Rui Costa confirma interesse em disputar o Senado em 2026

O ministro da Casa Civil indicou que pode formar uma chapa com o governador Jerônimo Rodrigues e o senador Jaques Wagner, ambos do PT, para garantir a segunda vaga do Senado na Bahia

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O ministro da Casa Civil, Rui Costa, confirmou, nesta sexta-feira (7), seu interesse em disputar uma vaga no Senado nas eleições de 2026. Em entrevista à Rádio Metrópole, ele afirmou que já colocou seu nome à disposição para integrar a chapa ao lado do atual governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, e do senador Jaques Wagner, que buscará a reeleição.

Embora tenha antecipado a intenção de concorrer, Rui Costa destacou que a decisão final será tomada no início do próximo ano, após novas conversas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O ex-governador da Bahia, que comandou o estado entre 2015 e 2023, ressaltou a importância de planejar e discutir a composição da chapa com os envolvidos.

A eleição de 2026 para o Senado na Bahia será marcada pela disputa por duas cadeiras, uma delas já garantida, possivelmente, por Jaques Wagner, que tentará renovar seu mandato. Rui Costa manifestou o desejo de conquistar a outra vaga, destacando o trabalho em conjunto com o atual governador e os desafios que a política baiana ainda precisa enfrentar.

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Rejeição a Oziel Oliveira expõe disputas no PSD: Jusmari retorna à Sedur e Marcone Amaral assume na AL-BA

Indicação frustrada de Oziel Oliveira à Sedur e retorno de Jusmari ao comando da pasta revelam os bastidores de negociações e conflitos políticos na Bahia

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A recente exoneração e posterior recondução de Jusmari Oliveira (PSD) ao comando da Secretaria de Desenvolvimento Urbano da Bahia (Sedur) lança luz sobre as complexas articulações políticas que permeiam o governo do estado da Bahia. Em apenas cinco dias, a deputada deixou o cargo para assumir a vaga na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), mas logo retornou à pasta após manobras que evidenciam disputas internas e ajustes de poder.

A decisão do governador Jerônimo Rodrigues (PT), formalizada nesta terça-feira (21), segue a orientação das lideranças do PSD, partido com maior bancada no parlamento estadual. Contudo, a trajetória até essa definição foi marcada por tentativas de Jusmari emplacar seu marido, o ex-deputado federal Oziel Oliveira, na chefia da Sedur. A articulação não obteve apoio nem dentro do PSD nem junto ao Palácio de Ondina, que rejeitou a nomeação.

Segundo circula nos bastidores, o retorno repentino de Jusmari para a Sedur teria como objetivo manter o comando da pasta no PSD, em meio a um crescente desejo do PT de indicar o ex-deputado Carlos Tito (PT) para liderar a secretaria. Tito, uma liderança emergente e influente na região Oeste, é visto como um nome estratégico, e sua indicação poderia trazer vantagens políticas significativas ao partido do governador, mas ao mesmo tempo representaria um potencial prejuízo para Jusmari e o PSD, especialmente na manutenção de seus redutos eleitorais. Essa especulação aponta para um cenário de intensas negociações e disputas de forças dentro da base aliada.

Essa movimentação destaca o peso do PSD na arquitetura política baiana, bem como os desafios na conciliação de interesses. A condução de Jusmari à Sedur foi endossada pelos senadores Otto Alencar e Angelo Coronel, principais expoentes da legenda no estado. Já a ascensão de Marcone Amaral — ex-prefeito de Itajuípe e segundo suplente — à AL-BA demonstra a capacidade do partido em reposicionar aliados no xadrez político.

Oziel Oliveira conversa com Zito Barbosa durante as eleições para o comando da Câmara municipal de Barreiras (Imagem da Internet)

No entanto, a rejeição de Oziel Oliveira levanta questionamentos sobre as relações entre o PSD e o governo estadual. Até dois meses atrás, Oziel estava filiado ao PDT, o que pode ter gerado desconfianças quanto à sua lealdade política. Em Barreiras, Oziel vem frequentemente sendo destaque ao lado do grupo político ligado ao ex-prefeito da cidade, Zito Barbosa, do União Brasil, tendo recentemente articulado o apoio de uma chapa governista na cidade para a disputa da presidência da Câmara Municipal de Barreiras. A tentativa de Jusmari em manter seu mandato na Assembleia também foi interpretada como estratégia para ampliar a influência familiar, algo que não foi bem recebido por interlocutores.

