Um novo relatório das Nações Unidas (ONU) revela que cerca de 34% das pessoas idosas na América Latina e no Caribe vivem sem nenhuma renda própria. Os dados, compilados pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), destacam a vulnerabilidade econômica dessa parcela da população e a fragilidade dos sistemas de previdência social na região.
De acordo com o levantamento, a falta de cobertura previdenciária atinge de forma mais intensa mulheres idosas, moradores de zonas rurais e trabalhadores do setor informal, que não contribuíram para a seguridade social ao longo de suas vidas. Países com sistemas universais de pensão, como Brasil, Uruguai e Argentina, apresentam indicadores melhores, mas ainda assim há desafios para garantir renda digna a todos os idosos.
O envelhecimento populacional torna a questão ainda mais urgente. A ONU estima que o número de idosos na América Latina e Caribe dobre até 2050, o que exigirá sistemas de proteção social mais robustos. A pandemia de Covid-19 agravou ainda mais esse cenário, com muitos idosos perdendo empregos ou tendo redução em suas aposentadorias.
A organização recomenda que os governos da região ampliem os programas de transferência de renda e pensões não contributivas, além de investir em serviços de saúde e cuidados de longo prazo. Também defende políticas de envelhecimento ativo e inclusão econômica, como forma de reduzir a pobreza e a desigualdade. Segundo a CEPAL, garantir proteção social aos idosos é uma questão de direitos humanos e um investimento no desenvolvimento sustentável.
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