Rui Costa anuncia creche para Residencial Solar Barreiras e alfineta Otoniel: “Apoio do Presidente Lula”

Ministro da Casa Civil se compromete com recursos para creche através do PAC durante visita a conjunto habitacional e destaca papel da União no Minha Casa Minha Vida

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Durante visita de vistoria ao Residencial Solar Barreiras na sexta-feira (21), o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), anunciou a destinação de recursos para a construção de uma creche na localidade, reforçando o compromisso do Governo Federal com o desenvolvimento social e a qualidade de vida dos moradores.

“Eu orientei o prefeito para entrar no PAC, para a gente construir aqui, uma creche com o apoio do presidente Lula,” disse Rui Costa.

O anúncio ocorre em meio a controvérsia envolvendo o prefeito Otoniel Teixeira (União Brasil) e a construção de 500 novas casas através do Programa Minha Casa Minha Vida na Vila Amorim.

Otoniel Teixeira chegou a marcar evento isolado para anunciar o início das construções e assinar a ordem de serviço, mas, ao ser confrontado com a realidade do investimento federal e que o seu governo ou seu antecessor não tiveram participação no projeto, precisou remanejar a cerimônia para coincidir com a visita do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e do Ministro Rui Costa (PT). Clique aqui e saiba mais.

Em publicação oficial, Rui Costa afirmou que serão investidos R$ 82,5 milhões na construção dos Residenciais Viver Melhor I e II, beneficiando cerca de 2 mil pessoas com 500 unidades habitacionais na Vila Amorim.

A fala de Rui Costa reforça a importância do papel da União no Programa Minha Casa Minha Vida, em contraposição a tentativas de apropriação política por parte do prefeito de Barreiras.

“A União financia o programa, os Estados são responsáveis pela articulação e os municípios têm papel de cadastrar beneficiários e oferecer infraestrutura básica”, disse o ministro.

A Prefeitura de Barreiras, herdada por Otoniel Teixeira do ex-prefeito Zito Barbosa (União Brasil), enfrenta desafios na infraestrutura dos conjuntos habitacionais já existentes. No Residencial Solar Barreiras, por exemplo, a falta de uma creche demonstra a necessidade de planejamento e compromisso com a qualidade de vida dos futuros moradores.

Ao final da fala de Rui Costa, registrada em vídeo, um operário expressou sua gratidão:

“O presidente Lula foi um brinde que Deus deu para nós. Se ele não tivesse sido eleito, nós não tínhamos conseguido trazer a alegria do povo”.

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Tito cobra ações do Governo Federal em meio a importantes investimentos do PAC do presidente Lula

Em meio às tensões políticas locais, o Governo Lula investe em Barreiras através do PAC, enquanto o ex-deputado Tito cobra agilidade nas obras, especialmente nos projetos em fase preparatória que dependem do município

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Em meio à visita do Ministro da Casa Civil, Rui Costa, e do Governador Jerônimo Rodrigues a Barreiras para a assinatura da ordem de serviço de 500 novas unidades habitacionais do Minha Casa Minha Vida e vistoria no Residencial Solar Barreiras, o ex-deputado federal Tito (PT) protagonizou um momento marcante: uma conversa reservada com o Ministro Rui Costa, onde apresentou uma lista de reivindicações para a execução de obras e serviços na cidade.

A iniciativa de Tito, conhecido por sua dedicação ao município, surge em um momento de intensificação dos investimentos do Governo Lula em Barreiras, através do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Apesar das tensões políticas locais, o governo federal tem direcionado recursos significativos para a cidade nos últimos dois anos, abrangendo áreas como infraestrutura urbana, educação, saúde e energia.

Um levantamento exclusivo do Portal Caso de Política revela, no entanto, que diversos projetos em Barreiras estão em fase preparatória, aguardando o cumprimento de exigências formais por parte da prefeitura, liderada pelo atual prefeito, Otoniel Teixeira (União Brasil). Entre os projetos pendentes, destacam-se:

Cidades Sustentáveis e Resilientes

  • Mobilidade Urbana Sustentável: Renovação de Frota com 30 Ônibus Elétricos.
  • Educação, Ciência e Tecnologia
  • Retomada e Conclusão de Obras de Creches e Escolas de Educação Infantil (03 unidades).
  • Retomada e Conclusão de Obras de Quadra e/ou Cobertura de Quadra.
  • Infraestrutura e Urbanização do Campus Barreiras – IFBA.
  • Restaurante Estudantil do Campus Barreiras – IFBA.
  • Estruturas Acadêmicas do Campus Barreiras – UFOB.
  • Laboratórios do Campus Barreiras – UFOB.

Enquanto isso, algumas obras do PAC seguem em execução ou em estágio final de projeto, como os de Eficiência Energética (IP Barreiras), Geração de Energia (UFV Sertão Solar Barreiras XV), Aeroporto de Barreiras-BA (Novo Terminal de Passageiros e Ampliação da infraestrutura) e Periferia Viva – Urbanização de Favelas (Loteamento Santa Luzia).

O PAC também já entregou obras importantes para a população, como a retomada da construção de Unidades Básicas de Saúde (UBS – 03 unidades), projetos de Geração de Energia (UFV Sertão Solar Barreiras XIX, XVI, XVIII, XX e XXI), Transporte Escolar e a retomada do CEU das Artes.

