Cármen Lúcia desmascara mentira de advogado de Ramagem sobre urnas no STF

Ministra corrige defensor que atribuiu à Abin a responsabilidade pela fiscalização das urnas durante julgamento sobre tentativa de golpe

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, desmascarou o advogado Paulo Renato Garcia Cintra Pinto, defensor do deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), durante a primeira sessão de análise da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) por tentativa de golpe de Estado, nesta terça-feira (25).

O episódio ocorreu após o advogado afirmar que a fiscalização das urnas seria responsabilidade da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), o que não procede, já que essa atribuição é do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

“Nota, excelências, apurar a confiabilidade e a segurança das urnas está dentro do papel institucional da Abin, sem dúvida nenhuma. Trata-se de um assunto que envolve a soberania nacional e a segurança do processo de votação”, disse Paulo Renato.

Ao fim da fala, Cármen Lúcia desmascarou o advogado e pediu esclarecimentos sobre o que havia sido dito.

“Apenas porque Vossa Excelência disse que é dever da Abin apurar a segurança e a fiscalização das urnas no processo eleitoral. É essa frase que eu anotei aqui, é essa frase que Vossa Excelência disse, que eu anotei aqui?”, questionou a ministra.

O advogado tentou corrigir a declaração: “Eu disse que essa função se relaciona às funções da Abin, cuidar, zelar pela segurança do processo eleitoral, porque é um tema de soberania”, respondeu, seguido de um pedido de desculpas.

A ministra, então, reforçou o equívoco:

“Urnas são de outro poder. Só para ter certeza do que eu anotei do que os senhores advogados falam”. O advogado, por sua vez, respondeu com um breve “disse, disse”.

Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin, é um dos oito acusados julgados pelo STF nesta terça-feira. A Corte decidirá se os transforma em réus após a denúncia da PGR. Também é julgado o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Assista abaixo:

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Uma década de Ficha Limpa: quase 5.000 políticos barrados e novas tentativas de flexibilização

Levantamento revela impacto da lei na política brasileira enquanto aliados de Bolsonaro tentam reduzir suas restrições

Caso de Política com CNN – Nos últimos dez anos, a Lei da Ficha Limpa impediu a candidatura de quase 5.000 políticos em todo o Brasil. O levantamento, feito pela CNN com base nos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), aponta que esses vetos representaram cerca de 8% das 60 mil candidaturas barradas no período, considerando também outros motivos como abuso de poder econômico, condutas indevidas e ausência de requisitos legais.

O impacto mais significativo ocorreu nas eleições municipais de 2020, quando mais de 2.300 candidatos foram impedidos pela norma, em um cenário de quase 24 mil registros negados pela Justiça Eleitoral. Para o ex-juiz Marlon Reis, um dos idealizadores da lei, o número não reflete todo o alcance da Ficha Limpa.

Esses números retratam apenas os que desafiaram a lei e arriscaram disputar as eleições mesmo assim. O contingente dos que nem mesmo tentam é muito maior, mas não é sindicável.”

Aprovada em 2010, a Lei da Ficha Limpa surgiu de uma mobilização popular que reuniu mais de 1,6 milhão de assinaturas. A norma estabeleceu 14 causas de inelegibilidade e determinou um período de oito anos de impedimento para políticos condenados por decisão transitada em julgado ou por órgãos colegiados. Em 2014, o TSE consolidou a contagem do prazo de inelegibilidade, fortalecendo a aplicação da regra.

A lei atingiu políticos de todas as esferas, desde vereadores e governadores até postulantes à Presidência da República. Em 2018, o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve seu registro negado pelo TSE com base na Ficha Limpa, o que levou Fernando Haddad (PT) a substituí-lo na disputa. Anos depois, Lula recuperou seus direitos políticos com a anulação das condenações da Lava Jato e a suspeição do ex-juiz Sergio Moro.

Outro ex-presidente que pode ser diretamente impactado é Jair Bolsonaro (PL). Embora não tenha sido barrado pelo levantamento atual da CNN, o ex-mandatário foi declarado inelegível em 2023 e permanecerá impedido até 2030, caso as regras permaneçam inalteradas.

