Em 15 de abril de 2023, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e um instituto de pesquisa chinês celebraram um acordo de cooperação científica, com o objetivo de fortalecer a colaboração bilateral em áreas estratégicas da saúde pública e biotecnologia.
O acordo prevê o intercâmbio de cientistas, a realização de projetos conjuntos de pesquisa e o desenvolvimento de tecnologias para o enfrentamento de doenças infecciosas, como dengue, zika e covid-19, além de enfermidades tropicais negligenciadas. A parceria também abrange a capacitação de recursos humanos, a transferência de conhecimento em vigilância sanitária e a criação de plataformas de diagnóstico rápido. A experiência da cooperação Brasil-China durante a pandemia de covid-19 — que envolveu desde o compartilhamento de sequências genômicas até a produção de vacinas — serve como base para o novo acordo, que pretende ampliar essa colaboração para outras áreas estratégicas.
A Fiocruz, vinculada ao Ministério da Saúde do Brasil, é uma das principais instituições de ciência e tecnologia em saúde da América Latina. O instituto chinês é reconhecido internacionalmente por sua capacidade de inovação em biotecnologia, o que abre perspectivas para o avanço de vacinas, medicamentos e testes diagnósticos no Brasil. A parceria também poderá beneficiar o Sistema Único de Saúde (SUS), facilitando a transferência de tecnologia e a produção local de insumos estratégicos, reduzindo a dependência de importações e ampliando o acesso da população a produtos de saúde.
O acordo representa mais um passo nas relações científicas entre Brasil e China, que já colaboram em áreas como energia, agricultura e tecnologia espacial. Especialistas destacam que a cooperação em saúde se tornou ainda mais relevante após a pandemia de covid-19, evidenciando a necessidade de redes globais de pesquisa para responder rapidamente a emergências sanitárias.
A expectativa é que os primeiros projetos sejam iniciados ainda em 2023, com financiamento de ambas as partes. A iniciativa reforça o compromisso das duas instituições com a ciência aberta, o intercâmbio de conhecimento e o bem-estar das populações.