Ministro da Educação promete retomar 3,7 mil obras de creches e escolas que estão paralisadas

O ministro da Educação anunciou nesta terça-feira (10) a retomada de 3,7 mil obras de creches e escolas que estão paralisadas em todo o Brasil. A declaração foi feita durante evento em Brasília, onde o titular da pasta detalhou as ações prioritárias do governo federal para destravar investimentos em infraestrutura educacional.

Muitas dessas obras foram contratadas nos últimos anos e sequer foram iniciadas ou foram interrompidas por falta de repasses, problemas técnicos e abandono de contratos. Segundo o ministro, a maior parte dos empreendimentos está concentrada nas regiões Norte e Nordeste, onde a carência de creches e escolas é mais grave.

A estratégia do governo prevê a renegociação com empresas construtoras e a liberação de recursos por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). A pasta anunciou a criação de um comitê de monitoramento para acompanhar cada obra e evitar novos atrasos. A meta é concluir todas as unidades ainda em 2023.

A iniciativa foi bem recebida por prefeitos e governadores, que há anos cobravam a conclusão das obras. Gestores municipais destacaram que as novas unidades ajudarão a reduzir o déficit de vagas, especialmente na educação infantil.

Entre os tipos de empreendimentos estão creches, escolas de ensino fundamental e médio, quadras poliesportivas e bibliotecas. A expectativa é que, após concluídas, as unidades possam atender a milhões de estudantes em todo o Brasil.

Especialistas em educação apontam que a retomada das obras é um passo importante, mas ressaltam que é preciso também investir em formação de professores, equipamentos e manutenção para garantir a qualidade do ensino. A continuidade dos investimentos em infraestrutura escolar é considerada essencial para o desenvolvimento educacional do país.

O anúncio faz parte do pacote de medidas do novo governo federal para a área educacional. O ministro afirmou que a retomada das obras é prioridade e que os recursos necessários já estão assegurados no orçamento da União.