obras pros municípios do interior. Se puxar saco, é abraçar as pessoas, é dar o afago que isso sempre dá, é receber os prefeitos que merecem, é levar obras, é levar ambulância, é levar ônibus, é levar, enfim, é levar o governo do estado pros municípios, é dar atenção aos prefeitos que sofrem tanto. Se for puxar saco, continue puxando saco, meu garoto. Continue puxando saco que o senhor tá pelo caminho certo. O senhor tá cuidando de gente e o senhor tá puxando saco do povo da Bahia.”

O ex-ministro Geddel Vieira Lima também se manifestou com dureza, acusando ACM Neto de “vício hereditário” e de ter “babado o ovo dos generais na ditadura”.

Eu hoje ouvi uma declaração do ex-prefeito de Salvador, em que ele afirma que o governador Jerônimo Rodrigues, ao receber prefeitos e lideranças políticas, está puxando o saco. Eu tenho a visão diversa. Acho que ele está fazendo política, que também é um papel do governador. Eu não entendi que estivesse puxando o saco o ex-prefeito Salvador, quando constantemente, pouco antes das eleições de 22, vivia em minha residência, tentando obter o meu apoio pessoal para a sua candidatura. E olha que ele sempre vinha acompanhado do prefeito Bruno Reis, estavam eles puxando o meu saco. Eu acho que essa visão é um pouco do vício hereditário que o ex-prefeito tem, afinal de contas, ele é neto do velho Antônio Carlos Magalhães, que passou a vida toda, já que ele usou esse termo puxar saco, me senta à vontade para dizer também que viveu a vida toda babando o ovo dos generais na ditadura. Portanto, eu deixo aqui o registro do meu repúdio, esse tipo de colocação.”

Até mesmo figuras consideradas como “futuro do PT baiano”, como Tagner Cerqueira, não perderam a oportunidade de criticar ACM Neto, comparando-o com o governador Jerônimo Rodrigues e destacando a “arrogância” do ex-prefeito.

E aí, você coloca dois perfis, um cara extremamente arrogante, que é o ACM Neto, e um cara extremamente humilde, que é o Jerônimo. Esse candidato derrotado na última eleição ao governo da Bahia está passando um momento difícil. Está sendo esvaziado, e não está esvaziado pela tática do governo. É porque os prefeitos, as lideranças políticas não confiam mais nele. Ele abandonou todo mundo, inventou uma pesquisa na última eleição, e agora não tem mais argumentos para provar que vai ganhar a eleição. E tenho quase certeza que nem candidato não vai ser. Porque o governador Jerônimo é o governador do trabalho, da atenção, do cuidado, do respeito.”

O prefeito de Ibirapitanga, Jé Assunção, encerrou a série de críticas com uma brincadeira, prevendo que ACM Neto terminará o “jogo” com apenas duas prefeituras em sua base, enquanto Jerônimo Rodrigues governará com o apoio de 415 municípios baianos.

Com essa quantidade de prefeituras que o ex-prefeito Salvador ACM Neto tem perdido, você acredita que ele chega até o final do jogo com quantas prefeituras? Aí você me atenta. Eu acho que o Governo do Jerônimo vai chegar com 415 prefeitos.”

Com a oposição fragilizada e exposta a uma série de críticas internas e externas, o futuro político de ACM Neto e do seu grupo político na Bahia se torna incerto. A crise aberta pela entrevista de Júnior Marabá pode ser o prenúncio de uma debandada ainda maior e de um realinhamento de forças no estado.

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Caiado candidato a presidente seria avanço da direita. Bolsonaro, mesmo inelegível divide campo político

Governador de Goiás lança candidatura com apoio de Gusttavo Lima, mas cantor nega acordo. Especialistas apontam Bolsonaro como principal obstáculo para renovação da direita

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, agitou o cenário político ao anunciar sua candidatura à presidência, tendo como vice o cantor Gusttavo Lima. A euforia, no entanto, durou pouco, já que o próprio Gusttavo Lima desmentiu o acordo, afirmando que só tomará uma decisão em 2026.

Apesar do tropeço inicial, a candidatura de Caiado é vista por alguns como um avanço para a direita brasileira. Em comparação com o ex-presidente Jair Bolsonaro, Caiado apresenta um discurso mais moderado, sem apologia a golpes de estado e com uma postura menos negacionista em relação à pandemia.

“Em relação ao Bolsonaro, é um avanço de 1.000% da direita brasileira ter o Caiado como candidato,” avaliou um observador político.

No entanto, a liderança de Bolsonaro ainda exerce forte influência no campo da direita. Em entrevista recente, o ex-presidente afirmou que só indicará um sucessor “depois de morto”, demonstrando sua intenção de permanecer como figura central da direita brasileira.

Essa postura de Bolsonaro é vista como um obstáculo para a renovação do campo político. Segundo o jornalista Otávio Guedes, da Globo News, o ex-presidente se tornou um problema para a própria direita, dificultando o surgimento de novas lideranças e impedindo o debate sobre alternativas.

“O Bolsonaro hoje é um problema para a direita, para o Tarcísio,” afirmou Guedes. “O candidato dos sonhos do Lula é o Bolsonaro.”

Guedes argumenta que Bolsonaro perdeu a capacidade de se apresentar como um candidato antissistema, abrindo espaço para novas figuras como Pablo Marçal e o próprio Gusttavo Lima. A permanência de Bolsonaro no centro do debate político impede o crescimento de outras lideranças e beneficia o campo da esquerda.

Diante desse cenário, a candidatura de Caiado, mesmo com o desmentido de Gusttavo Lima, pode representar uma tentativa de romper com a hegemonia de Bolsonaro e abrir caminho para uma nova direita brasileira. No entanto, o sucesso dessa empreitada dependerá da capacidade de Caiado de se desvencilhar da sombra do ex-presidente e construir uma identidade própria no cenário político.

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