A exposição a sons altos, impulsionada por hábitos cotidianos como o uso de fones de ouvido em volume máximo, já tornou a perda auditiva precoce uma ameaça real para cerca de 1 bilhão de jovens no planeta, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).
O principal vilão é o fone de ouvido utilizado por longos períodos e com volume elevado. A OMS recomenda que o nível sonoro não ultrapasse 60% da capacidade do aparelho e que sejam feitas pausas de 10 minutos a cada hora de uso. Além disso, adolescentes e adultos frequentam cada vez mais festas, shows, baladas e academias com música em altíssimo volume, sem qualquer proteção auditiva.
Essa exposição cumulativa pode levar à perda auditiva induzida por ruído, geralmente irreversível. Os primeiros sinais incluem dificuldade para ouvir conversas em ambientes ruidosos e zumbido constante no ouvido. Se não tratada, a condição pode evoluir para isolamento social, depressão e declínio cognitivo.
A OMS lançou a iniciativa “Make Listening Safe” para conscientizar jovens sobre os riscos e estimular hábitos mais seguros. As recomendações são:
- Usar fones de ouvido por no máximo uma hora seguida.
- Manter o volume abaixo de 60%.
- Preferir fones com cancelamento de ruído, que reduzem a necessidade de aumentar o som.
- Utilizar protetores auriculares em eventos musicais e baladas.
- Realizar exames auditivos periódicos a partir da adolescência.
Pequenas mudanças no comportamento podem preservar a audição por muitos anos. A prevenção ainda é o melhor remédio para garantir qualidade de vida e comunicação plena.