Tentativas de flexibilização

O sucesso da Ficha Limpa na exclusão de políticos condenados tem sido contestado no Congresso, onde aliados de Bolsonaro tentam reduzir suas restrições. Na semana passada, o deputado Hélio Lopes (PL-RJ) apresentou um projeto para que apenas condenações penais possam levar à inelegibilidade, o que beneficiaria Bolsonaro, cuja condenação foi de natureza cível eleitoral.

A proposta soma-se a outra tentativa já em tramitação. Em dezembro, o deputado Bibo Nunes (PL-RS) sugeriu a redução do prazo de inelegibilidade de oito para dois anos, permitindo que condenados voltassem a concorrer já na eleição seguinte.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), defendeu a revisão do tempo de impedimento, alegando que o período atual é excessivo.

Oito anos são quatro eleições, é um tempo extenso na minha avaliação.”

Caso as propostas avancem, figuras como a deputada Carla Zambelli (PL-SP), cassada recentemente pelo TRE-SP, e o ex-prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, inelegível até 2028, poderiam ser beneficiadas.

O embate entre o fortalecimento e a flexibilização da Lei da Ficha Limpa segue como um dos principais debates na política brasileira, com implicações diretas para as eleições futuras.

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Impasse eleitoral deixa prefeitos sub judice em 40 cidades brasileiras

Decisões judiciais pendentes afetam resultados do pleito e podem atrasar início de novas gestões.

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Um dia após as eleições municipais, os resultados para prefeito permanecem incertos em pelo menos 40 municípios brasileiros. Nessas localidades, os candidatos mais votados aguardam decisões da Justiça Eleitoral que definirão se serão confirmados como vencedores. O estado de São Paulo concentra o maior número de casos, com 17 municípios nessa situação, seguido por Minas Gerais, com seis, e Rio de Janeiro, com quatro cidades.

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o termo “sub judice” refere-se a processos que estão sob análise judicial e cujo resultado ainda depende de parecer definitivo. Entre os casos mais expressivos está o de Gustavo Martinelli (União Brasil), que venceu o segundo turno para a Prefeitura de Jundiaí (SP), mas aguarda um veredito devido a uma condenação por improbidade administrativa em 2018, quando presidia a Câmara de Vereadores local. Martinelli foi acusado de autorizar um pagamento irregular de R$ 24 mil em horas extras para o procurador jurídico da Casa. Se a situação não for resolvida até 31 de dezembro, a prefeitura será provisoriamente comandada pelo presidente da Câmara até uma definição do Judiciário.

A situação sub judice também impacta outras cidades como Aquidabã (SE), Bonito de Minas (MG), Itaguaí (RJ), e Vitória da Conquista (BA), onde os eleitores observam com atenção o andamento dos processos que decidirão o futuro político local. Em casos de indeferimento definitivo das candidaturas, o TSE deverá determinar se novas eleições serão convocadas ou se o segundo colocado assumirá o cargo.

Lista de municípios com resultados pendentes de decisão judicial:

  • Aquidabã (SE)
  • Amparo do Serra (MG)
  • Aramina (SP)
  • Auriflama (SP)
  • Bequimão (MA)
  • Bocaina (SP)
  • Bonito de Minas (MG)
  • Cabo de Santo Agostinho (PE)
  • Cachoeira do Arari (PA)
  • Colina (SP)
  • Eldorado (SP)
  • Figueirópolis (TO)
  • General Maynard (SE)
  • Goiana (PE)
  • Guapé (MG)
  • Guará (SP)
  • Guzolândia (SP)
  • Ingaí (MG)
  • Itaguaí (RJ)
  • Jacupiranga (SP)
  • Jundiaí (SP)
  • Mongaguá (SP)
  • Mirante do Paranapanema (SP)
  • Natividade (RJ)
  • Neves Paulista (SP)
  • Óbidos (PA)
  • Panorama (SP)
  • Presidente Kennedy (ES)
  • Reginópolis (SP)
  • Ruy Barbosa (BA)
  • Sales Oliveira (SP)
  • São Gabriel do Oeste (MS)
  • São João Evangelista (MG)
  • São José da Varginha (MG)
  • São Sebastião da Grama (SP)
  • São Tomé (PR)
  • Silva Jardim (RJ)
  • Três Rios (RJ)
  • Tuiuti (SP)
  • Vitória da Conquista (BA)

A expectativa é que o TSE resolva a maioria dos casos nas próximas semanas, mas as cidades seguem em compasso de espera, com impactos que podem interferir no início da gestão pública em 2025.

