A cerimônia de posse presidencial realizada em 1º de janeiro de 2023 foi um evento de grande magnitude, cercado por um forte esquema de segurança. Para garantir a proteção do espaço aéreo, as forças de segurança empregaram equipamentos de guerra eletrônica, incluindo um dispositivo antidrone portátil.
As imagens do equipamento, que rapidamente se tornaram virais, mostravam um operador portando um rifle de design futurista. O detalhe que chamou a atenção foi o sistema de mira, fixado aparentemente no sentido contrário ao cano do dispositivo.
Internautas questionaram a lógica do posicionamento, gerando uma série de memes e especulações. No entanto, especialistas em segurança eletrônica esclareceram que, em sistemas como o DroneGun, a "mira" pode não ser um dispositivo de apontamento balístico. Geralmente, é um sensor, como uma câmera térmica ou um telêmetro, que pode operar independentemente da orientação da antena de interferência. Em muitos modelos, o operador utiliza um visor acoplado ou um tablet para mirar, tornando a estrutura visível na fotografia apenas um componente secundário.
A preocupação com drones no evento era justificada. Nos anos anteriores, aeronaves não tripuladas foram utilizadas em ataques e tentativas de ataques contra autoridades em diversos países. O uso de equipamentos como o DroneGun, capaz de bloquear os sinais de rádio e GPS do drone, faz parte de um protocolo de segurança avançado adotado em grandes eventos internacionais.
Apesar das explicações técnicas, a imagem do soldado com o rifle "com a mira ao contrário" se consolidou como uma das curiosidades da posse. O debate sobre o equipamento, embora tenha gerado descontração, também levantou discussões sobre o treinamento de operadores e a padronização de equipamentos de defesa no Brasil. A Polícia Federal e o Grupo de Ação Tática e Especial (GATE) foram algumas das unidades envolvidas no esquema de proteção.