A rapidez na substituição também reforça o papel central do PSD nas decisões políticas do estado, reafirmando sua força tanto em âmbito local quanto nacional. Ao retornar à Sedur, Jusmari Oliveira retoma a gestão de uma das pastas mais importantes do governo, enquanto o partido assegura representação tanto no Executivo quanto no Legislativo.

Essa dinâmica expõe as fragilidades e a necessidade de equilíbrio entre diferentes grupos de poder, indicando que o governador Jerônimo Rodrigues está empenhado em manter a coesão da base aliada. A nomeação de Jusmari e a ascensão de Marcone Amaral podem ser vistas como movimentos que buscam estabilizar o tabuleiro político, mas também como sinal de que novas articulações estarão em jogo nos próximos meses.

A especulação sobre a tentativa de emplacar Carlos Tito na Sedur revela ainda mais as nuances da disputa política. Caso essa indicação tivesse se concretizado, Tito poderia solidificar sua influência na região Oeste, potencialmente enfraquecendo Jusmari e o PSD. Esse contexto evidencia que a política baiana está em constante transformação, e decisões como essa refletem a busca por estratégias que garantam maior estabilidade e domínio político no estado.

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Mudanças no FGTS e Seguro-Desemprego levam Marinho a ameaçar demissão e coloca ajuste fiscal do governo Lula em xeque

Ministro do Trabalho endurece discurso e coloca em risco aliança com equipe econômica em meio à pressão por cortes no seguro-desemprego, abono salarial e FGTS

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, deixou claro nesta quarta-feira (30) que sua permanência no governo depende da preservação de benefícios trabalhistas essenciais, como a multa rescisória do FGTS e o seguro-desemprego. O posicionamento firme surge em resposta à possibilidade de cortes na área social, medida que está sendo avaliada pela equipe econômica de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como parte de um pacote para equilibrar as contas públicas.

Questionado sobre sua reação caso as mudanças avancem, Marinho afirmou:

“Se eu for agredido, é possível [que eu saia]. Uma decisão sem minha participação em um tema meu é uma agressão”.

A fala expressa o incômodo do ministro com os estudos conduzidos pela equipe econômica, dos quais ele diz não ter participado, e destaca a tensão entre o Ministério do Trabalho e a Fazenda. A equipe econômica estaria considerando reformulações no seguro-desemprego e no abono salarial, além de revisar a multa do FGTS em casos de demissão sem justa causa.

Em uma entrevista sobre os dados do Caged, Marinho enfatizou que a proposta não foi levada ao conhecimento dos ministros.

“As áreas técnicas têm a obrigação de estudar, mas não é de bom comportamento vazar estudos não autorizados pelo ministro titular”, criticou, ao mencionar que qualquer alteração nesses temas trabalhistas exigiria seu aval, e não descartou entregar o cargo caso os cortes se concretizem sem sua aprovação.

Marinho, aliado de longa data de Lula desde os tempos de sindicalismo em São Bernardo do Campo, reforçou que só permanecerá no governo caso a integridade dos benefícios trabalhistas seja mantida. “Se nunca discutiu comigo, [a mudança] não existe. Eu sou o responsável pelo tema de trabalho no governo, a não ser que o governo me demita”, enfatizou.

Enquanto o governo de Lula enfrenta o desafio de conter o aumento das despesas obrigatórias para alcançar o prometido déficit zero em 2024, setores do mercado financeiro pressionam por medidas fiscais mais incisivas. Entre as ações em análise pela equipe econômica estão a reformulação do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e cortes nos subsídios, e até o momento, o único eixo confirmado foi o pente-fino nos programas sociais, que espera recuperar R$ 26 bilhões. Restam ainda três eixos pendentes, que envolvem integração de políticas públicas, modernização das vinculações e revisão de subsídios da União, medidas que esbarram em forte resistência dos aliados do presidente Lula.

