Prefeito de Barreiras aumenta taxas e tributos às vésperas do Carnaval de 2025

Novo Decreto Municipal altera valores de taxas públicas em plena concentração dos festejos de Momo

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A poucos dias do início do Carnaval 2025, o prefeito de Barreiras, Otoniel Teixeira (União Brasil), publicou o Decreto nº 26, que altera as taxas e tributos municipais para o exercício de 2025. A decisão, tomada no dia 14 de fevereiro, chega em um momento estratégico, com os olhos da cidade voltados para a grandiosidade do evento carnavalesco.

Clique aqui para ler a integra do Decreto municipal.

Com o intuito de aumentar a arrecadação municipal, o decreto revoga a tabela de valores estabelecida anteriormente para o Parque de Exposições e promove alterações significativas nas taxas de uso de áreas públicas. O novo decreto impacta diretamente quem pretende utilizar espaços como praças, ruas e centros de eventos para fins comerciais ou culturais.

As mudanças, que não foram votadas e aprovadas pela Câmara de vereadores, incluem reajustes nas taxas de utilização de áreas públicas para comércios itinerantes, quiosques e feirões, além de outras atividades econômicas. Por exemplo, os valores cobrados para a instalação de trailers e barracas de alimentação nas principais praças da cidade sofreram aumentos substanciais. Também houve a inclusão de novos itens no rol de cobranças, como a utilização de energia elétrica em espaços públicos.

A medida gerou reações mistas entre os comerciantes locais e a população. Argumenta-se que a elevação dos valores e os custos adicionais possam desestimular pequenos empreendedores e afetar a economia local.

Este aumento nas taxas e tributos ocorre no contexto de um Carnaval de 2025 que promete atrair milhares de turistas para Barreiras, o que pode indicar uma tentativa de capitalizar o movimento de turistas e visitantes durante o evento.

O novo Decreto entra em vigor imediatamente, com base na legislação vigente, e já é válido para os contratos e autorizações que serão emitidos para eventos, feiras e atividades comerciais durante o carnaval e ao longo do ano.

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Técnica de enfermagem da UPA de Barreiras é demitida arbitrariamente por perseguição política

Profissional foi dispensada após denunciar falta de materiais na unidade. Caso ganhou repercussão nas redes sociais e pode parar na Justiça

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A demissão de uma técnica de enfermagem da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Barreiras tem gerado indignação entre profissionais da saúde e a população. O caso, inicialmente divulgado nas redes sociais, ganhou maior repercussão após a publicação feita na página da influenciadora Mônica Patrícia, que trouxe detalhes da dispensa da trabalhadora e questionou o uso da máquina pública para perseguições políticas. O episódio reforça que, apesar das mudanças de governo, a política arcaica de clientelismo e de gabinete segue sendo a regra no município.

A trabalhadora, que diariamente se dedicava ao atendimento da população, foi dispensada sem um processo administrativo claro. De acordo com relatos colhidos pelo Portal Caso de Política, a decisão foi motivada por influência de um vereador próximo ao governo, após a profissional mencionar a precariedade dos materiais na unidade.

Ao que tudo indica, a justificativa oficial para a demissão não se sustenta. Relatos indicam que a profissional teria sido acusada de maltratar um acompanhante, mas a medida disciplinar aplicada com tamanha rapidez levanta suspeitas de retaliação. Confira trechos dos depoimentos obtidos:

Uma funcionária contratada como técnica em enfermagem foi demitida. Segundo a própria, o motivo alegado foi um suposto mau atendimento a um acompanhante. Mas, na verdade, não houve maus-tratos, e sim influência política. O acompanhante quis prejudicá-la por questões pessoais. Antes de demitir, a administração deveria ter seguido o protocolo, mas isso não aconteceu.”

O verdadeiro problema parece ter sido o incômodo causado pela profissional ao relatar a falta de estrutura na unidade de saúde. Ao que parece, para os que fazem parte da gestão, expor condições inadequadas de trabalho é uma afronta.

