Um comportamento nunca antes registrado em focas cinzentas selvagens foi capturado por câmeras: o ato de bater palmas. O vídeo, gravado na costa do País de Gales, mostra uma foca cinzenta (Halichoerus grypus) adulta batendo as nadadeiras dianteiras repetidamente, produzindo um som nítido de palmas.
O registro foi feito por pesquisadores que monitoravam colônias de focas na ilha de Skomer. A cena chamou a atenção porque, até então, acreditava-se que esse comportamento era exclusivo de focas em cativeiro ou treinadas.
O significado das palmas
Segundo biólogos marinhos, as palmas podem servir como um sinal de dominância ou um aviso sonoro para outros indivíduos. Como as focas cinzentas são animais majoritariamente solitários, a comunicação acústica é essencial durante a temporada de reprodução.
O som produzido pelas nadadeiras é semelhante a uma palmada humana e pode ser ouvido a dezenas de metros de distância. Os cientistas acreditam que as palmas funcionam como um display de força, afastando rivais ou atraindo parceiras.
Raridade do comportamento
Embora focas em parques zoológicos ocasionalmente batam palmas como parte de truques treinados, nunca antes um indivíduo selvagem havia sido filmado realizando o movimento de forma espontânea. A descoberta sugere que o comportamento pode ser mais comum do que se imaginava, mas apenas capturado agora devido ao avanço das câmeras remotas.
Os pesquisadores planejam monitorar a mesma colônia para verificar se outras focas também exibem o comportamento e tentar entender sua função exata no contexto social da espécie.
Espécie: Foca Cinzenta (Halichoerus grypus)
A foca cinzenta é uma das maiores espécies de focas do hemisfério norte. Os machos podem atingir até 3 metros de comprimento e pesar mais de 300 kg. Elas são encontradas principalmente em costas rochosas do Atlântico Norte, incluindo o Reino Unido, Irlanda, Canadá e norte da Europa.
No Brasil, não há ocorrência natural da espécie, mas o registro ganhou repercussão mundial por mostrar um comportamento até então desconhecido na vida selvagem.
O vídeo completo pode ser encontrado em canais de divulgação científica e foi amplamente compartilhado nas redes sociais.