Diante desse cenário, o ex-deputado Tito cobrou agilidade tanto do governo federal quanto da prefeitura para garantir que os investimentos do PAC se concretizem em benefícios para a população:

Ex-deputado Tito cobra ações para Barreiras e região oeste

“É hora de acelerar, Barreiras! O PAC do Governo Lula traz investimentos importantes, e reconheço o esforço do Ministro Rui Costa e do Governador Jerônimo. Mas não podemos perder tempo com burocracia. Apresentei ao Ministro uma lista de projetos cruciais que dependem da prefeitura para saírem do papel. Creches, escolas, mobilidade urbana… São obras que impactam diretamente a vida da nossa gente. Cobraremos agilidade do prefeito Otoniel Teixeira. Barreiras não pode esperar! A parceria com o Governo Federal é fundamental para o nosso desenvolvimento, e vamos trabalhar incansavelmente para garantir que esses recursos se transformem em melhorias concretas para a população,” disse Tito.

A atuação de Tito ressalta a importância da articulação política e da cooperação entre as diferentes esferas de governo para o desenvolvimento de Barreiras. A parceria entre o município e o Governo Lula, juntamente com a liderança de figuras como o ex-deputado, sinaliza um novo horizonte para a cidade, com perspectivas de crescimento e melhoria na qualidade de vida da população.

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Justiça mantém suspensão de empréstimo de R$ 60 milhões e aprofunda análise após questionamento de vereadoras

Decisão judicial impede a contratação de R$ 60 milhões após Ação Popular de vereadoras apontar possíveis irregularidades na aprovação da lei e riscos financeiros para o município

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Em meio a um cenário de dívida municipal alarmante e investigações sobre a gestão de recursos, a Justiça manteve a suspensão do empréstimo de R$ 60 milhões. A decisão atende a uma Ação Popular movida pelas vereadoras Carmélia da Mata (PP) e Beza (PSB), que questionam a legalidade da operação e alertam para os riscos financeiros que ela impõe ao município.

O impasse transformou-se no epicentro de um intenso debate sobre a gestão das finanças públicas. O juiz Maurício Alvares Barra, da 1ª Vara da Fazenda Pública, manteve a suspensão da contratação do empréstimo, recurso considerado essencial para a finalização de obras. A decisão proferida em 20 de março de 2025, foi uma resposta ao recurso da Prefeitura de Barreiras, que tentava a liberação do financiamento.

A suspensão judicial reflete preocupações levantadas pelas parlamentares que ingressaram com uma Ação Popular para contestar a legalidade da Lei Municipal nº 1.612/2024. A lei, aprovada na gestão do ex-prefeito Zito Barbosa e sob a presidência de Alcione Rodrigues na Câmara Municipal que autorizava a operação de crédito.

As parlamentares denunciam vícios formais na aprovação da legislação e apontam o risco de agravamento do endividamento municipal, que já atinge níveis alarmantes.

Clique aqui e acesse a decisão judicial

O debate sobre a situação financeira de Barreiras intensificou-se com a divulgação de dados que revelam um aumento expressivo da dívida municipal durante os mandatos de Zito Barbosa:

De acordo com o Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (Sinconfi), a dívida consolidada do município saltou de R$ 151.710.000,00 em 2017 para R$ 633.110.000,00 ao final de 2023.

Já um levantamento da assessoria da vereadora Carmélia da Mata indicou que a dívida consolidada fechou 2023 em R$ 920.861.980,57, enquanto a receita foi de R$ 828.034.549,56.

Segundo o Ministério Público, essa situação coloca o município à beira de uma crise financeira.

Críticas ao Empréstimo

As vereadoras alegam que o novo empréstimo comprometeria ainda mais as finanças do município. Para ilustrar a gravidade da situação, o economista George Lélis comparou a realidade fiscal de Barreiras à de uma família endividada, destacando que a receita já está altamente comprometida.

O Procurador-Geral de Justiça, Aquiles Siquara Filho, ao analisar um agravo contra o empréstimo, alertou para “indícios robustos de perigo de dano ao patrimônio público” e para o risco de o município não conseguir honrar seus compromissos financeiros.

As vereadoras Carmélia da Mata e Beza também criticam a celeridade e falta de transparência na aprovação do empréstimo pela Câmara de Vereadores. Carmélia teme que a crise financeira se agrave ainda mais, afetando até mesmo o pagamento dos servidores municipais.

Diante do impasse, a Justiça determinou a realização de uma perícia contábil para analisar a capacidade financeira do município e a legalidade do empréstimo. Enquanto isso, a conclusão do Hospital Municipal e outros eventuais serviços permanecem incertos, impactando a população de Barreiras, que aguarda ansiosamente melhorias nos serviços de saúde.

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Prefeito de Barreiras pode ter recuado sobre privatização de hospital ao buscar apoio do Governo do Estado

Otoniel Teixeira busca apoio para o novo Hospital Municipal. Especialistas apontam que a federalização ou gestão universitária seriam opções mais vantajosas, como defendido por Tito durante a campanha eleitoral de 2024

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Em uma reviravolta surpreendente, o prefeito de Barreiras, Otoniel Teixeira (União Brasil), parece ter reconsiderado a privatização do futuro Hospital Municipal Edsonnina Neves de Souza. Em reunião com a secretária de Saúde do Estado, Roberta Santana, o foco da discussão foi o cofinanciamento e a participação do Estado no custeio e manutenção do hospital, buscando garantir seu pleno funcionamento e atendimento à população.