O acompanhante exigiu que a técnica aferisse a pressão de um paciente apadrinhado de um vereador com um aparelho digital, mas esse equipamento simplesmente não existe na unidade. Durante o dia, a profissional comentou com colegas sobre a falta de materiais básicos, e o acompanhante ouviu. Desde cedo, ele estava atento aos seus movimentos. Mais tarde, denunciou a profissional, que foi chamada pela Coordenação da Enfermagem e orientada a assinar uma advertência, ficando à disposição da Secretaria de Saúde para realocação. Ela assinou sem perceber que estava sendo manipulada e vítima de uma perseguição. Somente depois suas colegas alertaram que ela não deveria ter assinado, pois foi um ato injusto.”

O episódio reflete uma triste realidade da saúde pública municipal de Barreiras: equipamentos básicos estão em falta, mas sobra vigilância contra quem ousa denunciar os problemas. Profissionais da linha de frente, que deveriam ser valorizados e respeitados, tornam-se alvos quando não se submetem ao jogo político local.

A demissão de uma profissional por criticar a estrutura de trabalho é um reflexo do descaso e da falta de respeito com aqueles que realmente se preocupam com a população. Vivemos uma gestão onde a máxima parece ser ‘quem manda sou eu, obedece quem tem juízo’, enquanto a saúde afunda. O que deveria ser uma estrutura voltada ao atendimento da população virou um cabide de empregos fantasmas. O pior é que, quando o caso ganha repercussão, os apadrinhados aparecem sem nenhuma punição. O novo governo assumiu, mas o velho sistema de favorecimentos segue intacto. Falta fiscalização, responsabilidade e uma intervenção urgente do Ministério Público. A saúde do município já está na UTI há muito tempo.”

Diante da repercussão do caso, a expectativa é que o prefeito Otoniel Teixeira se manifeste e tome providências para reverter a demissão da profissional. Segundo apuração do Portal Caso de Política, a trabalhadora pode recorrer à Justiça para reaver seu cargo e buscar eventuais danos morais, o que poderá responsabilizar a administração municipal e seus gestores.

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Prefeitura de Barreiras divulga números de atendimentos de saúde questionados pela população

Imagem: Prefeitura de Barreiras em 6.5.2024

Publicidade nas redes sociais contrasta com queixas sobre falta de serviços e dificuldades no acesso à saúde

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A Prefeitura de Barreiras, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, está divulgando nestes últimos dias os números referentes à Atenção Primária à Saúde realizados durante o mês de janeiro de 2025. De acordo com a gestão, o município teria realizado uma série de atendimentos e ações, com destaque para os números amplamente divulgados em cards publicitários nas redes sociais. No entanto, a realidade vivida pela população, que aponta dificuldades para marcar exames e falta de medicamentos na Farmácia Municipal, parece divergir dos dados oficiais.

Os números divulgados pela administração fazem parte do primeiro mês de um novo governo, com a Secretaria Municipal de Saúde ainda sem uma equipe completa, já que, até o meio de janeiro, o município seguia fazendo nomeações para postos-chave na pasta. Além disso, não foram feitas novas contratações de servidores para suprir o déficit de pessoal na área da saúde, o que tem agravado a situação de atendimento à população, já sobrecarregada e com demandas ainda não atendidas. Isso levanta ainda mais questionamentos sobre a capacidade de efetivar o volume de atendimentos e ações, especialmente considerando as dificuldades enfrentadas pelos moradores.

Números divulgados  pela prefeitura de Barreiras para o mês de janeiro de 2025 são questionados

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, em janeiro, as equipes de Atenção Primária realizaram 79.818 visitas domiciliares e territoriais, 798 coletas de preventivos, além de atenderem 16.255 usuários nas Farmácias Básicas da APS. Também foram realizados 41.542 procedimentos, 19.868 atendimentos médicos e de enfermagem, 4.438 atendimentos odontológicos, 4.336 doses de vacinas administradas e 491 atendimentos domiciliares.

