Plano Safra 2024/2025 injeta R$ 43,3 bilhões na agricultura familiar e amplia acesso a crédito rural

Volume contratado supera safra anterior em 6,4%, com destaque para assentados da reforma agrária, indígenas, quilombolas, jovens e mulheres, além do avanço na mecanização do setor

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Nos primeiros sete meses do Plano Safra da Agricultura Familiar 2024/2025, a agricultura familiar brasileira movimentou R$ 43,3 bilhões em financiamentos, um crescimento de 6,4% em relação ao mesmo período da safra anterior. O balanço, divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), aponta que já foram realizadas 1.078.789 operações de crédito, beneficiando agricultores familiares, agroindústrias e cooperativas em todo o país. As informações são do Ministério do Desenvolvomento Agrário (MDA).

Com um total de R$ 76 bilhões disponibilizados nesta edição do Plano Safra, os recursos têm impulsionado a produção sustentável de alimentos e ampliado o acesso ao crédito para públicos historicamente marginalizados. O Pronaf A, voltado a assentados da reforma agrária, indígenas e quilombolas, registrou crescimento de 105% no valor financiado, saltando de R$ 116 milhões para R$ 239 milhões. O número de operações também aumentou 49% nesse segmento.

Linhas de financiamento voltadas à sustentabilidade também apresentaram forte crescimento, com destaque para o Pronaf Bioeconomia (+51%), Pronaf Semiárido (+49%) e Pronaf Floresta (+64%). Além disso, o acesso ao crédito para jovens e mulheres cresceu 76% e 25%, respectivamente. Entre as regiões que mais acessaram o crédito rural do Pronaf, o Nordeste lidera com 52% das operações, seguido pelo Sul, com 29%.

A mecanização da agricultura familiar também avançou no período, com R$ 9 bilhões aplicados na compra de máquinas, equipamentos e implementos, um aumento de 18,6% em relação à safra anterior. Entre os itens mais adquiridos estão tratores (+30%), equipamentos de irrigação (+26%) e máquinas para armazenagem e beneficiamento (+65%).

No financiamento de produtos da alimentação básica, o feijão se destacou com um aumento de 22% no valor contratado. Outros alimentos essenciais na mesa do brasileiro, como cebola (+64%), beterraba (+90%), cenoura (+53%) e repolho (+40%), também registraram crescimento expressivo. A redução da taxa de juros para custeio desses produtos tem estimulado a produção, refletindo diretamente na oferta e nos preços ao consumidor.

Com números em alta e maior inclusão no acesso ao crédito, o Plano Safra 2024/2025 consolida seu papel na estruturação da agricultura familiar brasileira, garantindo investimentos em produção sustentável, modernização e segurança alimentar.

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Bunge anuncia ampliação de programa de agricultura regenerativa e premio para produtores sustentáveis

Empresa também afirmou que pagará um prêmio sobre o valor de mercado aos produtores que venderem à companhia soja, milho e trigo cultivados com técnicas sustentáveis

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A Bunge, gigante do agronegócio, anunciou nesta quinta-feira sua intenção de expandir significativamente seu programa de agricultura regenerativa no Brasil, em uma iniciativa que visa incentivar práticas agrícolas mais sustentáveis e com menor emissão de gases de efeito estufa. Segundo a empresa, a área plantada abrangida pelo programa deve aumentar em 140% até 2026.

Além da expansão da área de cobertura, a companhia também revelou que pretende premiar os produtores que adotarem técnicas sustentáveis na produção de soja, milho e trigo, com um prêmio sobre o valor de mercado.

Rossano de Angelis Jr., vice-presidente de Agronegócio da Bunge para a América do Sul, explicou em entrevista à Reuters que o projeto, iniciado em 2023 com 250 mil hectares no Cerrado, será ampliado para 600 mil hectares até 2026, abrangendo estados das regiões Sul e Sudeste.

Para viabilizar essa expansão, a empresa planeja investir pelo menos 20 milhões de dólares ao longo de três anos. Esses recursos serão destinados não apenas ao pagamento dos prêmios, mas também à implementação de ferramentas tecnológicas, rastreabilidade, coleta de dados, assistência técnica e auditoria.

Angelis destacou que os pilares da agricultura regenerativa incluem práticas como plantio direto, cultivo de cobertura, rotação de culturas, uso de bioinsumos e fertilização natural, contribuindo para o sequestro de carbono e a redução de emissões de gases.

A Bunge também busca engajar seus clientes, incluindo indústrias de alimentos e biocombustíveis, no processo de transição para uma agricultura mais sustentável. Alguns clientes já expressaram interesse em não apenas adquirir produtos cultivados de forma sustentável, mas também investir na adoção dessas práticas nas fazendas participantes do programa.

Para isso, a empresa está em discussões avançadas com diversos clientes, embora os nomes ainda não possam ser divulgados devido a questões contratuais de confidencialidade.

Além da ampliação do programa, a Bunge também tem metas ambiciosas em relação à descarbonização e à preservação ambiental em sua cadeia de fornecimento. A empresa pretende ter sua cadeia de fornecimento livre de qualquer desmatamento até 2025, em conformidade com metas baseadas na ciência validadas pela Science Based Targets Initiative (SBTi).

Essa iniciativa reforça o compromisso da Bunge com a sustentabilidade e a busca por um modelo agrícola mais responsável e amigável ao meio ambiente.

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