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Novo pedido de vistas suspende julgamento de Atila e mantém indeferimento temporário

Dois dos três juízes votaram contra a candidatura de Atila Jacomussi, enquanto pedido de vistas adia decisão final e mantém incerteza para o segundo turno

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) adiou, nesta quinta-feira (24/10), o julgamento do recurso do deputado estadual e candidato a prefeito de Mauá, Atila Jacomussi (União Brasil). A defesa de Jacomussi busca reverter a decisão de inelegibilidade, mas o placar parcial de 2 a 1 contra o candidato sugere caminho difícil para a aprovação de sua candidatura. O julgamento foi interrompido após pedido de vistas da juíza Cláudia Bedotti, que solicitou mais tempo para avaliar o caso.

O relator do caso, juiz Regis de Castilho, votou pelo deferimento da candidatura no início deste mês, porém, na sessão desta quinta-feira, os juízes Claudio Langrovia Pereira e Rogério Cury apresentaram votos divergentes, posicionando-se pelo indeferimento da candidatura. Pereira, que havia solicitado vistas anteriormente, concluiu pela manutenção da inelegibilidade, acompanhado por Cury.

Sem previsão de data para a continuidade do julgamento, a próxima sessão do TRE-SP está agendada para esta sexta-feira (25/10), mas é incerto se o caso de Jacomussi voltará à pauta. Em meio a essa indefinição, Jacomussi segue para o segundo turno no domingo (27/10) com a candidatura “sub judice” — condição que permite que seus votos sejam contabilizados, mas podem ser invalidados caso o indeferimento seja confirmado.

O questionamento da candidatura de Jacomussi foi feito pela equipe do atual prefeito, Marcelo Oliveira (PT), que apontou a reprovação de quatro contas de Jacomussi pela Câmara Municipal durante sua gestão como prefeito de Mauá. A decisão final poderá impactar diretamente o resultado das eleições, deixando em aberto o futuro político de Jacomussi e os votos de seus eleitores.

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VÍDEO: Alex Manente omite mansão de R$ 6 milhões e pode enfrentar consequências legais e eleitorais

Deputado federal e candidato à Prefeitura de São Bernardo do Campo escondeu imóvel de luxo em sua declaração de bens, levantando questionamentos sobre sua transparência com a Justiça e eleitores

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O deputado federal Alex Manente (Cidadania), candidato à Prefeitura de São Bernardo do Campo nas eleições de 2024, não declarou à Justiça Eleitoral uma mansão avaliada em R$ 6 milhões. O imóvel, localizado no Parque Anchieta, possui 1.463 metros quadrados, com 42 metros de largura e 33 metros de comprimento. Com piscina, espaço gourmet, um amplo jardim e dois pavimentos, a propriedade é uma das mais valorizadas da região.

A negociação, fechada em 8 de outubro de 2021, incluiu uma entrada de R$ 2,8 milhões, e o saldo foi dividido em seis parcelas: a primeira de R$ 300 mil, seguida por R$ 500 mil e R$ 800 mil, além de três pagamentos de R$ 533,3 mil que totalizaram R$ 1,6 milhão. No total, a transação atingiu quase R$ 8 milhões, somando o valor de entrada e as parcelas pagas.

Segundo apuração da reportagem, Manente atualmente reside nessa mansão de luxo, que não foi mencionada em sua declaração de bens enviada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A omissão do patrimônio na prestação de contas oficial pode trazer sérias consequências para o candidato, que concorre à prefeitura de uma das cidades mais importantes do ABC paulista.