Ao dividir esses números por 31 dias de janeiro, os resultados diários são os seguintes:

  • Visitas domiciliares e territoriais: 79.818 / 31 = 2.574 visitas/dia
  • Coletas de preventivo: 798 / 31 = 25 coletas/dia
  • Usuários atendidos nas Farmácias Básicas da APS: 16.255 / 31 = 524 atendimentos/dia
  • Procedimentos realizados: 41.542 / 31 = 1.338 procedimentos/dia
  • Atendimentos médicos e de enfermagem: 19.868 / 31 = 640 atendimentos/dia
  • Atendimentos odontológicos: 4.438 / 31 = 143 atendimentos/dia
  • Doses de vacina administradas: 4.336 / 31 = 140 doses/dia
  • Atendimentos domiciliares: 491 / 31 = 16 atendimentos/dia

Apesar do volume de atendimentos apontado pela gestão, a população tem se queixado da escassez de medicamentos essenciais, como antibióticos e analgésicos, falta de servidores e das dificuldades em agendar exames. Isso gera uma desconexão entre os dados apresentados pela administração e a experiência cotidiana dos cidadãos, que questionam a efetividade do serviço prestado.

A Atenção Primária à Saúde, que corresponde ao primeiro nível de contato com o sistema de saúde, busca promover a prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento contínuo e integral. Contudo, as falhas apontadas pela população levantam dúvidas sobre a qualidade e a abrangência desse atendimento no município.

A diferença entre os números divulgados e a realidade vivida pelos moradores de Barreiras sugere que, apesar dos esforços publicitários, a prestação de serviços de saúde ainda enfrenta desafios significativos em termos de acesso e qualidade.

Bancos de dados como o DataSUS e SISAB e outros paineis de transparência estão carentes das informações referentes ao período de janeiro de 2025, devendo ficar para verificação em data posterior.

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PPP do Hospital Municipal de Barreiras: uma aposta arriscada que poderia ter sido evitada

Enquanto a prefeitura aposta na Parceria Público-Privada para gerir o Hospital Municipal, alternativas como a federalização e a criação de um hospital universitário são ignoradas. A decisão de Otoniel Teixeira mantém a conta para o município e compromete o controle sobre a saúde pública

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Enquanto a gestão municipal de Barreiras promove na B3, a Bolsa de Valores de São Paulo, um roadshow para atrair investidores para a Parceria Público-Privada (PPP) do Hospital Municipal, surge uma questão essencial: essa é realmente a melhor solução para a saúde pública da região?

O roadshow é uma apresentação itinerante realizada para divulgar projetos a potenciais investidores, buscando atrair recursos e parcerias. No caso da PPP do hospital, a prefeitura leva o projeto a instituições financeiras e empresários para demonstrar sua viabilidade econômica e tentar garantir o interesse do setor privado. Vendida como uma grande inovação pela administração Otoniel Teixeira, a PPP, na prática, mantém o ônus sobre os cofres municipais, terceiriza a administração e transfere riscos para o próprio município.

Previsto para ter seis módulos e 150 leitos, distribuídos em áreas de emergência, clínica médica adulta e pediátrica, obstétrica, psiquiátrica, cirúrgica e ambulatorial, o hospital ocuparia cerca de 13 mil metros quadrados de área construída. No entanto, apesar dos R$ 40 milhões já investidos, o progresso tem sido mínimo, gerando preocupação entre os cidadãos e profissionais de saúde

Otoniel herdou essa proposta de seu padrinho político, o ex-prefeito Zito Barbosa, sem considerar alternativas que poderiam trazer benefícios mais duradouros para Barreiras e toda a região Oeste da Bahia. Entre essas alternativas, a federalização da unidade e sua transformação em um hospital universitário vinculado à Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB) se destacaria. Com essa mudança, Barreiras teria um hospital-escola de referência, garantindo atendimento público qualificado e permanente, além de formação acadêmica e pesquisa científica na área da saúde.

A insistência na PPP como única solução ignora que o financiamento continuará saindo dos cofres municipais, enquanto a administração privada buscará lucro, muitas vezes em detrimento da qualidade e universalidade do atendimento. Diferentemente de um hospital universitário, que poderia ser sustentado com recursos federais, a parceria público-privada cria um modelo onde a prefeitura continua sendo a principal financiadora, mas perde o controle direto sobre a gestão e a prestação dos serviços.

O prefeito Otoniel Teixeira enaltece a PPP como um avanço, destacando a “modernização” dos serviços de saúde. No entanto, experiências semelhantes pelo Brasil mostram que esse tipo de contrato pode resultar em custos elevados para o município sem necessariamente melhorar a qualidade ou a ampliação do atendimento. Além disso, o discurso de “eficiência” e “celeridade” ignora que a dependência de investidores e concessionárias pode comprometer a continuidade e a acessibilidade do serviço público a longo prazo.

