Ao longo da pandemia do novo coronavírus, o Brasil foi palco de uma verdadeira epidemia de desinformação. Em abril de 2020, enquanto o mundo buscava respostas, uma série de boatos e teorias infundadas ganhavam força nas redes sociais. Separamos os principais rumores que marcaram o período e os esclarecemos com base em fontes oficiais.

1. Vitamina C em altas doses previne ou cura a COVID-19

Não há nenhuma evidência científica de que altas doses de vitamina C possam prevenir ou curar a infecção pelo coronavírus. A Anvisa e sociedades médicas alertaram que o consumo excessivo da substância pode causar efeitos colaterais como diarreia e pedras nos rins. A melhor forma de prevenção, na época, era o isolamento social e o uso de máscaras.

2. Beber água quente mata o vírus

Outro boato que circulou amplamente foi o de que ingerir líquidos quentes eliminaria o SARS-CoV-2 do organismo. A OMS desmentiu categoricamente a informação. O vírus se aloja no sistema respiratório, e não no estômago. Beber água quente não altera a temperatura interna do corpo nem tem efeito sobre a replicação viral.

3. Cloroquina: a falsa promessa de cura

A cloroquina e a hidroxicloroquina foram alvo de intenso debate político e científico no Brasil. Apesar de defensores do governo federal terem promovido o medicamento como tratamento precoce, estudos científicos conduzidos à época não confirmaram eficácia contra a COVID-19. A OMS e o Conselho Federal de Medicina recomendaram cautela, devido aos riscos cardíacos associados.

4. O 5G é responsável pela propagação do vírus

Uma das teorias conspiratórias mais bizarras que surgiu em 2020 foi a associação entre a tecnologia 5G e a pandemia. Viralizaram vídeos afirmando que as ondas de rádio da nova tecnologia enfraqueciam o sistema imunológico. Cientistas e a Anatel desmentiram a relação: a COVID-19 é causada por um vírus e não tem qualquer ligação com frequências de telecomunicação.

5. Máscaras causam hipóxia (falta de oxigênio)

Outro rumor perigoso afirmava que o uso prolongado de máscaras cirúrgicas ou de pano causava intoxicação por gás carbônico e falta de oxigênio. A OMS e a Sociedade Brasileira de Pneumologia esclareceram que as máscaras são seguras para o uso contínuo pela população geral. O uso de máscara foi uma das principais barreiras contra o vírus.

A desinformação custa vidas. Em tempos de crise sanitária, é fundamental verificar as informações antes de compartilhar. Consulte sempre os canais oficiais do Ministério da Saúde, da Anvisa e da Organização Mundial da Saúde. No Repórter Brasil, você encontra análises aprofundadas sobre políticas de saúde pública e combate às fake news.