O secretário do Tesouro, Rogério Ceron, já indicou que um “alinhamento” entre governo e Congresso será essencial para garantir o reequilíbrio fiscal, mas a necessidade de cortar despesas sociais para alcançar tal meta coloca o governo em um dilema: acomodar as exigências do mercado financeiro sem desagradar sua base de apoio popular. Como resposta, Marinho avisa que está preparado para defender seu território, ainda que isso signifique romper com a equipe econômica.

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Possível filiação de Rui Costa ao Avante gera especulações sobre estratégia para 2026

Imagem: arquivo Caso de Política

Movimento beneficia Carletto, que vislumbra espaço político na Bahia com um partido que busca protagonismo no jogo de poder

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A possível filiação do ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), ao Avante, antes cogitada como estratégia para a corrida ao Senado em 2026, foi declarada “improvável” por interlocutores de ambos os partidos. A troca de sigla, que teria como objetivo reduzir o peso do PT na chapa majoritária baiana, enfrenta resistência interna e externa, mas ainda é vista com interesse pelo presidente estadual do Avante, Ronaldo Carletto. Carletto, que se projeta como suplente caso Rui concorra ao Senado, enxerga na movimentação uma chance de fortalecer o Avante na política baiana e nacional.

Nos bastidores, a possibilidade de Rui ingressar no Avante mantém-se atraente para ambos os lados. A manobra poderia abrir espaço tanto para o ministro quanto para Carletto, que, integrando uma chapa com Rui Costa, aumentaria sua visibilidade e influência, especialmente se Rui for reconduzido a um ministério em uma eventual nova gestão de Lula. Ainda que Rui e aliados neguem oficialmente a troca de partido, analistas políticos avaliam que a ideia permanece em aberto, enquanto o Avante mantém portas abertas para alianças estratégicas, sugerindo que a legenda busca fortalecer sua presença diante do eleitorado baiano.

De acordo com apuração do Bahia Notícias, integrantes do Avante enxergam a possibilidade de Carletto assumir o posto de suplente caso Rui seja eleito senador. Nesse cenário, Carletto teria proximidade com o núcleo do governo federal, caso Rui retornasse ao ministério — um contexto que historicamente beneficia suplentes, impulsionando suas trajetórias políticas.

Embora Rui negue interesse em deixar o PT, fontes próximas ao ministro afirmam que a troca de legenda “não está fora da mesa”. Com uma aliança adequada, a mudança seria uma estratégia segura para angariar apoio em sua tentativa de conquistar o Senado. Como diz o ditado político:

“em ano eleitoral, quem não avança, perde terreno.”

Para Rui e Carletto, a chance de consolidar novas alianças e fortalecer bases eleitorais é atraente, mesmo que cautela seja a postura oficial. Na prática, o Avante vê no possível candidato um trampolim político que, combinado ao apoio de Lula, ampliaria a influência da legenda no estado. Rui Costa, embora filiado ao PT, desponta como figura que, ao alinhar interesses com os de Carletto, promete impactar a política da Bahia e as alianças para 2026.

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PT enfrenta encolhimento na Grande SP e perde relevância política no Estado

Com apenas quatro prefeituras conquistadas em 2024, partido do presidente Lula vê redução drástica de eleitorado e influência

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O Partido dos Trabalhadores (PT), historicamente forte na Grande São Paulo e berço político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, encolheu nas eleições municipais de 2024, conquistando apenas quatro prefeituras em todo o estado. Apesar de ter lançado candidaturas em 144 municípios paulistas, o PT obteve vitórias somente em Mauá, Matão, Santa Lúcia e Lucianópolis — cidades pequenas e com baixo peso eleitoral. Em Diadema, outra de suas tradicionais bases, o partido sofreu uma derrota importante, com o prefeito José de Filippi Jr. perdendo a reeleição para Taka Yamauchi (MDB).

