Em 14 de junho de 2020, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país não pode mais continuar fornecendo ajuda financeira a determinados países e organizações internacionais. A declaração foi feita durante um discurso na Casa Branca, no qual Trump defendeu que os recursos norte‑americanos devem ser prioritariamente direcionados aos cidadãos e à infraestrutura doméstica.
A fala gerou imediata repercussão entre líderes mundiais e entidades humanitárias. Críticos apontaram que a redução de doações pode afetar programas de combate à fome, saúde global e assistência a refugiados. Por outro lado, apoiadores do presidente elogiaram a postura, argumentando que os Estados Unidos já contribuem significativamente para causas internacionais e que é necessário equilibrar as contas públicas.
Embora a Casa Branca não tenha detalhado quais programas seriam cortados, a posição de Trump está alinhada com sua política de “America First”, que prioriza os interesses domésticos nas relações exteriores. A comunidade internacional aguarda definições formais sobre o futuro das contribuições americanas a organismos como a Organização das Nações Unidas e a Organização Mundial da Saúde.
Em meio à pandemia de COVID-19, que já causava milhares de mortes em todo o mundo, a decisão de Trump gerou ainda mais controvérsia. A ajuda americana à Organização Mundial da Saúde e a programas de saúde globais era considerada essencial para coordenar a resposta internacional ao novo coronavírus. Críticos argumentaram que cortar doações no auge da crise sanitária enfraqueceria os esforços multilaterais e colocaria vidas em risco.
Países como Alemanha, França e Japão, que também figuram entre os maiores doadores internacionais, manifestaram preocupação e reafirmaram seu compromisso com o financiamento humanitário. A China, por sua vez, sinalizou disposição para ampliar sua participação na ajuda global, o que analistas interpretaram como um movimento para aumentar sua influência geopolítica. A declaração de Trump, portanto, não apenas reacendeu o debate sobre o papel dos EUA no mundo, como também acelerou discussões sobre uma nova configuração da cooperação internacional.