A mudança de postura ocorre após apaixonada defesa da Parceria Público-Privada (PPP) para a gestão da unidade, modelo herdado da gestão do ex-prefeito Zito Barbosa. O projeto, que já consumiu mais de R$ 40 milhões em investimentos financiados por empréstimos, elevando a dívida pública municipal a quase R$ 1 bilhão, levanta dúvidas sobre sua viabilidade e impacto financeiro a longo prazo.

A reunião, realizada em Salvador, contou com a presença da secretária municipal de Saúde, Larissa Barbosa, e da assessora Maria Messias. O prefeito Otoniel Teixeira ressaltou a importância da parceria com o Governo do Estado para garantir a assistência de qualidade à população.

“A gestão municipal tem avançado na estruturação da rede de saúde, e a construção do novo Hospital Municipal Edsonnina Neves de Souza é um passo fundamental nesse processo. Nosso objetivo aqui é buscar o apoio do Estado para que esse hospital tenha condições plenas de funcionamento”, enfatizou Otoniel Teixeira.

Contraponto: modelo de Paulo Afonso e a federalização

Enquanto Barreiras busca um novo caminho para o Hospital Municipal, o Governo da Bahia aposta em um modelo de gestão pública e universitária para o futuro Hospital Regional de Paulo Afonso. A unidade, após construída, será administrada pela Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), garantindo um centro de referência em atendimento, ensino e pesquisa para toda a região.

Essa escolha contrasta com a persistência da prefeitura de Barreiras em privatizar o Hospital Municipal, ignorando alternativas como a federalização da unidade, transformando-a em hospital universitário vinculado à Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB). Essa solução garantiria financiamento federal, aliviaria os cofres municipais e fortaleceria o ensino e a pesquisa na região. É importante notar que essa alternativa foi defendida por Tito (PT) durante sua campanha para a prefeitura de Barreiras.

Riscos da Privatização

Otoniel e seu vice foram até a Bovespa apresentar a proposta de privatização a investidores do mercado financeiro

A PPP do Hospital Municipal de Barreiras tem sido alvo de críticas e debates acalorados. Especialistas alertam para a possibilidade de cobrança por determinados atendimentos, comprometendo a gratuidade do serviço público de saúde. Além disso, a prefeitura concedeu isenção de ISS ao parceiro privado, o que reduz a arrecadação municipal.

A decisão de manter o modelo de privatização, herdado da gestão anterior, tem sido questionada por políticos e pela população em geral. O projeto, lançado ainda durante o mandato de Zito Barbosa, prevê um contrato de concessão por 35 anos, com promessa não comprovada de um investimento de mais de R$ 2 bilhões ao longo do período.

A escolha pela privatização em Barreiras é vista por muitos como uma oportunidade perdida de adotar um modelo mais vantajoso para a população. A insistência na privatização ignora alternativas como a federalização do hospital, que garantiria financiamento federal e aliviaria os cofres municipais, e a transformação da unidade em um hospital universitário vinculado à UFOB.

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Bahia aposta em gestão pública e universitária em Paulo Afonso, enquanto Barreiras insiste na privatização da saúde

Governo da Bahia anuncia a construção de um Hospital Regional em Paulo Afonso com gestão da Univasf, garantindo modelo público e acadêmico. Em contraste, Barreiras persiste na privatização do futuro Hospital Municipal, levantando questionamentos sobre os benefícios para a população e os riscos de cobrança por serviços de saúde, além dos reais interesses por trás da escolha

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O ministro da Casa Civil, Rui Costa, ao lado do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, formalizou o anúncio da construção do novo Hospital Regional de Paulo Afonso. O equipamento, um investimento estratégico do Governo do Estado, será gerido pela Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) após sua conclusão. O anúncio, realizado durante uma reunião no Palácio do Planalto, em Brasília, sinaliza uma aposta do governo estadual em um modelo de saúde pública com forte componente acadêmico.

Olá, estamos aqui em Brasília, no Palácio do Planalto, reunidos com o governador Jerônimo para duas agendas. A primeira agenda foi uma notícia excelente para a região de Paulo Afonso, para resolver definitivamente a construção do novo hospital regional de Paulo Afonso. Será construído pelo Governo do Estado e, depois que estiver pronto, quem vai assumir e fazer a gestão é a Universidade Federal do Vale do São Francisco. Portanto, Paulo Afonso ganhará o novo hospital e logo logo eu estarei com o Gero aí em Paulo Afonso para dar ordem de serviço e iniciar essa importante obra”, declarou Rui Costa, evidenciando o compromisso do governo em concretizar o projeto.

A estratégia de vincular a nova unidade à Univasf não é apenas uma decisão administrativa, mas uma garantia de gestão pública qualificada, acesso a financiamento federal e a criação de um centro de referência em atendimento e formação acadêmica para toda a região do Vale do São Francisco. A presença da universidade assegura a integração entre ensino, pesquisa e assistência à saúde, com potencial para atrair recursos, profissionais qualificados e implementar protocolos inovadores.