Barreiras e toda a região Oeste da Bahia se beneficiariam muito mais de um hospital municipal público bem estruturado, capaz de atender às demandas locais sem a intermediação de interesses privados. Um hospital universitário federalizado, além de ser sustentado pela União, fortaleceria a rede de ensino e a capacitação profissional, formando médicos e especialistas para atuar na própria região. Do ponto de vista econômico, garantiria estabilidade financeira ao município, evitando gastos excessivos com contratações privadas e assegurando investimentos contínuos. No âmbito social, representaria um salto de qualidade na prestação de serviços de saúde, promovendo atendimento público com mais estrutura e suporte científico.

A grande questão é: por que insistir na PPP se há alternativas mais seguras e vantajosas? A resposta pode estar na política, onde promessas de inovação e modernidade frequentemente servem para justificar modelos de gestão que beneficiam poucos e oneram muitos. Otoniel e sua equipe podem continuar promovendo a ideia da PPP como a solução definitiva, mas o tempo dirá se essa escolha foi feita pensando no bem-estar da população ou nos interesses do mercado.

E como diz o velho ditado: quem entrega o hospital ao mercado pode acabar precisando de senha para ser atendido.

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“Se o prefeito não tomar as providências, nós tomamos de outro jeito”, afirma Presidente da Câmara de Barreiras

Yure Ramon declara que não tolerará mais desrespeito e exige ação imediata do Executivo Municipal

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Durante a sessão da Câmara Municipal de Barreiras na noite desta terça-feira (11), o presidente da Casa, Yure Ramos, fez duras críticas ao comportamento de um assessor do prefeito, que, segundo o parlamentar, teria atacado verbalmente o vereador Allan do Allanbick. A fala do presidente foi uma cobrança por respeito à instituição e aos vereadores, com um claro recado ao Executivo Municipal.

Presidente se posiciona contra desrespeito aos vereadores e cobra ação do prefeito

Yure Ramon iniciou seu pronunciamento reafirmando seu compromisso com a Câmara e com os 19 vereadores, destacando a seriedade com que exerce a presidência da Casa.

“Quando eu assumi ser presidente da Câmara, eu assumi um compromisso com essa casa, com o povo, com 19 vereadores, por cada um desses vereadores”, disse. Contudo, ele não poupou críticas aos ataques que, segundo ele, membros do governo vêm direcionando aos parlamentares.

O presidente falou com veemência sobre a importância de se respeitar a honra e a dignidade de cada vereador.

“Eu jamais aceitarei nenhuma ofensa a qualquer vereador dessa casa”, declarou, fazendo referência ao próprio período de eleição da presidência, quando, segundo ele, sofreu ataques pessoais. “Eu levei nome aqui de macaco, de traidor. E levei nome aqui de ex-secretárias de governo, mas tem que defender mesmo para poder tem que falar mal para poder defender seu emprego. Tem que defender”, afirmou.

Além de criticar o que considerou uma atitude desrespeitosa de alguns membros do governo, Yure Ramon apelou à reflexão sobre a importância do cargo de vereador.

“Cada um de nós está aqui eleito pelo povo, mas cada um desses vereadores, acima de tudo, é pai e mãe de família, é filho. Essas palavras deferidas aqui a certos vereadores, fere muito e fere a família”, disse, destacando a responsabilidade que os parlamentares têm para com a sociedade barreirense.

Yure Ramon também se dirigiu diretamente ao prefeito Otoniel Teixeira manifestando a expectativa de que ele compartilhe de sua visão e tome as devidas providências.

“Creio eu que o prefeito não comunga com essas coisas e que não vai permitir que esse tipo de atitude continue”, comentou.

O presidente aproveitou a oportunidade para elogiar a postura do ex-prefeito Zito Barbosa, que, segundo ele, sempre demonstrou respeito pela Câmara e seus membros, mesmo diante de críticas à sua administração.

Naquele momento que as pessoas me xingavam, o prefeito a todo momento não faça isso em respeito ao vereador”, relatou.

