Crise na Saúde de Barreiras: Falta de profissionais, demissões e descaso com unidades de atendimento

População denuncia precariedade no sistema público de saúde, enquanto prefeito reconhece falhas, mas não apresenta soluções concretas

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A saúde pública de Barreiras vive um cenário de caos, com unidades de atendimento em estado precário, demissões arbitrárias de profissionais e falta de investimentos estruturais. Pacientes relatam filas intermináveis, escassez de médicos e funcionários sobrecarregados, enquanto a gestão municipal promete melhorias, mas não apresenta soluções imediatas para os problemas enfrentados pela população.

Em entrevista ao Blog Fala Barreiras, o prefeito Otoniel Teixeira (União Brasil) reconheceu os desafios da saúde municipal, mas limitou-se a destacar a construção do novo Hospital Municipal, previsto para ser inaugurado em 2025 com mais de 150 leitos. Contudo, não apresentou medidas concretas para solucionar a crise atual, como a contratação emergencial de servidores ou a realização de concurso público.

Postos de Saúde operam no limite

A situação é crítica em várias unidades de saúde do município. No posto Emilly Raquel, um morador relatou em um grupo de WhatsApp a precariedade do atendimento:

“Amigo, que descaso! O Emilly Raquel está sem profissionais. A recepcionista entrega remédios, a moça da triagem aplica medicação. Apenas duas funcionárias para fazer vários procedimentos! Muitas pessoas e crianças esperando.”

Os relatos se repetem em outras unidades, com filas longas, falta de insumos e postos que deveriam funcionar até a noite fechando mais cedo por falta de profissionais.

Demitida após denunciar falta de materiais na UPA

O caos na saúde pública de Barreiras não afeta apenas os pacientes, mas também os profissionais. Uma técnica de enfermagem foi sumariamente demitida após denunciar a falta de materiais na UPA da cidade. Segundo o Portal Caso de Política, a profissional foi dispensada sem um processo administrativo transparente, levantando suspeitas de perseguição política.

A justificativa oficial da demissão teria sido uma denúncia de suposto mau atendimento a um acompanhante. No entanto, colegas afirmam que a trabalhadora foi dispensada após relatar a falta de equipamentos básicos, como aparelhos digitais para aferição de pressão. O episódio reforça a fragilidade da gestão pública e o receio de represálias por parte dos servidores que denunciam as deficiências do sistema.

Unidades abandonadas e falta de manutenção

A precariedade da saúde municipal também pode ser vista no abandono das unidades. A vereadora Carmélia da Mata visitou a unidade de saúde Leonídia Aires e denunciou o estado de degradação do local. Em suas redes sociais, publicou um vídeo mostrando o matagal que tomou conta da entrada da unidade, a falta de iluminação e a precariedade da estrutura.

“Como é que a pessoa chega até aqui? O matagal tomou conta! Isso aqui é um retrato do descaso com a saúde pública.”

A vereadora ressaltou que a nova gestão da Secretaria de Saúde herdou problemas graves, mas precisa tomar providências imediatas para evitar um colapso ainda maior.

Enquanto a população sofre, soluções são adiadas

Diante da crescente insatisfação popular, o prefeito Otoniel Teixeira reafirmou que o novo Hospital Municipal será a solução definitiva para desafogar o sistema de saúde. No entanto, moradores questionam como a população conseguirá esperar por mais tempo sem atendimento digno.

A falta de medidas emergenciais para resolver a crise no presente gera indignação entre os barreirenses, que seguem enfrentando dificuldades para obter atendimento médico básico. Enquanto isso, a sobrecarga de trabalho dos profissionais e a falta de infraestrutura adequada reforçam a necessidade de investimentos urgentes na rede pública de saúde do município.

