O caso do réu acusado de tentativa de explosão em Brasília, que atuou como assessor no ministério de Damares Alves, é um dos episódios que marcaram as investigações sobre ataques antidemocráticos no Distrito Federal. O ex-assessor foi preso em flagrante portando artefatos explosivos nas imediações do Aeroporto de Brasília, em dezembro de 2022.
Segundo as investigações, ele havia trabalhado como assessor no Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, comandado pelo ex-ministro Damares Alves. Após deixar o cargo, o homem passou a frequentar grupos radicais que defendiam intervenção militar e atos contra o resultado das eleições.
A Justiça Federal decretou a prisão preventiva do acusado, que responde por tentativa de explosão, porte ilegal de explosivos e associação criminosa. O caso tramita sob sigilo, mas a Polícia Federal já concluiu parte dos depoimentos e perícias.
O episódio acendeu alerta sobre a infiltração de extremistas em setores do governo anterior. A relação entre o réu e o antigo ministério gerou debates sobre a responsabilidade de ex-assessores em atos de violência política.
O réu segue preso à disposição da Justiça. A defesa nega as acusações e alega que não havia intenção de realizar atentado. O julgamento ainda não tem data prevista. As autoridades continuam investigando a possível participação de outros envolvidos no plano.