Um relatório técnico recente, elaborado por pesquisadores da área de interação humano-computador, sugere que o teclado pode ser uma ferramenta significativamente mais produtiva do que o mouse para a maioria das tarefas de escritório. O estudo, que acompanhou profissionais de diferentes setores, mediu o tempo de execução de tarefas comuns, como edição de textos, navegação em planilhas e gestão de e-mails.
Os resultados indicam que o chamado "custo de troca" entre teclado e mouse impacta diretamente o fluxo de trabalho. Cada vez que a mão se move para o mouse, há uma pausa cognitiva e motora que, acumulada ao longo do dia, reduz a eficiência em até 30%. Segundo os pesquisadores, o treinamento em atalhos de teclado é uma das formas mais eficazes de recuperar esse tempo perdido.
Entre as tarefas que mais se beneficiam do uso intensivo do teclado estão a formatação de documentos, a navegação entre abas do navegador e a execução de comandos repetitivos. Atalhos como Ctrl + C, Ctrl + V, Ctrl + Z e Ctrl + S podem economizar segundos em cada operação. Ao longo de uma jornada de trabalho, esses pequenos ganhos se acumulam e podem representar até uma hora adicional de produção semanal. Muitos sistemas operacionais e softwares oferecem dezenas de combinações que, uma vez memorizadas, eliminam a necessidade de interromper a digitação para alcançar o mouse.
O relatório conclui que, apesar do mouse ser intuitivo para ações de apontar e clicar, o teclado é superior para tarefas que exigem entrada de dados contínua. Para profissionais que buscam otimizar seu desempenho, dominar os atalhos do sistema operacional e dos softwares mais utilizados pode representar um ganho substancial de produtividade. Acompanhe mais matérias sobre tecnologia e carreira no Repórter Brasil.