O declínio de seu eleitorado foi expressivo. Em 2020, as prefeituras petistas no estado somavam quase 900 mil eleitores. Neste ano, o número caiu para 393 mil, mesmo mantendo a quantidade de prefeituras. Em cidades como Araraquara e Diadema, o PT já não conseguiu manter seu espaço, cedendo-o para localidades de menor relevância política, como Santa Lúcia e Lucianópolis, que possuem, somadas, apenas 8.661 eleitores.

Estratégia na capital paulista falha e PT recua

Em São Paulo, o PT abriu mão de lançar candidatura própria à prefeitura pela primeira vez, optando por apoiar Guilherme Boulos (PSOL), com Marta Suplicy como vice. A aliança buscava captar votos nas áreas periféricas da zona sul, onde o PT historicamente era forte. Contudo, a estratégia não deu o retorno esperado. Boulos foi derrotado pelo atual prefeito Ricardo Nunes (MDB), que venceu com 59,35% dos votos válidos. O resultado frustra a tentativa de articulação na capital, que pretendia consolidar uma frente de esquerda unida.

A perda da Grande São Paulo e o peso da Lava Jato

O PT perdeu força no estado de São Paulo desde 2016, ano marcado pelo avanço da operação Lava Jato e pelas condenações de lideranças petistas, incluindo o próprio Lula, que enfrentou prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A Grande São Paulo, onde o partido nasceu e se consolidou nos anos 1980, refletiu as consequências do desgaste político: a sigla preservou apenas a prefeitura de Mauá, com Marcelo Oliveira reeleito, enquanto Diadema e outras bases tradicionais foram perdidas.

A redução das prefeituras no cinturão industrial simboliza o desmonte de um legado de décadas. Em 1982, o PT fez história ao eleger Gilson Menezes como prefeito de Diadema, seu primeiro grande feito na política municipal. Ao longo dos anos, o partido expandiu sua influência nas cidades operárias de São Bernardo do Campo e Santo André, tendo como expoentes Luiz Marinho e Celso Daniel, respectivamente. Hoje, no entanto, o partido encontra dificuldades em reconquistar o eleitorado.

O retorno de Lula ao Planalto e o impacto nas eleições locais

Nem a volta de Lula à presidência, em janeiro de 2023, foi suficiente para alavancar o PT nas eleições municipais. O presidente optou por uma participação discreta no pleito, evitando interferências diretas para não prejudicar alianças no Congresso, além de relatar cansaço e preocupações com segurança. A postura discreta, porém, não ajudou o desempenho do partido no estado que sempre foi um de seus maiores redutos.

O quadro atual mostra que o PT, mesmo após o retorno de Lula ao Planalto, enfrenta o desafio de reestruturar suas bases e recuperar sua imagem. A perda significativa de influência nas prefeituras paulistas aponta para a necessidade de o partido revisitar suas estratégias eleitorais e se reconectar com o eleitorado de um estado que, outrora, foi central para sua trajetória e expansão política.

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Eleições de 2024 na Bahia: transformações e novas forças no cenário político

Os resultados das eleições de 6 de outubro revelam um cenário político em mudança na Bahia, com o PSD, AVANTE e PT se destacando em crescimento, enquanto partidos tradicionais como o PP enfrentam declínios significativos

Caso de Política | Luís Carlos Nunes, com informações do TSE – As eleições de 2024 na Bahia trouxeram uma reconfiguração significativa no cenário político, com um aumento no número total de prefeituras conquistadas e mudanças nas forças partidárias. Com 413 prefeituras eleitas, os resultados do primeiro turno revelaram uma evolução acentuada para alguns partidos em comparação às eleições de 2020.

Notas

  • Para os partidos que não tinham prefeituras em 2020 (como o União, PV, SOLI, PRD e PMB), o percentual de crescimento não se aplica (N/A).
  • Os percentuais de crescimento ou diminuição foram calculados em relação ao número de prefeituras conquistadas em 2020.

O PSD, que já era uma força política consolidada em 2020, ampliou seu poder ao conquistar 115 prefeituras, um crescimento de 6,5% em relação às 108 de 2020. O partido continua a ser o líder em número de eleitos, mas seu avanço não foi tão expressivo quanto em ciclos anteriores.

