Política de preços dos combustíveis será alterada, afirma futuro presidente da Petrobrás

O futuro presidente da Petrobrás confirmou, em entrevista coletiva nesta quinta-feira (29), que a política de preços dos combustíveis adotada pela estatal será alterada a partir de 2023. A declaração reforça as expectativas do mercado e da população por uma redução nos valores cobrados nas bombas.

O modelo de paridade de importação (PPI), em vigor desde 2016, atrela os preços internos às cotações internacionais do petróleo e ao câmbio. Essa política foi alvo de críticas do novo governo, que prometeu revisá-la durante a campanha eleitoral.

Segundo o indicado para a presidência da empresa, a nova gestão buscará um equilíbrio entre a rentabilidade da Petrobrás e o poder de compra dos brasileiros. A ideia é construir uma política que leve em conta os custos internos de produção e refino, reduzindo a volatilidade.

O futuro presidente também sinalizou que a empresa pode adotar mecanismos de estabilização de preços, como bandas de flutuação ou fundos de compensação, para evitar repasses automáticos de altas bruscas do mercado internacional.

A mudança na política de preços é aguardada com expectativa por consumidores e especialistas. A redução do custo dos combustíveis pode ter impacto direto na inflação e no custo de vida das famílias brasileiras.

O governo anterior defendia o PPI como forma de garantir a competitividade do setor e evitar desabastecimento. Já o novo governo argumenta que a rigidez da política atual prejudica o consumidor e a economia.

Com a transição em andamento, a equipe econômica e a diretoria da Petrobrás trabalham nos detalhes da nova modelagem. A expectativa é que as diretrizes sejam anunciadas nos primeiros meses de 2023.