Exército hesitou contra terroristas bolsonaristas e recebeu ordens da PM (VÍDEO)
Em 8 de janeiro de 2023, terroristas bolsonaristas invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília. Durante as horas de caos, o Exército Brasileiro foi duramente criticado por sua hesitação em conter os ataques. Imagens de vídeo divulgadas posteriormente mostram que militares do Exército só começaram a agir após receberem ordens diretas da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF).
O vídeo, que circulou amplamente nas redes sociais e foi confirmado por fontes oficiais, registra o momento exato em que um oficial da PMDF se aproxima de um grupamento do Exército que observava passivamente a invasão do Congresso Nacional. "Vocês têm que entrar, vamos fechar", ordena o policial. Apenas então os soldados iniciam a contenção dos invasores, que já haviam depredado o plenário e o Supremo Tribunal Federal.
As imagens geraram indignação e questionamentos sobre a postura das Forças Armadas. Para analistas, a hesitação pode ter raízes na politização das instituições militares durante o governo anterior, quando militares ocuparam cargos civis e minimizaram riscos de ruptura democrática. O episódio expôs a fragilidade dos protocolos de segurança em situações de crise institucional.
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Atos Antidemocráticos, instalada no Congresso, investigou minuciosamente a omissão das forças de segurança. Ex-comandantes do Exército foram convocados a depor e o vídeo foi usado como prova central da inação dos militares antes da intervenção da PMDF. Relatórios da CPMI apontaram falhas na cadeia de comando e recomendaram aprimoramento dos mecanismos de resposta rápida.
O Supremo Tribunal Federal (STF), ao julgar ações sobre o papel das Forças Armadas, reafirmou que os militares não constituem um "poder moderador" e devem subordinação estrita aos poderes constituídos. A Corte também destacou que a demora na atuação do Exército agravou os danos ao patrimônio público e colocou em risco a ordem democrática.
Apesar da repercussão negativa, o Exército divulgou nota afirmando que agiu conforme os planos operacionais. No entanto, o vídeo contradiz diretamente essa versão oficial, gerando desconfiança sobre a real disposição dos militares em defender as instituições naquele momento. Organizações da sociedade civil pediram a apuração individual da conduta dos comandantes envolvidos.
O caso continua sendo referência nos debates sobre a lealdade institucional das Forças Armadas e a necessidade de protocolos claros de atuação em situações de emergência. A transparência das investigações e o fortalecimento do controle civil sobre as forças de segurança tornaram-se pautas centrais no Congresso e na opinião pública.
O Repórter Brasil segue acompanhando as investigações e repercussões dos atos de 8 de janeiro. Acompanhe mais notícias no Repórter Brasil.