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Ministério da Saúde amplia faixa etária para vacina contra a dengue

Vacinação contra a dengue é ampliada para pessoas de 4 a 59 anos em nova estratégia do Ministério da Saúde

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O Ministério da Saúde anunciou, nesta sexta-feira (14), a ampliação temporária da faixa etária para a vacinação contra a dengue no Sistema Único de Saúde (SUS). A medida vale exclusivamente para doses que estiverem próximas ao vencimento e permite a aplicação do imunizante em crianças a partir dos 4 anos e adultos de até 59 anos, conforme a proximidade da validade do lote.

Segundo a nota técnica enviada a estados e municípios, as vacinas com dois meses para expirar poderão ser utilizadas em pessoas de 6 a 16 anos ou realocadas para cidades ainda não contempladas. Já os imunizantes com um mês para o vencimento poderão ser aplicados na faixa etária prevista na bula da vacina, ampliando o público para 4 a 59 anos.

Atualmente, o SUS disponibiliza o imunizante apenas para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. A ampliação, segundo o ministério, é uma estratégia emergencial para evitar o desperdício de doses e ampliar a proteção contra a doença.

A recomendação também prevê que estados e municípios informem a pasta sobre a implementação da medida e garantam o registro de todas as doses aplicadas na Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), permitindo o controle da segunda dose.

Baixa adesão preocupa

Apesar do envio de 6,5 milhões de doses em 2024, apenas 3,8 milhões foram aplicadas, segundo dados do Ministério da Saúde. Entre os adolescentes, a baixa adesão é ainda mais preocupante: 1,3 milhão de jovens que tomaram a primeira dose não retornaram para completar o esquema vacinal.

Diante desse cenário, o ministério recomenda que estados e municípios reforcem as ações de busca ativa, mobilizando a população para garantir a imunização completa.

Expansão da vacinação

O Brasil foi o primeiro país do mundo a oferecer a vacina contra a dengue em um sistema público universal. A imunização teve início em fevereiro de 2024, em 315 municípios, e atualmente já alcança 1.921 cidades.

A vacina foi incorporada ao SUS com base em critérios epidemiológicos, priorizando locais com maior incidência da doença. A decisão foi pactuada entre União, estados e municípios na Comissão Intergestores Tripartite (CIT).

A ampliação temporária da faixa etária reforça a tentativa de mitigar impactos da dengue no país e evitar perdas de vacinas em um cenário de aumento de casos da doença.

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Governo Lula anuncia gratuidade de 41 medicamentos da Farmácia Popular

Medida beneficia imediatamente mais de um milhão de pessoas e amplia atendimento a 758 cidades que não contavam com o programa

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O Ministério da Saúde anunciou, nesta quinta-feira (13), a ampliação da gratuidade do Programa Farmácia Popular, garantindo que todos os 41 medicamentos disponibilizados pelo programa sejam distribuídos sem custo à população. A decisão foi divulgada pela ministra da Saúde, Nísia Trindade, durante o Encontro Nacional de Prefeitos, em Brasília.

Até então, parte dos medicamentos oferecidos exigia coparticipação do usuário. Com a nova medida, mais de um milhão de brasileiros serão beneficiados de imediato. O programa também passa a fornecer gratuitamente fraldas geriátricas para pessoas a partir de 60 anos que atendam aos critérios estabelecidos. A ministra destacou que a inclusão desse item reflete a necessidade de atender às demandas de uma população em processo de envelhecimento.

Em 2024, o Farmácia Popular atendeu mais de 24 milhões de pessoas. O número representa um crescimento significativo em relação a 2022, quando 20,7 milhões de brasileiros foram beneficiados. Além da gratuidade, o governo também ampliou o credenciamento do programa para 758 cidades que antes não contavam com farmácias conveniadas. Atualmente, o Farmácia Popular está presente em 4.812 municípios, cobrindo 86% das cidades e 97% da população, por meio de uma rede de mais de 31 mil farmácias credenciadas.

Criado em 2004, o programa tem como objetivo ampliar o acesso da população a medicamentos essenciais, incluindo aqueles para o tratamento de doenças crônicas como diabetes, hipertensão e asma. Com a nova medida, o governo federal busca garantir maior assistência farmacêutica e reduzir o impacto financeiro sobre os usuários que dependem desses medicamentos para tratamentos contínuos.