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Saiba os partidos que mais elegeram vereadores no Brasil em 2024

MDB lidera com folga, mas partidos de direita como PL e Republicanos registram crescimento expressivo nas câmaras municipais

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O MDB manteve a liderança nas eleições de 2024 como o partido que mais elegeu vereadores no Brasil. A legenda conquistou 8.109 cadeiras, consolidando sua posição histórica de hegemonia nas câmaras municipais e registrando um aumento de 757 postos em relação às eleições de 2020.

O PP aparece em segundo lugar, com 6.947 vereadores eleitos, seguido de perto pelo PSD, que alcançou 6.622 cadeiras. O PSD, criado em 2011, tem se firmado como uma das principais forças políticas municipais, consolidando sua presença legislativa nas cidades.

Uma das surpresas desta eleição foi o crescimento do PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, que elegeu 4.957 vereadores, um salto significativo comparado aos 3.463 vereadores eleitos em 2020. O Republicanos também registrou um aumento expressivo, conquistando 2.068 cadeiras a mais que na eleição anterior, totalizando 4.642 vereadores.

Já no campo da esquerda, o PT reverteu a tendência de queda registrada em 2020, elegendo 3.127 vereadores – um crescimento em relação aos 2.667 eleitos naquele ano. No entanto, o PSOL teve um pequeno recuo, elegendo 80 vereadores, 13 a menos do que em 2020.

Por outro lado, partidos tradicionais como o PSDB e o Cidadania sofreram grandes perdas. O PSDB perdeu 1.397 cadeiras em comparação com 2020, caindo para 3.002 vereadores. Já o Cidadania teve uma queda ainda mais acentuada, passando de 1.582 para apenas 437 vereadores eleitos em 2024.

Esses números refletem um realinhamento político no Brasil, com a direita consolidando sua força nas câmaras municipais e a esquerda lutando para recuperar espaço, especialmente diante do crescimento expressivo do bolsonarismo nas bases locais.

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Tito lidera com 36,54% a um dia das eleições em Barreiras, mostra pesquisa Fernandes

Otoniel Teixeira aparece em segundo lugar com 28%, e Tito mantém liderança em todos os cenários confiáveis realizados na cidade

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A pesquisa presencial do Instituto Fernandes, divulgada neste sábado (5), aponta Tito (PT) na liderança com 36,54% das intenções de voto a apenas um dia das eleições em Barreiras. O candidato abre vantagem de mais de 8 pontos percentuais sobre o segundo colocado, Otoniel Teixeira (UB), que aparece com 28,04%. Em terceiro, Danilo Henrique (PP) registra 25,90%, enquanto Davi Schmidt (Novo) soma 3,79%.

O levantamento foi realizado entre os dias 30 de setembro e 1º de outubro com 385 eleitores, apresentando margem de erro de 5 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. Os indecisos somam 2,68%, enquanto brancos e nulos totalizam 2,50%. Apenas 0,19% dos entrevistados disseram não saber ou não responderam.

A pesquisa cobriu tanto a sede quanto a zona rural do município e foi distribuída por cotas de gênero, idade, renda e escolaridade. Tito lidera de forma sólida em todas as faixas demográficas e regiões da cidade, mantendo-se à frente em outros levantamentos recentes. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BA-02217/2024.

Comparativo com a pesquisa anterior

A pesquisa eleitoral anterior, realizada no município de Barreiras e conduzida pelo Instituto Fernandes Consultoria e contratada pela Diamantina Rádio e Televisão Ltda., já confirmava a liderança de Tito (PT). No levantamento, Tito já liderava as intenções de voto tanto no cenário de voto estimulado quanto no espontâneo.

Voto estimulado:

Quando apresentados com uma lista de candidatos, Tito apareceu com 35,34% das intenções de voto, com uma margem de erro de 3%, o que varia entre 38,34% e 32,34%. Otoniel Teixeira (UB) e Danilo Henrique (PP) apareceram tecnicamente empatados, com 26,55% e 23,87%, respectivamente. Davi Schmidt (Novo) recebeu 3,79% das citações. Os indecisos somaram 7,31% e brancos e nulos 3,15%.

