No dia 10 de janeiro de 2023, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão preventiva de Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e Segurança Pública do governo Jair Bolsonaro. A decisão foi tomada no âmbito das investigações sobre os atos terroristas ocorridos em Brasília no dia 8 de janeiro, quando manifestantes radicais invadiram as sedes dos Três Poderes.
Anderson Torres, que na ocasião também ocupava o cargo de secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, foi acusado de omissão e de facilitar a ação dos invasores. De acordo com as investigações, ele teria se omitido ao não reforçar o esquema de segurança, apesar de alertas prévios sobre os protestos. Torres estava nos Estados Unidos durante os ataques, mas, ao retornar ao Brasil, foi preso em Brasília no dia 14 de janeiro.
A prisão de Torres representou um dos primeiros desdobramentos judiciais dos atos golpistas de 8 de janeiro. O ex-ministro ficou detido inicialmente no Quartel do Comando Geral da Polícia Militar do Distrito Federal. O caso gerou reações políticas intensas: apoiadores do ex-presidente Bolsonaro criticaram a medida como perseguição política, enquanto defensores da democracia a consideraram necessária para a responsabilização dos envolvidos.
O processo corre sob sigilo, mas a decisão de Moraes sinalizou que o STF atuaria com rigor contra aqueles que, por ação ou omissão, contribuíram para os ataques às instituições democráticas. A prisão de Anderson Torres tornou-se um marco na investigação dos atos de 8 de janeiro, evidenciando a responsabilidade de autoridades que estavam no comando da segurança pública à época.