Prevenção e combate à dengue

Durante o evento, a ministra Nísia Trindade também reforçou o papel das prefeituras no enfrentamento à dengue e destacou a necessidade de um esforço conjunto entre União, estados e municípios para conter o avanço da doença. Segundo ela, 75% dos focos do mosquito transmissor estão dentro ou nos arredores das residências, o que torna fundamental o engajamento da população e das administrações municipais na eliminação de criadouros.

A ministra informou que o Brasil registrou 6,5 milhões de casos de dengue no ano passado, atribuindo o aumento ao impacto das mudanças climáticas e à circulação do sorotipo 3 do vírus, que preocupa as autoridades sanitárias por seu potencial de causar formas graves da doença. Para conter o avanço da epidemia, o Ministério da Saúde tem reforçado a distribuição de larvicidas, fortalecido a atuação dos agentes de endemias e ampliado o uso da bactéria Wolbachia, que reduz a transmissão do vírus pelo Aedes aegypti.

Outro desafio destacado pela ministra é a ampliação da vacinação contra a dengue, que atualmente está disponível para crianças e adolescentes em mais de dois mil municípios. Ela reforçou a importância de que os pais levem seus filhos para tomar a segunda dose, garantindo assim a imunização completa.

A ministra finalizou afirmando que o Ministério da Saúde continuará a apoiar estados e municípios na implementação de medidas preventivas e emergenciais, buscando reduzir os impactos da dengue e garantir maior segurança sanitária para a população brasileira.

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Dengue: um ano após início da imunização, procura por vacina é baixa

Das mais de 6,3 milhões de doses distribuídas, 3,2 foram aplicadas

Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil – Um ano após o início da vacinação contra a dengue no Sistema Único de Saúde (SUS), a procura pelo imunizante no país está bem abaixo do esperado. De fevereiro de 2024 a janeiro de 2025, 6.370.966 doses foram distribuídas. A Rede Nacional de Dados em Saúde, entretanto, indica que apenas 3.205.625 foram aplicadas em crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, grupo-alvo definido pela pasta.

A faixa etária, de acordo com o ministério, concentra o maior número de hospitalizações por dengue depois de pessoas idosas, grupo para o qual o imunizante Qdenga, da farmacêutica japonesa Takeda, não foi liberado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O esquema vacinal utilizado pela pasta é composto por duas doses com intervalo de três meses entre elas.

Entenda

Em janeiro de 2024, 521 municípios foram inicialmente selecionados para iniciar a imunização contra a dengue na rede pública já em fevereiro. As cidades compunham 37 regiões de saúde consideradas endêmicas para a doença e atendiam a três critérios: municípios de grande porte, com mais de 100 mil habitantes; alta transmissão de dengue no período 2023-2024; e maior predominância do sorotipo 2.

Atualmente, todas unidades federativas recebem doses contra a dengue. Os critérios de distribuição, definidos pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e pelo Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), seguem recomendações da Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização (CTAI). Foram selecionadas regiões de saúde com municípios de grande porte, alta transmissão nos últimos 10 anos e/ou altas taxas de infecção nos últimos meses.

A definição de um público-alvo e de regiões prioritárias, segundo o ministério, se fez necessária em razão da capacidade limitada de fornecimento de doses pelo fabricante. A primeira remessa, por exemplo, chegou ao Brasil em janeiro do ano passado e contava com apenas cerca de 757 mil doses. A pasta adquiriu todo o quantitativo disponibilizado pelo fabricante para 2024 – 5,2 milhões de doses e contratou 9 milhões de doses para 2025.

Prioridade para o SUS

Em comunicado divulgado no ano passado, a Takeda informou a decisão de priorizar o atendimento de pedidos feitos pelo ministério para o fornecimento de doses da Qdenga. De acordo com a nota, o laboratório suspendeu a assinatura de contratos diretos com estados e municípios e limitou o fornecimento da vacina na rede privada, suprindo apenas o quantitativo necessário para que pessoas que tomaram a primeira dose completassem o esquema vacinal com a segunda dose.

