STF assina acordo com plataformas sociais para combater a desinformação

Empresas se comprometem a promover ações educativas

Caso de Política com informações STF – Em um esforço conjunto para enfrentar o fenômeno das notícias falsas, representantes de grandes plataformas digitais assinaram, nesta quinta-feira (6), um acordo de adesão ao Programa de Combate à Desinformação do Supremo Tribunal Federal (STF). O evento, realizado na sede do STF, contou com a participação de empresas como YouTube, Google, Meta, TikTok, Microsoft e Kwai.

Durante a cerimônia, o presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, destacou a importância da colaboração entre a Justiça e as plataformas digitais.

Espero que esse acordo seja o início de uma relação cooperativa no enfrentamento de uma das piores epidemias do nosso tempo: a desinformação e a disseminação do ódio. Que essa parceria frutifique e nos ajude a construir um país e um mundo melhores”, declarou Barroso.

O acordo tem como principal objetivo promover ações educativas e de conscientização, visando mitigar os efeitos negativos da desinformação que comprometem princípios, direitos e garantias constitucionais. As plataformas parceiras terão a oportunidade de participar ativamente na execução dessas atividades.

Além do presidente do STF, estiveram presentes na cerimônia o vice-presidente do tribunal, ministro Edson Fachin, e os representantes das plataformas: Alana Rizzo (YouTube), Marcelo Lacerda (Google), Rodrigo Ruff (Meta), Fernando Gallo (TikTok), Elias Abdalla Neto (Microsoft) e Regiane Teixeira (Kwai).

Barroso enfatizou a relevância do papel desempenhado pelos diferentes atores sociais no combate à desinformação, destacando a importância da educação midiática.

É fundamental que as pessoas estejam conscientes da nova realidade informacional. Precisamos checar as informações antes de repassá-las, evitando a disseminação de notícias fraudulentas como se fossem verdade”, afirmou.

O Programa de Combate à Desinformação do STF, que já conta com mais de 100 instituições parceiras, segue expandindo sua rede de colaboração para fortalecer a luta contra a desinformação e promover um ambiente informativo mais seguro e verídico.

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China é grande rival na corrida por tecnologia, admite presidente da Microsoft

Repórter ABC – A China está avançando rapidamente no desenvolvimento de novos sistemas de inteligência artificial e pode se tornar a maior rival das empresas e organizações de pesquisa dos Estados Unidos, segundo afirmou o presidente da Microsoft, Brad Smith, em entrevista ao jornal japonês Nikkei Asia. Smith, que está no Japão para acompanhar reuniões do G7, ressaltou que as companhias chinesas de tecnologia estão prontas para entrar na competição com as gigantes americanas Amazon, Google e Microsoft, bem como com a OpenAI, startup que criou o ChatGPT.

De acordo com Smith, existem três empresas que estão na vanguarda absoluta do desenvolvimento de inteligência artificial: a OpenAI, a Microsoft e o Google, seguidas de perto pela Academia de Inteligência Artificial de Pequim. No entanto, Smith alertou que a diferença entre quem está na frente e quem está atrás é medida em meses, não em anos.

“Quem está à frente e quem está atrás é algo que pode mudar um pouco de tempos em tempos, mas uma coisa tem sido absolutamente constante: a diferença é quase sempre medida em meses, não em anos. Tudo é muito rápido”, disse o presidente da Microsoft.

A rápida evolução da tecnologia de inteligência artificial na China é uma preocupação crescente para as empresas americanas e para os líderes mundiais que se reúnem no G7. Smith destacou a necessidade de se manter vigilante e atento às ameaças à liderança tecnológica americana, especialmente no campo da inteligência artificial. Com as empresas chinesas prontas para entrar na disputa, a corrida para a liderança em inteligência artificial se intensifica cada vez mais.

Microsoft apresenta inteligencia artificial especializada em imagens

Modelo é capaz de resolver quebra-cabeças visuais e passar em testes de QI visual

A Microsoft apresentou na segunda-feira, 3 de abril, o Kosmos-1, um modelo multimodal de inteligência artificial (IA) que é capaz de analisar imagens em busca de conteúdo, resolver quebra-cabeças visuais, realizar reconhecimento visual de texto, passar em testes de QI visual e entender instruções de linguagem natural.

Os pesquisadores da Microsoft acreditam que a inteligência artificial multimodal, que integra diferentes modos de entrada, como texto, áudio, imagens e vídeo, é um passo fundamental para a construção de inteligência geral artificial (AGI) capaz de executar tarefas gerais no nível humano. A percepção multimodal é considerada uma parte básica da inteligência e é uma necessidade para alcançar a inteligência geral artificial em termos de aquisição de conhecimento e fundamentação no mundo real.

Os especialistas em IA apontam para a IA multimodal como um caminho potencial para a inteligência artificial geral, uma tecnologia hipotética que ostensivamente será capaz de substituir os humanos em qualquer tarefa intelectual. AGI é o objetivo declarado da OpenAI, um importante parceiro de negócios da Microsoft no espaço de IA.

O Kosmos-1 parece ser puramente um projeto da Microsoft, sem o envolvimento da OpenAI. Os pesquisadores chamam sua criação de “modelo de linguagem grande multimodal” (MLLM) porque suas raízes estão no processamento de linguagem natural, como um LLM somente de texto, como o ChatGPT.

Para o Kosmos-1 aceitar entrada de imagem, os pesquisadores devem primeiro traduzir a imagem em uma série especial de tokens que o LLM possa entender.

A Microsoft treinou o Kosmos-1 usando dados da web. Após o treinamento, eles avaliaram as habilidades do Kosmos-1 em vários testes. Em muitos desses testes, o Kosmos-1 superou os modelos atuais de última geração, de acordo com a Microsoft.

Embora o Kosmos-1 represente os primeiros passos no domínio multimodal, os pesquisadores acreditam que otimizações futuras possam trazer resultados ainda mais significativos, permitindo que modelos de IA percebam qualquer forma de mídia e atuem sobre ela, o que aumentará muito as habilidades dos assistentes artificiais. A Microsoft diz que planeja disponibilizar o Kosmos-1 para os desenvolvedores.

Opinião

O avanço tecnológico e a inovação no campo da inteligência artificial são, sem dúvida, pontos positivos que promovem o progresso da humanidade. Entretanto, é importante que se discuta os impactos políticos e econômicos que essas mudanças podem trazer para a sociedade.

No texto em questão, é possível perceber que a Microsoft apresentou o Kosmos-1, um modelo multimodal de inteligência artificial que é capaz de substituir postos de trabalho. É evidente que essa substituição representa um risco iminente para a população, especialmente em um momento em que o desemprego já é um problema grave em muitos países.

Além disso, a concentração de poder nas mãos de poucas empresas de tecnologia, como a Microsoft, também representa um problema político e econômico. A falta de regulação e controle pode permitir que essas empresas tomem decisões que afetem diretamente a vida das pessoas, sem que elas tenham qualquer participação nesse processo.

Por fim, é importante ressaltar que a busca pela inteligência artificial geral pode ter consequências imprevisíveis para a humanidade. Se essa tecnologia for capaz de substituir completamente o trabalho humano em todas as áreas, pode haver uma crise sem precedentes no sistema econômico mundial, já que a produção e a distribuição de bens e serviços seriam controladas exclusivamente por máquinas.

Portanto, é necessário que haja um debate amplo e aberto sobre as implicações políticas e econômicas da inteligência artificial e que sejam criadas políticas públicas que possam proteger a população dos riscos envolvidos nesse processo de inovação tecnológica.

Luís Carlos Nunes