Comitê Olímpico suspende Wallace, jogador bolsonarista de vôlei que ameaçou Lula

O Comitê Olímpico do Brasil (COB) anunciou nesta sexta-feira (3) a suspensão do jogador de vôlei Wallace de Souza, medalhista olímpico, por conduta antidesportiva. A decisão foi tomada pela Comissão de Ética da entidade após o atleta fazer ameaças públicas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Wallace, que atuava como oposto pelo Sada Cruzeiro e pela seleção brasileira, tornou-se uma figura polêmica nas redes sociais após declarar voto e apoio explícito ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Em transmissões ao vivo, o atleta fez duras críticas ao processo eleitoral de 2022 e chegou a afirmar que uma eventual vitória de Lula levaria o país a uma "guerra civil".

As declarações que motivaram a suspensão foram direcionadas ao presidente Lula. Wallace utilizou termos agressivos e incitou seus seguidores contra o chefe do Executivo. A fala do atleta gerou ampla repercussão negativa e foi repudiada por diversas autoridades e organizações da sociedade civil.

Em seu voto, a Comissão de Ética do COB considerou que as falas de Wallace violam o Código de Ética da entidade, que preza pelo respeito, pela paz no esporte e pela não discriminação. Como punição, o atleta está proibido de representar o Brasil em competições oficiais e de utilizar as instalações esportivas mantidas pelo COB.

A suspensão de Wallace reacendeu o debate sobre os limites da liberdade de expressão de atletas e o papel das entidades esportivas na regulação da conduta de seus representantes. Enquanto uns defendem a punição como forma de coibir o discurso de ódio, outros a consideram uma perseguição política.

Wallace ainda pode recorrer da decisão junto ao próprio COB ou à Corte Arbitral do Esporte (CAS). Até lá, sua participação em competições nacionais e internacionais segue suspensa.