Barreiras: Privatização em meio a críticas, dívidas crescentes e o fantasma da cobrança por serviços

Já foram gastos mais de R$ 40 milhões nas obras, Otoniel e Túlio apresentaram na Bolsa de Valores de São Paulo uma proposta de privatização

O modelo adotado para Paulo Afonso oferece um contraponto marcante ao caminho escolhido pela prefeitura de Barreiras, que persiste na privatização do futuro Hospital Municipal. O prefeito Otoniel Teixeira (União Brasil), seguindo os passos do ex-prefeito Zito Barbosa (União Brasil), optou por uma Parceria Público-Privada (PPP) para administrar o hospital, ignorando outras opções como a federalização ou a gestão universitária. A decisão tem gerado críticas e debates acalorados na cidade.

A decisão da prefeitura de Barreiras de manter o modelo de privatização, herdado da gestão anterior, tem sido alvo de questionamentos por especialistas, políticos e pela população em geral. O projeto, lançado ainda durante o mandato de Zito Barbosa, prevê um contrato de concessão por 35 anos, com promessa não comprovada de um investimento de mais de R$ 2 bilhões ao longo do período. O modelo, defendido pela administração municipal como uma solução para modernizar e agilizar a gestão da saúde, é visto com desconfiança por muitos, especialmente diante da possibilidade, presente em documentos oficiais, de que a população venha a ser cobrada por determinados atendimentos, comprometendo a gratuidade do serviço público de saúde.

Apesar das promessas de eficiência e de investimentos significativos, o andamento da obra do hospital tem sido lento e problemático. Conforme publicou o Portal Caso de Política em junho de 2024, a construção já consumiu cerca de R$ 40 milhões dos cofres públicos, sem apresentar um avanço proporcional ao montante investido. A morosidade do processo e a falta de transparência nas informações têm alimentado a desconfiança da população em relação ao projeto.

Segundo dados oficial, o endividamento de Barreiras já se aproxima da marca de R$ 1 bilhão. A situação financeira delicada da prefeitura levanta dúvidas sobre a capacidade de honrar os compromissos financeiros da PPP a longo prazo, e a incerteza sobre a manutenção do atendimento gratuito para a população se torna ainda mais preocupante.

Alternativas ignoradas e questionamentos persistentes

A escolha pela privatização em Barreiras é vista por muitos como uma oportunidade perdida de adotar um modelo mais vantajoso para a população. A insistência na privatização ignora alternativas como a federalização do hospital, que garantiria financiamento federal e aliviaria os cofres municipais, e a transformação da unidade em um hospital universitário vinculado à Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB).

 

O ex-deputado federal Tito, que disputou a prefeitura de Barreiras nas eleições de outubro de 2024, fez da defesa da federalização do hospital um dos principais pilares de sua campanha. O então candidato argumentou que a federalização garantiria um modelo de gestão pública e transparente, com atendimento universal e de qualidade para a população. Outro candidato a prefeito de Barreiras em 2024, Danilo Henrique também defendeu a criação de um hospital universitário na cidade.

Com a construção do Hospital Regional de Paulo Afonso pelo Governo do Estado e sua futura gestão pela Univasf, a população do município terá acesso a um equipamento de saúde sob administração pública e acadêmica. Em contrapartida, Barreiras segue um caminho incerto, colocando em xeque o direito fundamental ao acesso universal e gratuito à saúde.

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Hospital Municipal de Barreiras: dívidas bilionárias, incertezas e o risco de um legado problemático

Com investimentos já ultrapassando R$ 40 milhões e financiados por empréstimos que elevaram a dívida pública municipal que pode chegar a R$ 1 bilhão, a PPP do Hospital Municipal de Barreiras levanta dúvidas sobre sua viabilidade e impacto financeiro a longo prazo. A alternativa da federalização da unidade ganha força diante dos desafios enfrentados

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A Prefeitura de Barreiras divulgou um vídeo publicitário sobre as obras do Hospital Municipal, destacando a presença da Secretaria de Saúde e dois vereadores como protagonistas. A construção, iniciada em 22 de julho de 2022, já consumiu mais de R$ 40 milhões e, segundo a gestão municipal, está com 60% dos serviços concluídos. Herdada pelo prefeito Otoniel Teixeira do ex-prefeito Zito Barbosa, a obra corre o risco de se tornar um grande “elefante branco”.

A iniciativa está inserida em uma Parceria Público-Privada (PPP), modelo que transfere à iniciativa privada a gestão e a execução de serviços públicos. Prevista para durar 35 anos, essa concessão promete um investimento superior a R$ 2 bilhões ao longo do período. O hospital promete oferecer atendimentos de urgência, além de internação em diversas especialidades, leitos de UTI e serviços ambulatoriais. Entretanto, documentos oficiais apontam a possibilidade de cobrar da população por determinados atendimentos, algo que pode comprometer a gratuidade do serviço público de saúde.

Durante a gestão passada, a Câmara de Vereadores aprovou a PPP por meio do Projeto de Lei 020/2024, encaminhado pelo ex-prefeito Zito Barbosa. O modelo foi defendido como solução inovadora, mas críticos apontam que o compromisso financeiro da cidade pode se tornar insustentável. A prefeitura tem recorrido a empréstimos bancários para financiar as obras, elevando a dívida municipal para quase R$ 1 bilhão.