O AVANTE se destacou de maneira notável, saltando de apenas 4 prefeituras em 2020 para 60 em 2024, o que representa um crescimento impressionante de 1.400%. Essa evolução posiciona o AVANte como uma nova força política a ser considerada nas próximas negociações e alianças.

O PT, tradicionalmente forte na Bahia, conseguiu 48 prefeituras, um aumento de 50% em comparação às 32 de 2020. Apesar desse crescimento, o partido não atingiu os níveis de ascensão desejados e enfrenta desafios para se revitalizar em um cenário onde novas forças emergem.

O PP, por sua vez, perdeu terreno, passando de 92 prefeituras em 2020 para 41 em 2024, refletindo uma queda significativa de 55,4% na sua influência. Esse declínio pode ser atribuído a uma fragmentação do voto e ao surgimento de partidos mais novos e dinâmicos.

O União, que não estava presente nas eleições de 2020, já inicia sua trajetória política na Bahia com 38 prefeituras, mostrando que, mesmo sem um histórico anterior, é possível conquistar espaço significativo em um ambiente político em transformação.

Outros partidos, como o MDB e o PSB, apresentaram resultados variados. O MDB conquistou 31 prefeituras, um crescimento de 158,3% em relação às 12 de 2020, enquanto o PSB aumentou sua presença com 24 prefeituras, o que representa uma diminuição de 20% comparado às 30 prefeituras do pleito anterior.

Em suma, as eleições de 2024 não apenas confirmaram a liderança do PSD, mas também ressaltaram o crescimento de novas forças como o AVANTE, ao mesmo tempo que expuseram o desafio do PT e o declínio do PP. A configuração política da Bahia agora reflete um equilíbrio dinâmico que poderá impactar futuras alianças e estratégias políticas nos próximos anos.

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Alegações sem fundamento ligam Davi Schmidt ao PT: uma análise crítica e séria

Blog ligado ao candidato Otoniel Teixeira faz acusações infundadas contra Davi Schmidt, ignorando a realidade política nacional e distorcendo os fatos

Luís Carlos Nunes – Em um texto recente publicado por um pequeno blog nitidamente alinhado à campanha de Otoniel Teixeira (União Brasil), insinua-se de forma leviana que o candidato Davi Schmidt (Novo) estaria a serviço do PT com a intenção de dividir os votos da direita em Barreiras. As acusações, sem qualquer embasamento sério, fazem parte de uma narrativa que tenta vincular um candidato conservador do agronegócio a uma estratégia de favorecimento da esquerda na cidade. Será que Davi Schmidt, um empresário oligarca do agronegócio, é um “companheiro” ou comunista infiltrado?

As afirmações contidas no texto são tão absurdas que só podem partir de quem pouco compreende a dinâmica política brasileira. O partido Novo, ao qual Davi Schmidt pertence, é amplamente reconhecido por seu posicionamento conservador e seu alinhamento com políticas de direita. Nacionalmente, o Novo se opõe com veemência às propostas do PT e de outros partidos de esquerda, sendo, inclusive, um dos principais defensores do liberalismo econômico. A tentativa de associar Schmidt ao PT é uma distorção flagrante, digna de um mal-entendido ou, pior, uma tentativa deliberada de manipular a percepção do eleitorado.

Um exemplo que ilustra a falta de coerência do texto está na composição da própria coligação do candidato Otoniel Teixeira, apoiado pelo prefeito Zito Barbosa. Entre os partidos que integram essa coligação está o PDT, legenda que historicamente defendeu pautas de esquerda no Brasil. O PDT foi o partido de Leonel Brizola, defensor ferrenho das causas trabalhistas, sociais e de uma reforma agrária que traga consigo a justiça social e paz no campo. Ou seja, se seguirmos a lógica confusa e sem nexo do blog, seria Otoniel Teixeira o verdadeiro “companheiro” infiltrado em uma chapa de direita?

Muito longe de defender as propostas de Davi Schmidt ou do partido Novo, é preciso respeitar a diversidade política e as regras democráticas. O ataque infundado não apenas erra na leitura política, mas também desrespeita o processo eleitoral ao espalhar desinformação (fake news) e tentar criar divisões artificiais no campo político local. O que realmente se deveria discutir em um momento como este são as propostas de cada candidato, e não teorias conspiratórias sem pé nem cabeça.

