As milícias no Brasil são grupos armados formados, originalmente, por ex-agentes de segurança pública que atuam de forma paramilitar em comunidades, principalmente no estado do Rio de Janeiro. Diferentemente das facções do tráfico de drogas, as milícias apresentam uma estrutura hierárquica e discurso de "ordem", mas estão envolvidas em atividades ilícitas como extorsão, grilagem de terras, venda de gás e água, transporte alternativo, e até mesmo participação em esquemas políticos locais.
O fenômeno ganhou notoriedade nacional a partir dos anos 2000 e, desde então, a Repórter Brasil acompanha de perto as investigações, operações policiais e denúncias relacionadas a esses grupos. A cobertura inclui desde reportagens sobre a atuação da Polícia Federal até análises sobre o impacto social nas comunidades afetadas.
Contexto histórico
As milícias surgiram no Rio de Janeiro como grupos de ex-policiais e bombeiros que ofereciam segurança em bairros carentes, substituindo o Estado no controle territorial. Com o tempo, evoluíram para organizações criminosas que exploram monopólios de serviços essenciais e praticam assassinatos, ameaças e cobranças ilegais. A CPI das Milícias (2008) na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) expôs a ligação desses grupos com políticos e agentes públicos, revelando a complexidade do problema.
Cobertura da Repórter Brasil
Nesta seção, você encontra matérias sobre operações como a Operação Squad, a Operação Intocáveis, e as ações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Também publicamos reportagens especiais sobre a expansão das milícias para outros estados, como Bahia e São Paulo, e os debates no Congresso Nacional sobre o endurecimento penal.
Principais tópicos cobertos
- Operações policiais e investigações
- Decisões judiciais e julgamentos
- Ligações políticas e denúncias
- Impacto social e comunitário
- Atividades econômicas ilegais