Voto espontâneo:

No cenário espontâneo, Tito já mantinha a liderança com 29,42%, variando entre 32,42% e 26,42% dentro da margem de erro de 3%. Otoniel Teixeira (UB) e Danilo Henrique (PP) surgiram empatados tecnicamente, com 23,40% e 22,02%, respectivamente. Davi Schmidt foi citado por 3,05% dos eleitores. Os indecisos totalizaram 18,04%, enquanto 2,68% optaram por branco ou nulo.

Rejeição:

No quesito rejeição, Tito foi mencionado naquele levantamento por 25,25% dos eleitores como alguém em quem não votariam. Otoniel tem 20,54% de rejeição e Danilo 19,89%, ambos tecnicamente empatados. Davi Schmidt aparece com 15,45%, sendo o candidato com menor rejeição.

Expectativa de vitória:

A expectativa de vitória também favorece Tito, com 34,04% dos eleitores acreditando que ele vencerá, seguido por Otoniel Teixeira com 26,92% e Danilo Henrique com 25,90%. Davi Schmidt é apontado como vencedor por apenas 0,56% dos eleitores. Indecisos somam 5,92% e brancos ou nulos 0,19%.

A pesquisa foi contratada pela Diamantina Rádio e Televisão Ltda. ao custo de R$ 25.000,00, e entrevistou 1.057 eleitores entre os dias 24 e 26 de setembro de 2024, com uma margem de erro de 3 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. Registrada sob o número BA-09635/2024 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ela reafirma a vantagem de Tito na disputa, mas ressalta os desafios que seus adversários enfrentam para mudar o cenário até o dia das eleições, neste domingo, 6 de outubro.

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Enquanto o advogado de Otoniel encomenda pesquisa, Danilo aciona a Justiça para impugnações em Barreiras

Em meio a uma guerra de narrativas e possível extensão de palanque eleitoral, pesquisas eleitorais se tornam alvo de disputas judiciais e levantam suspeitas sobre a integridade do processo eleitoral em Barreiras. Otoniel Teixeira e Danilo Henrique trocam farpas enquanto a população questiona a real intenção e impactos desses levantamentos

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O advogado da campanha de Otoniel Teixeira (União Brasil), Dr. José Henrique Ribeiro Piau  encomendou uma pesquisa de intenção de votos, registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BA-05469/2024. A pesquisa, contratada ao Instituto Census, entrevistou mil pessoas entre os dias 24 e 28 de setembro de 2024, ao custo de R$ 15.000,00, e sua divulgação está prevista para 3 de outubro. O fato levanta questionamentos sobre a atuação do advogado, que além de estar diretamente envolvido nas questões legais da campanha, também comissionou o levantamento.

A questão é: por que o advogado da campanha de Otoniel Teixeira está encomendando pesquisas eleitorais? Não seria mais ético que ele se afastasse da campanha para evitar possíveis conflitos de interesse e dedicando-se a uma carreira política própria? A suspeita em torno da pesquisa do Instituto Census já desabrocha sob suspeita, independentemente do resultado, pela possível violação de princípios éticos.

O advogado da campanha do candidato Otoniel Teixeira, Dr. José Henrique Ribeiro Piau encomendou e pagou pesquisa para intenção de votos para prefeito de Barreiras

Enquanto isso, o candidato Danilo Henrique (PP), que recentemente ensaiava uma aliança com Otoniel como seu vice de chapa, acionou o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) neste sábado (28/09), pedindo liminar para barrar a divulgação de uma pesquisa do Instituto Fernandes Consultoria, prevista para ser divulgada na segunda-feira, 30 de setembro. A relação entre Danilo e Otoniel, outrora uma potencial parceria, parece ter se transformado em um embate umbilical, marcado por trocas de acusações e disputas judiciais, desviando o foco dos seus planos para a cidade e melhoria na qualidade de vida de população.