Além disso, Yure Ramon anunciou que a Casa tomará medidas legais contra qualquer tipo de ataque verbal a seus membros. “O setor jurídico dessa casa está autorizado a tomar providências contra qualquer print ou áudio que denigra a imagem de um vereador”, afirmou. Ele ressaltou que, em casos de desrespeito, um ofício será encaminhado ao prefeito, que terá que tomar ações imediatas. Caso contrário, a Câmara tomará outras medidas.

“Se o prefeito não quiser tomar as providências, nós tomamos de outro jeito”, argumentou.

Finalizando seu pronunciamento, o presidente fez questão de reafirmar seu compromisso com o respeito e a integridade dos vereadores.

Esteja certo de que estarei aqui zelando pelo direito e integridade de cada um de vocês”, disse, antes de encerrar sua fala com um agradecimento àqueles presentes na sessão.

A postura firme de Yure Ramon reforça o clima tenso na política local e a pressão sobre a gestão municipal para garantir o respeito à Câmara e a seus membros, especialmente diante de ataques que, segundo o presidente, comprometem a dignidade dos vereadores e a imagem da instituição.

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Comandante da PM em Barreiras esclarece atuação no Cais e reforça compromisso com a segurança pública

Comandante da 83ª CIPM explica que operação já estava planejada e não atendeu a chamados políticos, garantindo a ordem pública

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O Portal Caso de Política traz, com exclusividade, o posicionamento do comandante da 83ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM), Major Éder Rosário, sobre a ação da PM no Cais no último sábado (8). Em contato com a reportagem, ao final da manhã desta segunda-feira (10), o oficial esclareceu que a presença da corporação foi resultado de um planejamento prévio e não de uma convocação política. Segundo ele, o objetivo era garantir a segurança pública diante de episódios recentes de violência na região.

Quem fala é o Major Éder Rosário, comandante da 83ª Companhia Independente de Polícia Militar, que abrange os municípios de Barreiras, Catolândia, Baianópolis e Cristópolis. Muito se falou sobre a ação da APM no Cais no fim de sábado, mas já era uma operação prevista e organizada por este comandante, com o propósito de reduzir os índices de delinquência no Cais, para trazer mais tranquilidade às pessoas que procuram aquela localidade, seja para o lazer, seja para algum tipo de atividade ou para os próprios moradores. A ideia da operação foi justamente estancar os problemas que lá existem, por conta da grande aglomeração de pessoas. Problemas que foram vistos no final de semana anterior, com várias brigas, indivíduos com ânimos exaltados, trazendo transtorno e preocupação para os frequentadores e comerciantes. Então, a ideia da Polícia Militar é manter a operação ao final de semana com contundência, com um número grande de viaturas, para trazer tranquilidade às pessoas que procuram aquela localidade”, afirmou o comandante.

A ação da PM aconteceu durante um evento pré-carnavalesco na Avenida Getúlio Vargas, que foi organizado pelo vereador Alan, do bloco Alambique, e pelo atual secretário de Cultura do município, Gulla, responsável pelo bloco Pilek. O evento gerou polêmica quando o assessor do prefeito, Neimar Mármore, fez críticas ao vereador Alan, acusando-o de desrespeitar normas de poluição sonora. No entanto, a PM reforçou que sua atuação se deu com base em planejamento estratégico e não por interferência de qualquer grupo político.

A Polícia Militar reafirma seu compromisso com a segurança e tranquilidade da população, garantindo que suas ações são pautadas pela isonomia e legalidade. “Aos cidadãos de bem, sintam-se seguros, sintam-se tranquilos, contem com a sua Polícia Militar. Estamos à disposição para qualquer necessidade”, pontuou o comandante Major Éder Rosário.

Aproveitamos a ocasião para dar as boas-vindas ao novo comandante e desejar um bom trabalho à Polícia Militar no combate à criminalidade e na promoção da segurança da população.

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Carmélia da Mata contesta vídeo do prefeito e denuncia falta de pagamento de rescisões em Barreiras

Mesmo após o prefeito afirmar em vídeo que as rescisões foram pagas, trabalhadores seguem relatando que não receberam. Vereadora cobra explicações e aponta descumprimento as leis

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Mesmo após o prefeito de Barreiras, Otoniel Teixeira (União Brasil), divulgar um vídeo afirmando que os pagamentos das rescisões dos trabalhadores exonerados foram efetuados, a vereadora Carmélia da Mata (PP) voltou a questionar a situação. Em nova publicação nas redes sociais no sábado (08), ela denunciou que muitos profissionais seguem sem receber os valores devidos.

