Barreiras inicia Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite

Campanha vai até 14 de junho, com Dia D marcado para 8 de junho

Caso de Política com DIRCOM – Barreiras deu início na última segunda-feira (27/05) à Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite, unindo-se ao esforço nacional para erradicar a doença. A mobilização seguirá até 14 de junho, com o Dia D de intensificação vacinal marcado para 8 de junho. A Secretaria Municipal de Saúde tem como meta vacinar 12.203 crianças de zero a quatro anos.

A campanha é crucial para garantir que o Brasil continue livre da poliomielite, protegendo as próximas gerações de uma doença que pode causar paralisia permanente. A participação ativa da população é essencial para atingir as metas de vacinação e assegurar a saúde das crianças em Barreiras e em todo o país.

Segundo o Ministério da Saúde, a campanha deste ano é particularmente importante, pois marca a transição das duas doses da vacina oral poliomielite (VOP) para um reforço com a vacina inativada poliomielite (VIP). A partir do segundo semestre de 2024, tanto o esquema vacinal quanto a dose de reforço serão exclusivamente com a VIP.

No Dia D, 8 de junho, as unidades de saúde da sede de Barreiras estarão abertas das 7h30 às 17h para a vacinação. Na zona rural, a unidade de saúde do Riachinho também oferecerá as doses para a população local.

O Brasil não registra casos de poliomielite desde 1989 e, em 1994, recebeu a certificação de área livre de circulação do poliovírus selvagem. No entanto, no ano passado, a Comissão Regional para a Certificação da Erradicação da Poliomielite nas Américas (RCC) classificou o país como de alto risco para a reintrodução do poliovírus.

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“Mundo vive maior retrocesso na vacinação infantil em 30 anos”, aponta Unicef

Repórter ABC, com informações Unicef – Uma em cada cinco crianças em todo o mundo não recebeu todas as vacinas necessárias para estar completamente imunizada contra doenças preveníveis. Por exemplo, uma em cada cinco crianças no mundo não foi vacinada contra o sarampo, enquanto sete em cada oito meninas elegíveis para a vacinação contra o HPV não receberam a dose que protege contra o câncer do colo do útero.

Esses dados foram divulgados pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), que alerta que o mundo está experimentando o maior retrocesso contínuo na imunização infantil em 30 anos, impulsionado pela pandemia de COVID-19. O Unicef cobra urgência na retomada das coberturas vacinais globais, lembrando que as vacinas salvam cerca de 4,4 milhões de vidas todos os anos, um número que pode chegar a 5,8 milhões até 2030 se as metas de imunização forem alcançadas.

O relatório Situação Mundial da Infância 2023: Para cada criança, vacinação, divulgado pelo Unicef, mostra que 67 milhões de crianças perderam, completamente ou parcialmente, a chamada imunização de rotina entre 2019 e 2021. O documento destaca a sobrecarga dos sistemas de saúde, a falta de recursos e as mudanças na percepção sobre a importância das vacinas. A estimativa é que as coberturas vacinais tenham caído em 112 países.

As crianças que não estão recebendo vacinas vivem nas comunidades mais pobres, remotas e vulneráveis. Nos domicílios mais pobres, uma em cada cinco crianças não recebeu nenhuma vacina, enquanto nos mais ricos, apenas uma em 20. O relatório identificou que crianças não vacinadas vivem frequentemente em comunidades de difícil acesso, tais como zonas rurais ou favelas urbanas.

Para ser considerada imunizada, a criança precisa tomar todas as doses recomendadas do imunizante, incluindo os reforços, quando necessário. No caso da DTP, o esquema é composto por três doses, aos 2 meses, aos 4 meses e aos 6 meses. Para retomar as coberturas vacinais, o Unicef classifica como vital fortalecer a atenção primária e fornecer recursos e apoio aos trabalhadores da saúde que atuam na linha de frente.

O Unicef pede que os governos do mundo todo fortaleçam a demanda por vacinas, construindo confiança entre a população, priorizem o financiamento de serviços de imunização e atenção primária à saúde e reforcem seus sistemas de saúde, incluindo investimento e valorização de profissionais de saúde. O relatório também destaca a importância de identificar e alcançar todas as crianças, especialmente as que perderam a vacinação durante a pandemia de COVID-19. Além disso, a entidade destaca a necessidade de garantir melhores condições de trabalho para as mulheres que estão na linha de frente da distribuição de vacinas, incluindo melhores salários e oportunidades de carreira, além de medidas para garantir sua segurança.