O Partido Liberal (PL) protocolou uma representação na Justiça Eleitoral contra o senador Sérgio Moro (União Brasil) acusando-o de ter se beneficiado de caixa 2 durante a campanha eleitoral de 2022. O partido pede a cassação do mandato do ex-juiz da Lava Jato.
Na representação, o PL alega que Moro recebeu doações não contabilizadas e realizou despesas sem emissão de notas fiscais. A prática, conhecida como caixa 2, é crime eleitoral previsto na Lei 9.504/97, podendo levar à perda do mandato, multa e inelegibilidade.
Em nota, a defesa de Sérgio Moro negou as acusações e afirmou que todas as contas de campanha foram aprovadas pela Justiça Eleitoral. O senador declarou que a representação é uma retaliação política, já que deixou o PL em outubro de 2022 após divergências internas.
A ação foi protocolada no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR). Cabe à Justiça Eleitoral avaliar se há indícios suficientes para abrir uma investigação formal. O PL afirma ter provas, mas não as tornou públicas.
Sérgio Moro tornou-se réu em outros processos? Até o momento, não há condenações. O episódio coloca o ex-juiz em posição delicada: antes julgador na Lava Jato, agora investigado. Independentemente do resultado, o caso reacende o debate sobre o financiamento de campanhas no Brasil e a transparência das contas eleitorais.
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