“Em linha com o princípio da equidade na saúde, a Takeda está comprometida em apoiar as autoridades de saúde, portanto, seus esforços estão voltados para atender a demanda do Ministério da Saúde, conforme a estratégia vacinal definida pelo Departamento do Programa Nacional de Imunizações que considera faixa etária e regiões para receberem a vacina. Conforme já anunciado, temos garantida a entrega de 6,6 milhões de doses para o ano de 2024 e o provisionamento de mais 9 milhões de doses para o ano de 2025.”

Vacina

A vacina Qdenga teve o registro aprovado pela Anvisa em março de 2023. Na prática, o processo permite a comercialização do produto no Brasil, desde que mantidas as condições aprovadas. Em dezembro do mesmo ano, o ministério anunciou a incorporação do imunizante ao SUS.

Em 2024, o imunizante também foi pré-qualificado pela OMS. A entidade define a Qdenga como uma vacina viva atenuada que contém versões enfraquecidas dos quatro sorotipos do vírus causador da dengue e recomenda que a dose seja aplicada em crianças e adolescentes de 6 a 16 anos em locais com alta transmissão da doença.

A pré-qualificação é um passo importante na expansão do acesso global a vacinas contra a dengue, uma vez que torna a dose elegível para aquisição por parte de agências da ONU [Organização das Nações Unidas], incluindo o Unicef [Fundo das Nações Unidas para a Infância] e a Opas [Organização Pan-Americana da Saúde]”, avalis, à época, o diretor de regulação e Pré-qualificação da OMS, Rogerio Gaspar.

Com apenas duas vacinas contra a dengue pré-qualificadas até o momento, esperamos que mais desenvolvedores de vacinas se apresentem para avaliação, para que possamos garantir que as doses cheguem a todas as comunidades que necessitam delas”, completou. A outra dose pré-qualificada é a da Sanofi Pasteur.

Alerta

No mês passado, a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) emitiu um alerta sobre a baixa procura pela vacina contra a dengue. A entidade destacou que o imunizante está disponível, atualmente, para um grupo restrito de pessoas em 1,9 mil cidades nas quais a doença é mais frequente e que apenas metade das doses distribuídas pelo ministério para estados e municípios foi aplicada.

O alerta acompanha ações recentes de prevenção e monitoramento do Ministério da Saúde e chega em um momento de preocupação por conta da detecção do sorotipo 3 da dengue em diversas localidades. O sorotipo, de acordo com o ministério, não circula no país de forma predominante desde 2008 e, portanto, grande parte da população está suscetível à infecção.

Procurada pela Agência Brasil, a pasta informou que a baixa disponibilidade para aquisição da Qdenga faz com que a vacinação não seja a principal estratégia do governo contra a doença. O ministério destacou ainda o lançamento do Plano de Ação para Redução da Dengue e Outras Arboviroses, que prevê a intensificação do controle vetorial do Aedes aegypti, mosquito transmissor da doença.

No início de janeiro de 2025, o ministério voltou a instalar o Centro de Operações de Emergência em Saúde (COE), com o objetivo de ampliar o monitoramento de arboviroses no Brasil.

Números

Em 2024, o país registrou a pior epidemia de dengue, com 6.629.595 casos prováveis e 6.103 mortes por causa do vírus. Em 2025, o Painel de Monitoramento das Arboviroses já registra 230.191 casos prováveis da doença e 67 mortes confirmadas, além de 278 óbitos em investigação. O coeficiente de incidência, neste momento, é de 108 casos para cada 100 mil habitantes.

Hospital do Oeste ganha Praça Irmã Dulce requalificada pela UNINASSAU

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) que utilizam os serviços do Hospital do Oeste (HO), unidade vinculada ao governo estadual e administrada pelas Obras Sociais Irmã Dulce (OSID) no município de Barreiras, podem desfrutar de um ambiente para orações, meditações, descanso e celebrações.