Otoniel Teixiera e Túlio Viana na bolsa de Valores de são Paulo

Em meio a essas questões, o prefeito Otoniel Teixeira e seu vice, Túlio Viana, apresentaram recentemente o projeto na Bolsa de Valores de São Paulo, buscando atrair investidores para viabilizar a PPP. Contudo, especialistas alertam que nenhum investidor aplica recursos sem expectativa de retorno financeiro, o que pode representar riscos para a população. Além disso, a prefeitura concedeu isenção de ISS ao parceiro privado, o que reduz a arrecadação municipal.

Atualmente, a previsão orçamentária somente para a saúde em 2025 é de R$ 242.667.997,60. Apesar dos consideráveis recursos, moradores seguem enfrentando dificuldades, como falta de medicamentos, escassez de servidores, longas filas e demora no agendamento de exames básicos. Vale lembrar que a responsabilidade constitucional dos municípios é com a atenção básica, o que torna o comprometimento de recursos para um hospital de grande porte ainda mais controverso.

Diante do cenário, uma alternativa viável seria a federalização da unidade, transformando-a em hospital universitário vinculado à Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB). Essa solução garantiria financiamento federal, aliviaria os cofres municipais e fortaleceria o ensino e a pesquisa na região. Contudo, o prefeito Otoniel Teixeira segue comprometido com a proposta política assumida com o ex-prefeito e com a entrega da unidade ainda em 2025. Caso insista na PPP, pode enfrentar graves desafios financeiros e políticos. O projeto, defendido como solução moderna, pode acabar se revelando um pesado fardo para Barreiras.

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Prefeito de Brejolândia sugere nova postura política e contraria estratégia de seu genro, Zito Barbosa

Em áudio vazado, Edezio Bastos critica isolamento político e sinaliza alinhamento com governo federal e estadual

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O prefeito de Brejolândia, Edezio Bastos (União Brasil), sogro do ex-prefeito de Barreiras Zito Barbosa (União Brasil), expôs em um áudio vazado sua visão sobre a articulação política necessária para garantir investimentos para seu município. Em tom crítico, Edezio Bastos declarou que não pretende seguir o caminho do isolamento político, uma postura que, indiretamente, contraria a estratégia adotada por seu genro ao longo dos anos em que governou Barreiras.

A gravação, obtida pelo portal Caso de Política e divulgada a partir de um grupo de WhatsApp, sugere uma reconfiguração de alianças políticas na região. Ao enfatizar que está em busca de deputados estaduais e federais para destravar recursos, Bastos aponta para uma aproximação com o governo federal e estadual – um movimento que difere da trajetória de Zito Barbosa, que evitou essa interlocução quando esteve à frente da maior cidade do oeste baiano.

“Eu fiquei quatro anos sem deputado federal e estadual. Por quê? Porque a minha filha foi candidata e não conseguiu se eleger. Também não tinha estadual. Agora eu tô dizendo que vou trabalhar dobrado nesse mandato porque eu tô procurando e tô encaminhando deputado federal e estadual. E eu tenho certeza que a ambulância vai chegar e vai chegar mais coisa. No passado, eu não tinha nem um candidato a votar na federal ou na estadual, e agora já estamos encaminhando as coisas.”

A fala do prefeito sugere um aprendizado político e uma correção de rumo. Se, no passado, Edezio Bastos não conseguiu consolidar apoios que garantissem investimentos, agora busca a articulação com deputados com mandatos para destravar recursos para Brejolândia. Essa mudança de postura indica um afastamento da linha política seguida por Zito Barbosa, que, mesmo sendo uma das maiores lideranças do oeste baiano, evitou aproximação com os governos federal e estadual.

Os resultados da eleição de 2022 em Brejolândia reforçam a lógica política do prefeito. O presidente Lula (PT) recebeu 70,47% dos votos no município, e o governador Jerônimo Rodrigues (PT) obteve 53,62%. Esses números demonstram que a base eleitoral de Edezio Bastos já possui uma inclinação favorável ao PT, o que justifica seu movimento de aproximação. No entanto, há um detalhe que precisa ser considerado: a deputada federal mais votada na cidade foi sua filha, Marisete Bastos (União Brasil), com 54,33% dos votos.

Ao contrário de Marisete Bastos, o irmão de Zito Barbosa, Hebert Barbosa, apesar de também ter sido o mais votado em Brejolândia, ficou muito aquém do desejado. Hebert, com 1.231 votos (21,52%), foi seguido de perto por outros candidatos, como Léo Visão (Avante), de Santa Maria da Vitória, que, com muito menos estrutura política e de ação, recebeu 809 votos (14,14%) na cidade.

Esse cenário aponta para um eleitorado que, ao mesmo tempo em que apoia os governos estadual e federal, também mantém uma forte conexão com a família Bastos. Isso pode explicar a tentativa do prefeito de equilibrar os discursos, sem fechar portas para alianças futuras.

