O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente chinês Xi Jinping reuniram-se em Pequim e emitiram uma declaração conjunta com compromissos voltados ao enfrentamento das mudanças climáticas, reforçando a parceria estratégica entre Brasil e China na agenda ambiental.
Brasil e China estão entre os maiores emissores mundiais de gases de efeito estufa, mas também figuram como líderes em energias renováveis. A declaração conjunta reafirma o compromisso com o Acordo de Paris e com a implementação das contribuições nacionalmente determinadas (NDCs). Ambos os países se comprometem a fortalecer a cooperação em tecnologias limpas, bioeconomia, reflorestamento e combate ao desmatamento ilegal.
O documento também aborda o financiamento climático e o apoio às nações em desenvolvimento, refletindo a posição comum dos dois países em fóruns multilaterais como a COP28. A declaração reforça o compromisso com o desenvolvimento sustentável e a transição energética justa, destacando a importância da preservação da Amazônia e das florestas tropicais.
Durante a visita oficial de Lula à China, em abril de 2023, os líderes assinaram diversos acordos bilaterais, sendo a declaração climática um dos pontos altos da agenda. Os dois países anunciaram ainda a intensificação da cooperação em monitoramento por satélite (CBERS) para apoiar políticas de redução do desmatamento e garantir maior transparência nas metas ambientais.
Com essa declaração, Brasil e China sinalizam ao mundo que estão dispostos a liderar a cooperação climática global, integrando desenvolvimento econômico, inovação tecnológica e proteção ambiental. A parceria é vista como essencial para o sucesso dos compromissos climáticos assumidos por ambas as nações na década decisiva contra a crise climática.