Parques naturais do Brasil não têm água, banheiro nem estrutura para turistas, aponta estudo do Instituto Semeia

Um estudo realizado pelo Instituto Semeia aponta que a maioria dos parques naturais do Brasil não dispõe de infraestrutura básica para receber turistas. A pesquisa avaliou unidades de conservação em todo o país e constatou a falta de água potável, banheiros públicos, sinalização adequada e estruturas de apoio como centros de visitantes.

De acordo com o levantamento, muitos parques não oferecem banheiros abertos ao público nem pontos de água própria para consumo. A ausência desses serviços compromete a experiência do visitante e limita o potencial de desenvolvimento do turismo ecológico, que poderia gerar emprego e renda para comunidades vizinhas.

Outro ponto destacado pelo estudo é a má conservação de trilhas e estradas de acesso, além da falta de materiais educativos e guias capacitados. A pesquisa aponta que a estrutura deficitária não apenas dificulta a visitação, mas também prejudica a conservação ambiental, já que visitantes mal orientados podem causar danos aos ecossistemas.

O Instituto Semeia recomenda a elaboração de planos de manejo atualizados, investimentos em infraestrutura básica e parcerias com a iniciativa privada para concessão de serviços. Modelos de concessão já adotados em parques nacionais como o Parque Nacional da Tijuca e o Parque Nacional do Iguaçu mostram resultados positivos na melhoria da experiência do visitante.

Apesar dos desafios, o Brasil possui um enorme potencial para o ecoturismo, com paisagens naturais únicas e uma das maiores biodiversidades do mundo. A melhoria da infraestrutura nos parques é considerada essencial para consolidar o país como destino de turismo sustentável e para garantir a preservação do patrimônio natural.

Para mais informações sobre meio ambiente e conservação, visite a categoria Meio Ambiente do Repórter Brasil.