Alinhamento com Lula e críticas a Brasília

Outro ponto relevante do áudio é a maneira como Edezio Bastos aborda o governo federal. Apesar de uma crítica inicial sobre a dificuldade de prefeitos conseguirem atenção em Brasília, ele demonstra confiar que a gestão do presidente Lula continuará repassando recursos aos municípios, especialmente nas áreas sociais.

“O que o Lula soltava para a previdência, ele vai soltar igual, porque faz dois anos de condição dele e ele não vai deixar o povo que votou nele sem ser socorrido.”

A declaração sinaliza um pragmatismo político e uma compreensão de que os repasses federais continuarão sendo essenciais para o desenvolvimento de Brejolândia. Ao mesmo tempo, Bastos critica a viagem de prefeitos a Brasília, sugerindo que a busca por recursos deve ser feita de forma mais estratégica e próxima ao governo estadual.

“Eu não gosto de me aparecer. Tem prefeito que vai pra Brasília pra aparecer e receber diária da prefeitura. Se for pra Brasília, pra ficar no meio de 200 prefeitos que nem Lula nem ninguém atende, de maneira nenhuma. Só bambulão em cima de alguma coisa.”

O tom da fala não descarta a importância do governo federal, mas enfatiza que a melhor estratégia, na visão do prefeito, é garantir interlocução direta com deputados e evitar ações de visibilidade sem resultados concretos.

Apoio a Zito Barbosa em 2026 ainda é incerto

Embora Edezio Bastos tenha deixado claro que busca um novo modelo de articulação política, a questão sobre um possível apoio a uma candidatura de Zito Barbosa a deputado federal em 2026 permanece indefinida. O prefeito evitou se comprometer com qualquer cenário eleitoral no momento, preferindo focar nas demandas imediatas do município.

“Sobre eleição de governo e prefeito, eu não vou te falar nada nesse momento, agora eu quero ver o filme que dá.”

Essa cautela pode indicar que Bastos ainda avalia os cenários políticos antes de se posicionar. A mudança de estratégia política que ele vem adotando pode significar que um eventual apoio a Zito dependeria de uma reaproximação deste com os governos estadual e federal, algo que, até o momento, não faz parte do histórico do ex-prefeito de Barreiras.

Se Bastos mantiver seu alinhamento com o governo estadual e federal, Zito Barbosa terá um grande desafio pela frente caso decida se candidatar a deputado federal. A votação expressiva de Lula e Jerônimo em Brejolândia demonstra que há uma base progressista significativa no município, o que pode dificultar uma campanha com forte viés oposicionista.

Reorganização do grupo político no oeste baiano

Além da possível reconfiguração de alianças, Bastos também menciona a necessidade de fortalecimento de sua base política local, garantindo que sua administração tenha maior respaldo. Ao falar sobre os esforços para estruturar a cidade e buscar investimentos, o prefeito reafirma que o município precisa de apoio institucional para avançar.

“Agora mesmo eu estou licitando 25 casas populares para a comunidade pobre e já está mais ou menos encaminhado. A primeira etapa, 25 casas, e até o fim do meu mandato eu quero botar pelo menos 100 famílias humildes dentro de umas casas próprias com a chave na mão.”

O discurso evidencia que o prefeito tem como prioridade entregar resultados concretos à população, o que reforça a necessidade de buscar apoio político externo. As moradias mencionadas fazem parte do Programa Minha Casa Minha Vida do Governo Federal.

O áudio vazado de Edezio Bastos revela um movimento estratégico dentro da política regional do oeste baiano. Ao se distanciar da postura isolacionista adotada por Zito Barbosa quando era prefeito de Barreiras, Edezio Bastos dá sinais de que pretende garantir o máximo de investimentos para Brejolândia por meio de uma aproximação com deputados estaduais e federais com mandato, além de manter um canal aberto com o governo federal.

Os números da eleição de 2022 reforçam a necessidade desse alinhamento: Lula e Jerônimo foram os mais votados no município, enquanto Marisete Bastos, filha do prefeito, liderou a votação para deputada federal. Esse equilíbrio indica que Bastos busca conciliar interesses locais e estaduais sem romper completamente com sua base política.

Se essa mudança de postura resultará em um distanciamento definitivo entre os dois políticos ou se Zito Barbosa revisará sua estratégia para se adaptar ao novo cenário ainda é uma incógnita. Contudo, a fala do prefeito de Brejolândia reforça que, para ele, a prioridade está em assegurar os benefícios para o município – mesmo que isso signifique contrariar a linha política que seu genro seguiu no passado.

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PPP do Hospital Municipal de Barreiras: uma aposta arriscada que poderia ter sido evitada

Enquanto a prefeitura aposta na Parceria Público-Privada para gerir o Hospital Municipal, alternativas como a federalização e a criação de um hospital universitário são ignoradas. A decisão de Otoniel Teixeira mantém a conta para o município e compromete o controle sobre a saúde pública

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Enquanto a gestão municipal de Barreiras promove na B3, a Bolsa de Valores de São Paulo, um roadshow para atrair investidores para a Parceria Público-Privada (PPP) do Hospital Municipal, surge uma questão essencial: essa é realmente a melhor solução para a saúde pública da região?