Ainda que o texto tente sugerir uma “missão” de Davi Schmidt para beneficiar o PT, é mais plausível afirmar que essa narrativa é uma tentativa desesperada de desacreditar um concorrente sem apresentar qualquer prova. O que realmente falta no cenário político de Barreiras são debates sérios e transparentes sobre o futuro da cidade, e não especulações sensacionalistas. O eleitor merece respeito, e a democracia também.

O debate deveria girar em torno de uma saúde pública de qualidade, de um transporte público descente, de geração de emprego e renda, assistência social para pessoas em situação de vulnerabilidade social, a corrupção em seus mais amplos expectros! e vertentes.

Deveria ser debatido o endividamento público municipal, a venda de bens públicos, parcerias com outras esferas de poder capazes de tirar a cidade Barreiras do buraco em que foi lançada.

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Em entrevista, Professora Nilza critica omissão de Zito Barbosa e destaca importância do diálogo com governos estadual e federal

“Por que o prefeito omite esses dados? Qual é a razão de não divulgar os recursos recebidos e não manter um diálogo aberto com os governos estadual e federal? Essa postura só prejudica Barreiras e impede que avancemos em áreas essenciais como saúde, educação e infraestrutura,” Professora Nilza

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Na tarde desta quarta-feira, 31 de julho, a presidente do PT de Barreiras e pré-candidata a vereadora, Professora Nilza, concedeu uma entrevista ao radialista Marcelo Ferraz no Programa Impacto da rádio Oeste FM. Durante a conversa, Nilza destacou a necessidade de um governo municipal que mantenha uma relação de diálogo e respeito com os governos estadual e federal e criticou a postura do prefeito Zito Barbosa (UB) em relação à transparência sobre os recursos recebidos.

Professora Nilza acusou o prefeito Zito Barbosa de ser omisso quanto à divulgação dos recursos recebidos e criticou a falta de um diálogo efetivo com outras esferas de governo. Segundo ela, recursos significativos foram alocados para o município, mas não houve a devida transparência.

“É fundamental que o governo municipal tenha uma relação de diálogo e respeito com os governos estadual e federal, pois esses governos precisam fazer investimentos em nossos municípios. Infelizmente, o governo de Barreiras muitas vezes nega a entrada de recursos no município. Eu mesma já ouvi o prefeito dizer que, se soubesse que o governo não equiparia a UPA, ele não teria aberto a unidade. Ele não se coloca como um gestor capaz de dialogar e, quando os recursos vêm, ele não divulga,” afirmou Professora Nilza.

A pré-candidata também mencionou que, recentemente, Barreiras recebeu cerca de R$ 31 milhões do Ministério da Saúde, destinados a melhorias e manutenção na área de saúde. Ela criticou o fato de que, apesar desses recursos significativos, a administração atual não tomou medidas adequadas para a aplicação efetiva e transparente dos mesmos.

“Estamos falando de R$ 31 milhões que chegaram do Ministério da Saúde para melhorar a nossa infraestrutura de saúde. No entanto, essas ações são frequentemente paliativas, e o prefeito não faz questão de divulgar ou aplicar esses recursos de forma eficiente,” destacou Nilza.

Durante a entrevista, Nilza apresentou dados sobre outros repasses importantes. Em 2023, primeiro ano do governo do presidente Lula, o governo federal transferiu R$ 170 milhões para Barreiras, destinados a obras e serviços públicos. Além disso, o programa Bolsa Família atende mais de 18 mil famílias no município, e o programa Mais Médicos conta com 15 médicos atuando na região.

“Em 2023, o governo Lula transferiu R$ 170 milhões para Barreiras. Só para o Bolsa Família, são atendidas mais de 18 mil famílias. No programa Mais Médicos, temos 15 médicos atuando em Barreiras. Esses recursos são essenciais, mas o prefeito nunca divulgou esses valores,” ressaltou a pré-candidata.