Danilo Henrique protagoniza lamentáveis embates com Otoniel Teixeira, candidatos deixam de apresentar proposta para o eleitorado

Em Barreiras, a sucessão de registros de pesquisas eleitorais levanta suspeitas de uma “guerra de narrativas“. Nos últimos dias, diversos levantamentos foram encomendados: no dia 23/09 pelo Instituto Seculus Consultoria; no dia 24/09 pelo Instituto Fernandes, cuja pesquisa foi impugnada por Danilo; no dia 25/09 pelo Instituto Verita Ltda; no dia 26/09 pela Real Time Big Data; e no dia 27/09 pelo Instituto Census. Surge a pergunta: quem divulgará o último resultado e tentará impor a “verdade”? Ou essa disputa se trata apenas de uma corrida para moldar a percepção pública?

A judicialização de pesquisas é uma prática comum, mas a possível seletividade nos questionamentos levanta suspeitas. Isso é só coincidência ou uma estratégia para controlar a narrativa? A dúvida sobre a integridade das pesquisas eleitorais permeia o processo, alimentando a desconfiança dos eleitores.

Vale aqui lembrar que neste domingo (29/09), está prevista a divulgação de pesquisa realizada pelo Instituto Séculus, a mesma que vergonhosamente, nas eleições estaduais de 2022, apontou vitória de ACM Neto (União Brasil) em primeiro turno com 57,39%. Ao final da apuração do 1º turno, o então candidato Jerônimo Rodrigues (PT) recebeu 49,45% contra 40,80% de ACM Neto. O governador Jerônimo foi eleito em 2º turno com 52,79% dos votos válidos.

Em 18 julho de 2024, o Portal Caso de Política noticiou que após um pedido de impugnação formulado pela assessoria jurídica do candidato Otoniel Teixeira, a justiça eleitoral proibiu a divulgação de pesquisa feita pelo Instituto Painel Brasil. Na repercussão, Danilo Henrique foi o único a não se pronunciar contra o levantamento, estranho não?

O Portal Caso de Política alerta desde o início do pleito: é fundamental que os eleitores de Barreiras verifiquem a origem das pesquisas e estejam atentos aos números divulgados. Pesquisas registradas e divulgadas ao público são controladas, mas existem levantamentos internos, de consumo exclusivo de partidos e candidatos, que muitas vezes refletem de forma mais precisa a verdadeira vontade do eleitorado.

No entanto, no meio dessa guerra improdutiva entre Otoniel Teixeira e Danilo Henrique, o candidato Tito (PT) tem despontado como líder nas intenções de voto em todos os levantamentos anteriores já divulgados, com uma margem apertada. A segunda posição alterna entre Otoniel Teixeira e Danilo Henrique. Já Davi Schmidt, candidato bolsonarista raiz, aparece sempre com baixas intenções de voto.

Barreiras, neste ciclo eleitoral, enfrenta uma verdadeira “epidemia” de pesquisas, com levantamentos que já somam mais de cinquenta, entre registrados, não registrados e impugnados. Durante uma apuração do Caso de Política, foi difícil encontrar eleitores entrevistados por esses institutos, e uma pessoa entrevistada neste sábado (28/09) mencionou um instituto não listado no TSE, sugerindo o andamento de uma nova pesquisa interna exclusivas para poucos.

Com o cenário político de Barreiras repleto de disputas judiciais e manipulação de dados, é essencial que os eleitores fiquem vigilantes quanto às informações que chegam. O debate eleitoral deve ser pautado pela transparência e pela ética, evitando que a “guerra de narrativas” obscureça a verdade sobre o futuro da cidade.

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VÍDEO: Levantamento do Instituto Opinova levanta suspeitas: empresa registrou pesquisa eleitoral para ouvir 1.400 eleitores em Barreiras

Com pouco mais de um mês de existência, instituto conduz pesquisa de intenção de votos para prefeito em Barreiras, mas localização, falta de experiência e atividades variadas levantam dúvidas sobre sua credibilidade e capacidade

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O Instituto Visão Cursos Pesquisas Eventos & Serviços LTDA (Opinova), de propriedade de Adão Lopes da Silva, recentemente registrou junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma pesquisa de intenção de votos para prefeito na cidade de Barreiras. A pesquisa, que pretende ouvir 1.400 eleitores, tem previsão de divulgação para o dia 30 de setembro de 2024, a poucos dias das eleições municipais. No entanto, a credibilidade do instituto está sendo amplamente questionada.