O roadshow é uma apresentação itinerante realizada para divulgar projetos a potenciais investidores, buscando atrair recursos e parcerias. No caso da PPP do hospital, a prefeitura leva o projeto a instituições financeiras e empresários para demonstrar sua viabilidade econômica e tentar garantir o interesse do setor privado. Vendida como uma grande inovação pela administração Otoniel Teixeira, a PPP, na prática, mantém o ônus sobre os cofres municipais, terceiriza a administração e transfere riscos para o próprio município.

Previsto para ter seis módulos e 150 leitos, distribuídos em áreas de emergência, clínica médica adulta e pediátrica, obstétrica, psiquiátrica, cirúrgica e ambulatorial, o hospital ocuparia cerca de 13 mil metros quadrados de área construída. No entanto, apesar dos R$ 40 milhões já investidos, o progresso tem sido mínimo, gerando preocupação entre os cidadãos e profissionais de saúde

Otoniel herdou essa proposta de seu padrinho político, o ex-prefeito Zito Barbosa, sem considerar alternativas que poderiam trazer benefícios mais duradouros para Barreiras e toda a região Oeste da Bahia. Entre essas alternativas, a federalização da unidade e sua transformação em um hospital universitário vinculado à Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB) se destacaria. Com essa mudança, Barreiras teria um hospital-escola de referência, garantindo atendimento público qualificado e permanente, além de formação acadêmica e pesquisa científica na área da saúde.

A insistência na PPP como única solução ignora que o financiamento continuará saindo dos cofres municipais, enquanto a administração privada buscará lucro, muitas vezes em detrimento da qualidade e universalidade do atendimento. Diferentemente de um hospital universitário, que poderia ser sustentado com recursos federais, a parceria público-privada cria um modelo onde a prefeitura continua sendo a principal financiadora, mas perde o controle direto sobre a gestão e a prestação dos serviços.

O prefeito Otoniel Teixeira enaltece a PPP como um avanço, destacando a “modernização” dos serviços de saúde. No entanto, experiências semelhantes pelo Brasil mostram que esse tipo de contrato pode resultar em custos elevados para o município sem necessariamente melhorar a qualidade ou a ampliação do atendimento. Além disso, o discurso de “eficiência” e “celeridade” ignora que a dependência de investidores e concessionárias pode comprometer a continuidade e a acessibilidade do serviço público a longo prazo.

Barreiras e toda a região Oeste da Bahia se beneficiariam muito mais de um hospital municipal público bem estruturado, capaz de atender às demandas locais sem a intermediação de interesses privados. Um hospital universitário federalizado, além de ser sustentado pela União, fortaleceria a rede de ensino e a capacitação profissional, formando médicos e especialistas para atuar na própria região. Do ponto de vista econômico, garantiria estabilidade financeira ao município, evitando gastos excessivos com contratações privadas e assegurando investimentos contínuos. No âmbito social, representaria um salto de qualidade na prestação de serviços de saúde, promovendo atendimento público com mais estrutura e suporte científico.

A grande questão é: por que insistir na PPP se há alternativas mais seguras e vantajosas? A resposta pode estar na política, onde promessas de inovação e modernidade frequentemente servem para justificar modelos de gestão que beneficiam poucos e oneram muitos. Otoniel e sua equipe podem continuar promovendo a ideia da PPP como a solução definitiva, mas o tempo dirá se essa escolha foi feita pensando no bem-estar da população ou nos interesses do mercado.

E como diz o velho ditado: quem entrega o hospital ao mercado pode acabar precisando de senha para ser atendido.

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Mais de R$ 200 milhões em contratos em Eunápolis e Barreiras: Rei do Lixo e os vínculos com prefeituras do União Brasil na Bahia

Empresário ligado à cúpula do União Brasil foi preso e solto na Operação Overclean, que investiga um esquema bilionário de desvios em contratos públicos que são alvos da investigação da Polícia Federal

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Conhecido como “Rei do Lixo”, o empresário José Marcos de Moura está no centro de um esquema bilionário de contratos de limpeza urbana investigado pela Operação Overclean. Moura, que integra a cúpula nacional do União Brasil, foi preso e solto no âmbito da investigação da Polícia Federal, que apura fraudes, superfaturamento e lavagem de dinheiro em contratos firmados com diversas prefeituras baianas.

De acordo com o Portal Metrópoles, a empresa Limp City, pertencente ao consórcio administrado por Moura, firmou contratos sem licitação que somam R$ 50,1 milhões com a Prefeitura de Eunápolis, administrada à época por Cordélia Torres (União Brasil). O primeiro contrato, firmado em caráter emergencial em março de 2023, tinha valor inicial de R$ 16,7 milhões e previa a prestação de serviços por seis meses. Contudo, por meio de dois termos aditivos, o montante triplicou, garantindo o pagamento de mais de R$ 50 milhões por um período de um ano e meio.

Cordélia Torres, então prefeita e membro da executiva estadual do União Brasil, enfrentou um processo de cassação por supostos crimes de responsabilidade político-administrativa, falsificação de documentos e improbidade administrativa. A gestão da ex-prefeita também se destacou pelo alto volume de emendas parlamentares recebidas: em quatro anos, Eunápolis foi contemplada com R$ 54,2 milhões, valor muito superior aos R$ 4,9 milhões recebidos pelo município nos dez anos anteriores.