Professora Nilza questionou os motivos das omissões do prefeito Zito Barbosa e sugeriu que a falta de transparência e diálogo prejudica o desenvolvimento do município e a implementação de políticas públicas eficientes.

“Por que o prefeito omite esses dados? Qual é a razão de não divulgar os recursos recebidos e não manter um diálogo aberto com os governos estadual e federal? Essa postura só prejudica Barreiras e impede que avancemos em áreas essenciais como saúde, educação e infraestrutura,” questionou.

Em resposta aos ouvintes, Nilza apresentou propostas para um governo mais participativo e transparente. Ela defendeu a criação de uma mesa permanente de negociação com os servidores municipais e a participação ativa da comunidade na elaboração e execução do orçamento municipal.

“A construção de uma mesa permanente de negociação com os servidores permitirá repensar muitas questões da educação e de outros setores do serviço público. Precisamos de um projeto de governo que inclua todos os cidadãos e que seja construído com a participação ativa da população,” propôs.

A entrevista de Professora Nilza no Programa Impacto da rádio Oeste FM trouxe à tona questões importantes sobre a transparência e a gestão dos recursos públicos em Barreiras. Suas críticas ao prefeito Zito Barbosa e suas propostas para um governo mais dialogado e participativo ressaltam a importância de uma administração municipal comprometida com o desenvolvimento e o bem-estar da população.

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Tito (PT) propõe a criação do Centro Administrativo de Barreiras

Proposta foi anunciada durante a terceira edição do Plano de Governo Participativo (PGP), no bairro Santa Luzia

Ascom Tito – Reunir em um mesmo local todas as secretarias e órgãos municipais, criar um novo vetor de crescimento para a cidade e economizar recursos públicos dos aluguéis de imóveis pela prefeitura. A criação de um Centro Administrativo de Barreiras foi confirmada pelo pré-candidato a prefeito Tito (PT) e o pré-candidato a vice-prefeito Emerson (Avante), durante a terceira edição do Plano de Governo Participativo (PGP), nesta quinta-feira (11), no bairro Santa Luzia.

O local do nosso Centro Administrativo será pensado para ser um moderno espaço de serviços públicos, onde a população possa resolver demandas com a prefeitura com conforto e agilidade em apenas um local. Vamos utilizar uma das mais modernas tecnologias de construção, a light frame, de forma sustentável, com utilização de energia solar e sistemas de reaproveitamento de água, por exemplo”, explicou Tito (PT).

“O Centro Administrativo de Barreiras (CAB) será um local onde os Barreirenses vão ter acesso ao prefeito, ao vice-prefeito, aos secretários e a todos os demais dirigentes municipais”, disse Tito

O pré-candidato a prefeito afirmou ainda que o que se paga de aluguel e manutenção de prédios e casas alugados pela atual administração é mais caro do que investir nesse bem que será do município. “Nossa antiga sede da prefeitura foi vendida, e hoje está funcionando de favor no antigo fórum da cidade”, disse Tito (PT).

Acesso ao prefeito

Ainda segundo Tito, o Centro será um local onde os Barreirenses vão ter acesso ao prefeito, ao vice-prefeito, aos secretários e a todos os demais dirigentes municipais.

É uma ação importante, para dar dignidade aos nossos servidores municipais e a toda a nossa população”

A construção será realizada através de uma Manifestação de Interesse Privado (MIP), que é uma iniciativa regulamentada que visa permitir que empresas privadas expressem seu interesse em realizar determinado investimento ou projeto de infraestrutura junto ao poder público. Esse processo é comumente associado a licitações e concessões públicas.

De acordo com Emerson Cardoso, a atual administração municipal possui diversos contratos de aluguel com terceiros para alocar unidades administrativas.

Vamos ter ganhos expressivos em eficiência da gestão pública, redução de custo fixo e uma economia muito grande com o encerramento desses contratos de aluguel, muitos deles abusivos e que não se justificam pelo valor e localização”, afirmou o pré-candidato a vice-prefeito.

Vetor de crescimento

De acordo com a proposta dos pré-candidatos, o local onde será construído o Centro Administrativo de Barreiras será pensado e projetado seguindo as melhores técnicas urbanísticas, em questões como mobilidade e acessibilidade, para se constituir em um novo vetor de crescimento para a cidade, e seguindo o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) do município que será atualizado pela próxima gestão.