A requalificação da Praça Santa Dulce, no coração do HO foi uma doação do Centro Maurício de Nassau (UNINASSAU). Com imagens do fotógrafo de natureza Rui Rezende e fotos de Santa Dulce dos Pobres, o ambiente se tornou mais harmônico e acolhedor.

Procuramos deixar os ambientes do hospital aconchegantes e acolhedores. Cada setor possui seu espaço e a Praça Irmã Dulce é um lugar comum a todos que utilizam a unidade. As novas imagens trazem paz e bem. A praça é um local de silêncio e as fotografias das belezas do oeste remetem às coisas simples da vida. A imagem de Santa Dulce está em destaque, simbolizando que ela continua presente. Lembro de uma frase que ela falava: “Quando nenhum hospital quiser aceitar algum paciente, nós aceitaremos. Essa é a última porta e por isso eu não posso fechá-la”, comenta Marina Barbizan, líder geral do HO

Marina destaca a importância de o HO possuir parcerias com instituições de educação e observa que as doações servem principalmente para melhorias em diversos segmentos na unidade. Com isso, se torna fundamental o apoio da comunidade para que a OSID e o HO continuem aprimorando seus serviços e beneficiando a população.

De acordo com a reitora da UNINASSAU Barreiras, Marilissa Dobrachinski, “a parceria com o HO promove um ambiente de aprendizado, beneficiando tanto os estudantes, quanto os pacientes. A requalificação da praça oferece um conforto emocional, o que é um diferencial na recuperação, proporcionando bem-estar físico e mental”, avalia.

Doações – Para doar para as Obras Sociais Irmã Dulce, basta acessar o site doe.irmadulce.org.br ou ligar para a Central de Relacionamento com o Doador, no telefone (71) 3316-8899, de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h30.

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ASCOM HO

Aberto período para cadastramento no Programa Brasil Sorridente em Formosa do Rio Preto

O Brasil Sorridente foi criado em março de 2004, ainda durante o primeiro mandato do presidente Lula e já beneficiou cerca de 80 milhões de brasileiros ao longo de seus 10 anos de existência

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A Prefeitura de Formosa do Rio Preto comunica à população que o cadastramento no Programa Brasil Sorridente (prótese dentária) está oficialmente aberto. Os interessados devem dirigir-se ao Posto de Saúde correspondente à sua região para efetuar o cadastro, portando cópia do cartão do SUS e comprovante de residência.

Lançado em março de 2004, ainda durante o primeiro mandato do presidente Lula, o Programa Brasil Sorridente já beneficiou cerca de 80 milhões de brasileiros ao longo de seus 10 anos de existência. Considerado o maior programa de saúde bucal do mundo, nesse período, foram inaugurados mil Centros de Especialidades Odontológicas (CEO’s), com outros 205 em fase de construção. Além dos centros especializados, a população também é atendida em Unidades Básicas de Saúde que disponibilizam equipes de saúde bucal.

Sendo a primeira política nacional dedicada exclusivamente à saúde bucal, o programa tem transformado o acesso da população ao tratamento odontológico gratuito através do Sistema Único de Saúde (SUS), incluindo ações de prevenção, tratamento básico, atendimento especializado e reabilitação em saúde bucal. Em 2013, mais de 415 mil próteses dentárias foram distribuídas pelos Laboratórios Regionais de Próteses Dentárias, presentes em 1.465 municípios.

Para oferecer atendimento à população, tanto nos CEOs quanto nas Unidades Básicas de Saúde, o programa conta com 23.150 Equipes de Saúde Bucal (ESB) em 4.971 municípios, cobrindo 89,2% das cidades. Os mil CEOs implantados estão distribuídos em 808 municípios. Apenas em 2013, o Ministério da Saúde investiu R$ 1 bilhão em recursos destinados às Equipes de Saúde Bucal e nos centros especializados.

