Mundo vive maior retrocesso na vacinação infantil em 30 anos, aponta Unicef

Relatório divulgado nesta quarta-feira (19) pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) revela que a cobertura vacinal entre crianças no mundo registrou o maior retrocesso em três décadas. O levantamento aponta que milhões de meninas e meninos deixaram de receber doses essenciais contra doenças como sarampo, poliomielite, difteria, tétano e coqueluche.

De acordo com o documento, a pandemia de covid-19, os conflitos armados, o aumento da pobreza e a disseminação de desinformação sobre vacinas estão entre os principais fatores que contribuíram para esse declínio. Pela primeira vez em anos, os índices de imunização contra o sarampo e a poliomielite ficaram abaixo da meta de 95% recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para evitar surtos.

A Unicef alerta que o cenário é alarmante, pois abre espaço para a volta de doenças que estavam controladas ou erradicadas em várias regiões. A agência da ONU pede que governos, sistema de saúde e sociedade civil priorizem a vacinação infantil, intensifiquem campanhas de conscientização e fortaleçam a atenção primária à saúde. “Precisamos agir agora para reverter essa tendência e proteger nossas crianças”, destaca o relatório.