A parlamentar relatou que continua recebendo pedidos de ajuda de ex-servidores que não conseguiram acessar os valores. Segundo Carmélia, merendeiras e auxiliares de serviços gerais afirmam que não foram pagos, mesmo após a declaração do prefeito.

“Famílias com contas a pagar – aluguel, alimentação, água, luz, material escolar – tendo que se humilhar para receber o que é seu por direito?”, questionou.

Carmélia criticou a gestão municipal e cobrou um posicionamento de Otoniel.

“Seu vídeo não condiz com a realidade! Os trabalhadores seguem sem receber!”, afirmou, destacando que o pagamento das rescisões é um direito garantido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Diante das contestações, a declaração do prefeito ganha contornos de polêmica. Otoniel Teixeira havia afirmado:

“O pagamento referente às rescisões contratuais da gestão passada já está na conta. Estamos cumprindo com a nossa obrigação e com o compromisso firmado com vocês”.

Com a insistência dos relatos de trabalhadores que ainda não receberam, a situação levanta dúvidas sobre a real extensão dos pagamentos efetuados e pode ampliar o desgaste da administração municipal, já alvo de críticas em outras áreas.

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Após pressão, gestão de Otoniel Teixeira recua e paga rescisões de servidores exonerados em Barreiras

Repercussão negativa levou a administração a cumprir obrigação legal; outras empresas contratadas pela prefeitura também são denunciadas por atrasos salariais

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A vereadora de Barreiras, Carmélia da Mata, comemorou o pagamento das rescisões contratuais dos servidores temporários exonerados pela prefeitura. O anúncio foi feito pelo próprio prefeito Otoniel Teixeira (União Brasil), após forte pressão da oposição e a crescente insatisfação entre os trabalhadores que aguardavam seus direitos. A decisão ocorre após pouco mais de um mês de gestão e diante de uma repercussão negativa que expôs a fragilidade do compromisso da administração com os servidores municipais.

Fico muito feliz em saber que nosso posicionamento contribuiu para essa decisão, garantindo os direitos desses trabalhadores”, declarou a vereadora.

O pagamento das rescisões não foi uma iniciativa espontânea do governo municipal, mas uma resposta à cobrança feita por Carmélia e outros representantes da categoria. A demora no cumprimento da obrigação legal vinha gerando apreensão entre os ex-servidores, que dependem desses valores para reorganizar suas finanças após a exoneração.

Na cidade, esse não é um caso isolado. Empresas que mantêm contratos com a prefeitura também são alvo de denúncias por atrasos no pagamento de salários e verbas rescisórias. Trabalhadores terceirizados relatam dificuldades em receber seus direitos, o que acende um alerta sobre a gestão financeira da administração municipal.

O episódio reforça um padrão de instabilidade que marca os primeiros dias do governo Otoniel Teixeira. O pagamento das rescisões representa um alívio para os servidores exonerados, mas também escancara a necessidade de vigilância constante para que direitos trabalhistas sejam respeitados sem que seja preciso recorrer à pressão pública.

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Alteração salarial imposta por Otoniel Teixeira provoca desistências e adia início das aulas em Barreiras

Mudança nos valores do edital gerou grande desestímulo entre profissionais, resultando em um alto número de desistências e impactando o calendário escolar

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A decisão do prefeito de Barreiras, Otoniel Teixeira (União Brasil), de alterar os valores de remuneração previstos no edital para contratação de cuidadores escolares provocou um efeito dominó, resultando em desmotivação generalizada e desistências em massa. O impacto da medida foi tão significativo que a Secretaria de Educação precisou adiar o início das aulas na rede municipal, inicialmente previsto para o dia 5 de fevereiro, para o dia 10.