Desde 2002, o número de equipes atuantes aumentou 543%, totalizando 23.150 equipes em atividade, em comparação às 4.261 equipes de 2002. O SUS também emprega 30% dos dentistas do país, com 63.584 profissionais na rede pública, em comparação aos 40.205 de 2002, representando um aumento de 49%.

A Pesquisa Nacional de Saúde Bucal – SB Brasil 2010 revelou uma redução de 26% na incidência de cáries na faixa etária de 12 anos entre 2003 e 2010, levando o Brasil a integrar o grupo de países com baixa prevalência de cárie dentária, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Houve também diminuição no número de dentes afetados por cáries e ampliação do acesso aos serviços de saúde bucal para as faixas etárias de 15 a 19 anos, 35 a 44 anos e 65 a 74 anos.

Fonte: Portal da Saúde

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Fabricante japonesa dará prioridade da vacina contra dengue ao SUS

Em comunicado, empresa disse que limitará fornecimento à rede privada

A farmacêutica Takeda, que produz a vacina contra a dengue (Qdenga), emitiu um comunicado nesta segunda-feira (5) para informar a decisão de priorizar o atendimento aos pedidos do Ministério da Saúde no fornecimento dos imunizantes. De acordo com o comunicado, a Takeda suspendeu a assinatura de contratos diretos com estados e municípios e vai limitar o fornecimento da vacina na rede privada apenas para suprir o quantitativo necessário para as pessoas que tomaram a primeira dose do imunizante completem o esquema vacinal com a segunda dose, após um intervalo de três meses.

A medida foi tomada, segundo a empresa, diante do cenário de inclusão da Qdenga no Sistema Único de Saúde (SUS) e o agravamento da epidemia de dengue em diversas regiões do país.

“Em linha com o princípio da equidade na saúde, a Takeda está comprometida em apoiar as autoridades de saúde, portanto seus esforços estão voltados para atender a demanda do Ministério da Saúde, conforme a estratégia vacinal definida pelo Departamento do Programa Nacional de Imunizações (DPNI) que considera faixa etária e regiões para receberem a vacina. Conforme já anunciado, temos garantida a entrega de 6,6 milhões de doses para o ano de 2024 e o provisionamento de mais 9 milhões de doses para o ano de 2025. Em paralelo, estamos buscando todas as soluções possíveis para aumentar o número de doses disponíveis no país, e não mediremos esforços para isso”, diz o comunicado.

A decisão não prejudica compromissos previamente firmados com municípios antes da incorporação da Qdenga ao SUS, observou a empresa.

Ainda segundo a farmacêutica, a previsão é que o fornecimento global da vacina Qdenga atinja a meta de 100 milhões de doses por ano até 2030, o que inclui um novo centro internacional dedicado à produção de vacinas, na Alemanha, previsto para ser lançado em 2025.

Vacinação

A vacina Qdenga teve o registro aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em março de 2023. O processo permite a comercialização do produto no Brasil, desde que mantidas as condições aprovadas. Em dezembro, o Ministério da Saúde anunciou a incorporação do insumo no Sistema Único de Saúde (SUS).

Na próxima semana, as doses começam a ser distribuídas a 521 municípios selecionados pelo Ministério da Saúde para iniciar a vacinação na rede pública. As cidades compõem um total de 37 regiões de saúde que, segundo a pasta, são consideradas endêmicas para a doença. Serão vacinadas crianças e adolescentes de 10 a 14 anos de idade, faixa etária que concentra maior número de hospitalizações por dengue, atrás apenas dos idosos.

Governo Lula libera R$ 1,5 bilhão para Santas Casas

Repórter ABC | Luís Carlos |Nunes – O Ministério da Saúde anunciou, nesta quinta-feira (20), a liberação de R$ 1,5 bilhão, em parcela única, para 3.288 entidades de saúde privadas sem fins lucrativos, como as santas casas. A medida tem como objetivo ajudar essas instituições que passam por dificuldades financeiras, enfrentando o fechamento de serviços e diminuição de atendimentos. A ministra da Saúde, Nísia Trindade, afirmou que a verba é insuficiente diante do endividamento dessas entidades e pediu apoio do presidente Lula junto à Caixa Econômica Federal para gestão do crédito ao setor.