A Limp City, que tem capital social de R$ 27,5 milhões, integra o consórcio Ecosal, também administrado por Moura. O conglomerado inclui ainda a Torre Construções LTDA (R$ 126 milhões), a Jotagê Engenharia (R$ 40 milhões) e a MM Limpeza Urbana (R$ 30 milhões), onde o empresário figura como sócio-administrador. A sede da Limp City está localizada em Salvador, a cerca de 650 km de Eunápolis.

Em Barreiras, segundo apuração do Portal Caso de Política, a MM Consultoria Construções e Serviços, também ligada a Moura, firmou contratos licitados que, desde 2017, renderam mais de R$ 155 milhões à empresa. Durante a gestão de Zito Barbosa (União Brasil), os pagamentos anuais cresceram gradativamente, atingindo R$ 25 milhões em 2024. Os valores foram detalhados pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), que apontou que os contratos seguem sob investigação da Overclean.

Segundo as informações do TCM, os valores pagos ano a ano mostram a crescente movimentação financeira em Barreiras:

  • 2017: R$ 9.301.615,25
  • 2018: R$ 17.464.931,16
  • 2019: R$ 18.369.996,88
  • 2020: R$ 18.786.683,21
  • 2021: R$ 21.516.564,52
  • 2022: R$ 20.360.650,59
  • 2023: R$ 25.039.712,65
  • 2024: R$ 25.078.638,42

A Operação Overclean, deflagrada em dezembro de 2024, cumpriu 17 mandados de prisão preventiva e 43 mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de bens avaliados em R$ 162,3 milhões, incluindo aeronaves, barcos, imóveis de luxo e veículos de alto padrão. Segundo a Polícia Federal, o grupo investigado movimentou R$ 1,4 bilhão em contratos suspeitos, sendo R$ 825 milhões apenas em 2024.

Além de Moura, a operação também teve como alvo o vereador Francisco Nascimento (União Brasil), primo do então líder do partido na Câmara, deputado federal Elmar Nascimento. Durante a abordagem policial, o vereador tentou se desfazer de uma sacola com R$ 200 mil, jogando-a pela janela. Moura e Nascimento foram soltos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), que considerou que as prisões “não apresentavam fatos objetivos que justificassem a segregação temporária”.

A investigação segue em curso, podendo revelar novos desdobramentos sobre o esquema de fraudes e desvios de recursos envolvendo contratações públicas na Bahia.

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Contas de Saúde de Barreiras rejeitadas pelo TCM: Câmara Municipal decidirá futuro político do ex-prefeito Zito

Irregularidades em licitações e déficit orçamentário geram incertezas sobre a candidatura de Zito em 2026

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Em julho de 2023, o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) da Bahia formalizou a rejeição das contas de gestão em Saúde de Barreiras, referentes a 2022. A decisão do TCM se baseou em falhas graves nos processos licitatórios, como a aquisição de medicamentos e a construção do Hospital Municipal Edsonnina Neves de Souza, além de um déficit orçamentário expressivo. Esse cenário afeta diretamente os planos do ex-prefeito Zito, que já projeta uma candidatura a deputado federal nas eleições de 2026.

Durante a última gestão, a pasta da Saúde foi alvo de severas críticas por parte da população, que não conseguia atendimento digno, enfrentava a falta de medicamentos e, em muitos casos, a escassez de servidores para o atendimento adequado. Esses problemas agravaram a insatisfação pública e se somaram às falhas administrativas que culminaram na reprovação das contas pela Corte.

O conselheiro Plínio Carneiro Filho, relator do processo, apontou a falta de documentação crucial em dois contratos importantes. No caso da compra de medicamentos, no valor de R$ 1.881.625,00, não foram apresentados atos essenciais como a designação da comissão de licitação e a definição das quantidades a serem adquiridas. Da mesma forma, o projeto básico da obra do hospital, no valor de R$ 64.128.341,41, não foi incluído no processo administrativo, comprometendo a transparência e a legalidade.

Além disso, o balanço orçamentário de 2022 revelou um déficit de R$ 102.393.955,43, com uma despesa de R$ 197.984.708,96 e uma receita de R$ 95.590.753,53. Esse desequilíbrio financeiro reforçou as irregularidades identificadas, resultando na reprovação das contas pela Corte.

Agora, a decisão sobre as contas será tomada pela Câmara Municipal de Barreiras. Embora o TCM tenha emitido um parecer técnico, é a Câmara quem deve aprovar ou rejeitar as contas. Para que o parecer do TCM seja derrubado, Zito precisará de pelo menos 11 votos favoráveis entre os 19 vereadores, ou seja, a maioria absoluta.

A rejeição das contas pode impactar diretamente a carreira política de Zito. Caso o parecer do TCM seja mantido, ele ficará inelegível por 8 anos, o que comprometeria sua candidatura a deputado federal. Se, por outro lado, a Câmara derrubar o parecer, Zito poderá se reabilitar politicamente, mas o desgaste gerado pela situação financeira de sua gestão e os problemas na Saúde provavelmente continuarão a influenciar sua imagem e a atual gestão.

A expectativa agora recai sobre os vereadores de Barreiras, que têm nas mãos uma decisão que pode definir não só o futuro de Zito, mas também o cenário político local e estadual nas próximas eleições.

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