O descontentamento entre os profissionais ficou evidente ao longo do curso de formação obrigatório para os selecionados. O número de participantes caiu drasticamente, com turmas esvaziadas nos últimos dias do treinamento. No período matutino, por exemplo, eram esperados 72 cuidadores, mas apenas 60 compareceram. No turno vespertino, a situação foi ainda mais crítica: das 130 pessoas aguardadas, somente 70 concluíram a capacitação.

A alta taxa de desistência forçou a prefeitura a convocar, de forma acelerada, candidatos que estavam na lista de reserva, já que muitos dos aprovados optaram por abandonar o processo após a redução dos valores salariais. A frustração entre os profissionais decorre do fato de que as expectativas criadas na primeira versão do edital foram abortadas com a alteração imposta pela gestão municipal.

Além de comprometer a estrutura de apoio dentro das escolas, a decisão do prefeito gerou uma crise administrativa que impactou diretamente o planejamento do ano letivo. O adiamento do início das aulas expõe as dificuldades na gestão de pessoal e levanta questionamentos sobre a condução do processo seletivo pela prefeitura.

Enquanto os servidores temporários ainda aguardam por uma possível revisão salarial, a insatisfação persiste e o prejuízo recai sobre toda a comunidade escolar, que começa o ano letivo já enfrentando incertezas e instabilidade.

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Prefeito Otoniel Teixeira deu golpe ao reduzir salário de servidores, afirma vereador

Vereador João Felipe denuncia em suas redes sociais nesta quarta-feira (05) a responsabilidade do prefeito Otoniel Teixeira pela redução salarial de servidores municipais

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O vereador João Felipe (PCdoB) usou suas redes sociais para denunciar, na manhã desta quarta-feira (05), a responsabilidade do prefeito Otoniel Teixeira na redução dos salários de servidores municipais, principalmente no setor de educação. A crítica do vereador é direcionada à alteração de um edital, que prometia salários mais altos para os profissionais, mas que, na prática, resultou na manutenção dos vencimentos no valor do salário mínimo, sem melhorias significativas.

De acordo com João Felipe, a medida prejudica diretamente os monitores e cuidadores de crianças com deficiência, cujos salários foram ajustados para o piso salarial mínimo, apesar de promessas iniciais de um valor maior.

“A gestão do prefeito Otoniel Teixeira comprometeu-se com um aumento salarial, mas o que vimos foi uma redução. Isso é um desrespeito com esses profissionais essenciais, que continuam trabalhando com a mesma carga horária e sem o devido reconhecimento financeiro”, afirmou o vereador.

A denúncia também foi reforçada por uma servidora da área de educação, que entrou em contato com o Portal Caso de Política. Por questões de segurança, a servidora preferiu manter seu nome em sigilo, mas detalhou que o edital inicial mencionava um aumento salarial, que foi depois revertido para o salário mínimo.

“Era para ser um salário bem maior, mas no fim, ficou o salário mínimo mesmo, e isso prejudica muito quem trabalha diretamente com as crianças”, explicou a servidora.

Segundo ainda a servidora, “em um passado recente recebíamos salário mínimo por 30 horas de trabalho e quem trabalhasse 40 horas era bem mais”, concluiu.

Em sua denúncia, João Felipe enfatizou a responsabilidade do prefeito Otoniel Teixeira na manutenção dessa situação, já que as alterações no edital que afetaram os salários dos servidores ocorreram sob sua gestão.

Vale aqui destacar que enquanto esses servidores enfrentam dificuldades com a baixa remuneração, o prefeito Otoniel Teixeira recebe um salário de R$ 18.500,00 mensais, vice-prefeito R$ 12.000,00 e Secretários Municipais R$ 14.000,00 mensais, fora outras vantagens e compensações.

A situação tem gerado crescente insatisfação entre os servidores municipais e a população, que observam a desvalorização dos profissionais que desempenham funções essenciais para o funcionamento da cidade. A crítica do vereador reflete uma preocupação crescente com a forma como a administração de Otoniel Teixeira tem tratado os trabalhadores, especialmente em áreas sensíveis como a educação e saúde.

O vereador João Felipe prometeu seguir denunciando as falhas da gestão municipal e lutar pela valorização dos servidores públicos, buscando soluções mais justas para os profissionais que, segundo ele, estão sendo prejudicados por decisões que não condizem com o compromisso de uma gestão responsável e transparente.

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