Assista o vídeo abaixo

No endereço declarado à receita Federal pela Opinova, funciona um ateliê de costura

A Opinova está registrada na Receita Federal com sede no Setor Samambaia Sul, Qr 110 Cj 1 Lt 10, Brasília, CEP 72302-301, uma área predominantemente residencial da capital. No local, conforme apurado pelo portal Caso de Política através de fonte fidedigna na capital Federal, há um banner desgastado que anuncia o funcionamento de um ateliê de costura, indicando o endereço, número de celular e as atividades desenvolvidas no estabelecimento. Esse cenário reforça as suspeitas sobre a verdadeira natureza das operações e capacidade da empresa. Além disso, o telefone registrado com código DDD 77 – da região oeste da Bahia – causa estranheza para uma empresa oficialmente sediada em Brasília.

Outro fator questionável é o e-mail de contato da Opinova, “adao.teraupeta@gmail.com”, que sugere uma relação de Adão Lopes com a área de terapia, sem conexão direta com o setor de pesquisas eleitorais. Adão também é proprietário de outra empresa, a PRE-VISAO – Cursos, Pesquisas e Eventos, localizada em Presidente Dutra, Bahia, que foca em educação e não tem histórico de registros de pesquisas eleitorais no TSE.

Apesar de sua falta de experiência no setor, a Opinova já registrou duas únicas pesquisas eleitorais, uma em Barreiras e outra em Formosa do Rio Preto, onde foram entrevistados 800 eleitores por um custo de R$ 6 mil. Em Barreiras, o levantamento custará R$ 8 mil, uma discrepância que levanta ainda mais questionamentos sobre a seriedade e consistência da empresa.

Conforme apurado pelo portal Caso de Política, a Justiça Eleitoral em Formosa do Rio Preto foi acionada, e há a possibilidade de que o levantamento realizado na cidade, assim como sua consequente divulgação, sejam proibidos. Essa ação judicial adiciona mais uma camada de incerteza à atuação da Opinova, aumentando as dúvidas sobre a legitimidade de seus levantamentos eleitorais.

Além de sua atuação no setor de pesquisas, a Opinova possui um amplo leque de atividades registradas, que incluem consultoria em gestão, locação de automóveis, monitoramento de sistemas de segurança, educação superior e filmagem de eventos. Essa diversidade levanta questionamentos sobre sua especialização e capacidade de realizar pesquisas eleitorais com o rigor necessário.

Especialistas alertam que é preciso cautela ao analisar os dados divulgados pela empresa, devido ao seu curto tempo de operação e à multiplicidade de atividades. Agora, cabe à Justiça Eleitoral investigar a fundo as intenções e a credibilidade da Opinova, que pode impactar de forma significativa o cenário eleitoral em cidades importantes como Barreiras e Formosa do Rio Preto.

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Uma pesquisa nova, os mesmos erros de sempre

Mais uma pesquisa eleitoral divulgada em Barreiras repete os velhos vícios: dados suspeitos, falta de representatividade e um forte cheiro de manipulação no ar

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Nesta segunda-feira (16), uma nova pesquisa de intenção de votos para prefeito de Barreiras foi divulgada, e, como esperado, os mesmos erros já conhecidos apareceram. Feita pelo Instituto Real Time Big Data e registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BA-04648/2024, o levantamento entrevistou 800 eleitores entre os dias 13 e 14 de setembro. Tudo lindo no papel, com margem de erro de 3 pontos percentuais e um nível de confiança de 95%, mas, na prática, os problemas são gritantes.

Vamos direto ao ponto: os dados não batem. Não tem na página do TSE, por exemplo, a informação de quais bairros esses eleitores foram ouvidos. Isso não parece um detalhe, é uma falha crucial! Como confiar num levantamento que não mostra a representatividade das áreas onde fez as entrevistas? Qualquer pesquisa séria precisa levar isso em consideração. Com esse tipo de descuido (ou má fé), é difícil não suspeitar dos resultados.