De olho em Barreiras: Lula e Bolsonaro devem visitar a cidade durante as eleições

Barreiras reproduz polarização nacional de 2022

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Sem candidatos próprios à prefeitura em Salvador, o PT e o PL direcionam suas ações estratégicas para cidades de médio e grande porte na Bahia. Entre elas, está Barreiras, que é a 10ª maior economia do estado e também abriga a 10ª maior população.

O PT destacou Barreiras como uma de suas cinco prioridades no estado para estas eleições. O ex-deputado federal Tito (PT) é o candidato do partido, tendo como companheiro de chapa o atual vice-prefeito da cidade, Emerson Cardoso (Avante). Em Salvador, a legenda declarou apoio ao atual vice-governador Geraldo Júnior (MDB).

Conforme já noticiado pelo Portal Caso de Política, o PT Nacional e estadual já trabalham para a vinda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Barreiras durante o período eleitoral para apoiar Tito. Nas eleições municipais de 2012, Lula mostrou todo o seu poder de transferência de votos e influência ao apoiar Antônio Henrique (PP) com Paê (PT) como vice, que venceram por pequena margem devotos, o atual prefeito Zito Barbosa (então no DEM).

O PL, que recentemente emplacou Túlio Machado na chapa de Otoniel Teixeira (UB), pode trazer o ex-presidente Jair Bolsonaro para Barreiras. Fontes extra-barreiras informaram ao Caso de Política nesta quarta-feira (03), que devido à baixa representatividade atual do PL na Bahia, Barreiras ganhou destaque por sua importância política e econômica. As articulações devem passar pela cidade vizinha de Luís Eduardo Magalhães, onde Bolsonaro venceu Lula, assim como em Buerarema. Nas eleições nacionais passadas, das 417 cidades baianas, Lula não teve maioria apenas nestes dois municípios.

Na cidade de Barreiras, nas eleições de 2022, Lula obteve 58,05% dos votos no primeiro turno (47.952 votos), enquanto Jair Bolsonaro foi a escolha de 36,56% dos eleitores (30.197 votos). No segundo turno, Lula aumentou sua vantagem, recebendo 59,47% dos votos (50.058 votos) contra 40,53% do ex-presidente Bolsonaro (34.122 votos).

Nas eleições de 2022, o presidente Lula obteve uma vitória expressiva no estado da Bahia, recebendo 72,12% dos votos. Essa forte aceitação foi crucial para impulsionar outras candidaturas no estado.

Para o cargo de governador, Jerônimo Rodrigues (PT) obteve 32.695 votos (41,75%) em Barreiras no primeiro turno, superando ACM Neto (UB), que teve 30.101 votos (38,44%), e João Roma (PL), que conquistou 15.037 votos (19,20%). No segundo turno, a disputa entre Jerônimo Rodrigues e ACM Neto foi acirrada. ACM Neto recebeu 44.943 votos (54,01%), enquanto Jerônimo Rodrigues conquistou 38.277 votos (45,99%).

Para o Senado, Otto Alencar (PSD) foi reeleito com 33.945 votos (47,37%) em Barreiras. Seus principais concorrentes, Doutora Raissa Soares (PL) e Cacá Leão (PP), obtiveram 19.181 votos (26,77%) e 17.482 votos (24,40%), respectivamente.

A influência de Lula foi determinante não apenas para sua própria eleição, mas também para fortalecer as candidaturas de Jerônimo Rodrigues ao governo e Otto Alencar ao Senado, demonstrando o poder de transferência de votos do presidente.

Com uma polarização cravada entre lulistas e bolsonarista, o PL de Barreiras vem demonstrando falta de consistência com importantes lideranças rachadas entre 4 candidaturas, Tito, Otoniel Teixeira, Danilo Henrique e Davi Schmidt devem receber os votos entre esses eleitores que estão divididos. O lulismo demonstra uma maior consistencia eleitoral, onde acredita-se que dificilmente esse eleitorado negará apoio ao candidato do presidente Lula.

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