A nova portaria, assinada pela ministra da Saúde, Nísia Trindade, visa beneficiar mais de 3,2 mil serviços em 1,7 mil municípios do país. Segundo o Ministério da Saúde, é por meio dessas instituições que grande parte da população tem acesso aos atendimentos de média e alta complexidade, como cirurgias e exames. Além disso, muitas dessas instituições são hospitais de ensino tradicionais para a formação de médicos e outros profissionais da saúde.

De acordo com a ministra Nísia, no momento em que se discute a reforma tributária e todo o financiamento das políticas sociais, é fundamental garantir a sustentabilidade do Sistema Único de Saúde (SUS) como política de Estado. Atualmente, 60% dos atendimentos e internações de alta complexidade pelo SUS são feitos por hospitais filantrópicos.

Bairro Santa Luzia contará com serviços do “Cidadania Aqui” nesta quinta-feira (20)

Ação acontece na Rua Professor Antonio Nunes, nº 420, a partir das 9 horas, nesta quinta-feira

A Prefeitura de Ribeirão Pires, por meio das secretarias de Assistência, Participação e Inclusão Social, leva aos moradores do Santa Luzia, nesta quinta-feira, 20 de abril, a partir das 9 horas, na Rua Professor Antonio Nunes, nº 420, os serviços do Cidadania Aqui.

No “Cidadania Aqui”, moradores são atendidos pela equipe técnica da Secretaria de Assistência – psicólogos e assistentes sociais – que promovem orientações em geral; encaminhamentos para a rede municipal de serviços; encaminhamentos para emissão de documentos civis; informações sobre benefícios e; encaminhamentos para as unidades dos CRAS da cidade, quando necessário, sendo, neste caso o CRAS Ouro Fino.

Essa edição do Cidadania Aqui no Santa Luzia será realizada em parceria com a Secretaria de Saúde com atendimento da USF (cadastros individuais, aferição de pressão arterial, glicemia capilar, orientações sobre saúde e campanha de incentivo às vacinas) e o Serviço de Saúde Bucal com exame de prevenção de câncer de boca e orientações de higiene bucal. Para ter acesso aos serviços basta levar o cartão do SUS e o CPF.

Ministério da Saúde vai credenciar 57 mil equipes para reforçar unidades básicas

Medida atende pedidos de quase 4 mil municípios

O Ministério da Saúde informou que irá credenciar 57 mil equipes para reforçar e ampliar o atendimento nas unidades básicas, consideradas a porta de entrada no Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com o ministério, o credenciamento das novas equipes irá zerar a fila de pedidos pendentes de municípios feitos até janeiro deste ano. No total, 3,8 mil municípios serão atendidos e mais 33,8 milhões de brasileiros passarão a ter atendimento médico na rede pública. Para as contratações, será liberado montante de R$ 1,6 bilhão ao ano.

Os profissionais de saúde serão deslocados para o Mais Médicos, saúde da família (1,4 mil), agentes comunitários (30 mil), programa de assistência odontológica (3,6 mil equipes), atenção primária (2,9 mil) e consultórios de rua (30).

Segundo o ministério, 47 equipes serão credenciadas para atender populações ribeirinhas.

“Esse primeiro atendimento, realizado nas Unidades Básicas de Saúde, é responsável pelo acompanhamento da situação de saúde da população, prevenção e redução de doenças. Nesse contexto, preencher os vazios assistenciais que deixaram de ser atendidos pelo governo anterior é uma forma de resgatar o direito e o acesso da população brasileira à saúde”, diz nota divulgada pela pasta.

Os estados e municípios terão 90 dias para efetivarem o credenciamento das equipes. O prazo para gestores locais do SUS apresentarem novas solicitações é de 40 dias.