E isso já é repetição. Em 02 de setembro, o mesmo instituto divulgou uma pesquisa (registro BA-05500/2024) que também levantou dúvidas, principalmente pela forma como distribuiu os eleitores ouvidos. Um exemplo? No bairro Vila Rica, o maior colégio eleitoral de Barreiras, com 4.834 eleitores, foram ouvidas apenas 24 pessoas. Parece brincadeira, né? Agora, vamos ao bairro Renato Gonçalves, conhecido por ser mais nobre, com 3.808 eleitores: lá, foram entrevistados 48 eleitores. Coincidência ou não, fica a impressão de que, para o instituto, o voto de uns vale mais que o de outros.

Outro caso gritando é o do bairro Morada da Lua. Com os seus 1.111 eleitores, foram ouvidos pelo Instituto Real Time Big Data na pesquisa anterior, divulgada em 02 de setembro, entrevistou 87 eleitores. No bairro Bandeirantes, com os seus 1.610 foram ouvidos 54 eleitores.

Pasmem!

Fonte:PesqEle | TSE

Quer mais? Segundo dados do TSE, Barreiras tem 107.098 eleitores aptos a votar nas eleições de 06 de outubro. Será que ouvir 800 pessoas, sendo poucas de bairros mais populosos e humildes, realmente reflete a opinião da cidade? Difícil acreditar. O mais irônico é que esses levantamentos, em vez de ajudar o eleitor a se decidir, acabam criando um cenário confuso com o cheiro azedo de suposta manipulação.

E aqui vale um pouco de história: não é de hoje que o Portal Caso de Política vem batendo nessa tecla, questionando as pesquisas divulgadas e alertando os seus leitores. Já teve caso de candidato que criticou uma pesquisa antes de sair o resultado. Mas, quando viu que estava na frente, abraçou a pesquisa e usou com gosto na sua campanha! Uma prova de que, para alguns, o importante é o que os números dizem, e não como eles foram obtidos. Para quem tiver tempo e disposição, basta pesquisar aqui no site por “pesquisa” e conferir as nossas reflexões sobre as ditas pesquisas de intenção de votos em Barreiras.

A pouco tempo atrás houve uma suposta pesquisa eleitoral realizada por inteligência artificial que o seu áudio vazou, demonstrando direcionamento a determinado candidato. Está difícil acreditar em pesquisa não é mesmo?

Tem um outro candidato que a pouco tempo se dizia liderando determinada faixa etária e na mais recente pesquisa, ele comemora por ter abocanhado faixa etária que antes era a sua maior faixa de rejeição. Como explicar esta mágica heim? Curiosamente, dias que antecederam a divulgação desta pesquisa, lideranças políticas bradavam nas redes sociais que seu canddiato estava 4% a frente do segundo colocado. Estranho não é mesmo? Ele errou por apenas 1%.

O que estamos vendo é que determinados candidatos querem a sua própria pesquisa, desde que os números o favoreçam e massageiem o seu incontido ego inflados. Mas essa prática não é só mero oportunismo: ela pode distorcer perigosamente o processo democrático. Quando uma pesquisa dessas é divulgada, ela pode influenciar a opinião de eleitores indecisos e mudar a opinião de outros desavisados, que acabam sendo guiados por informações que não são confiáveis e porque não dizer falsas. Assim, ao invés de ajudar, essas pesquisas atrapalham e prejudicam o direito à escolha consciente do cidadão.

A questão é simples: não dá para confiar cegamente nesses números. As pesquisas viraram instrumentos de manipulação. Elas deveriam ser uma ferramenta séria para entender a vontade popular, mas, do jeito que as coisas estão, mais atrapalham do que ajudam.

No fim das contas, o eleitor de Barreiras merece algo melhor. Ele merece informações reais, pesquisas feitas com seriedade, que representem de verdade todos os bairros e perfis da cidade. Caso contrário, continuaremos assistindo a esse teatro de números distorcidos, que só servem para enganar e desinformar.

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