PGR pede prisão de Moro por dizer que Gilmar Mendes venderia sentenças (VÍDEO)

O procurador-geral da República, Augusto Aras, apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de prisão preventiva contra o senador Sergio Moro (União Brasil-PR). O motivo são declarações feitas por Moro em um vídeo no qual acusa o ministro Gilmar Mendes de "vender sentenças". A PGR entende que as falas configuram crime de calúnia e difamação, além de atentado ao exercício do Judiciário.

No vídeo, que circulou amplamente nas redes sociais, Moro afirma que existe um "mercado de decisões" no STF e que Gilmar Mendes seria o principal operador desse esquema. A Procuradoria-Geral sustenta que tais acusações são graves e sem provas, e que a prisão preventiva se faz necessária para garantir a ordem pública e a credibilidade da Justiça.

A defesa de Moro rejeita as acusações. O senador alega que suas palavras foram distorcidas e que há imunidade parlamentar para opiniões expressadas durante o mandato. Os advogados também argumentam que não há risco à ordem pública que justifique a prisão.

O pedido foi distribuído ao ministro Dias Toffoli, relator do caso no STF. Caberá a ele decidir se acolhe a solicitação da PGR ou arquiva o caso. Especialistas ouvidos pela imprensa avaliam que a chance de uma prisão efetiva é baixa, mas o episódio aprofunda o desgaste entre o ex-juiz da Lava Jato e a Corte.

O embate entre Moro e Gilmar Mendes não é novo. Os dois já trocaram críticas públicas em diversas ocasiões. O pedido de prisão, no entanto, representa um agravamento inédito na relação entre um parlamentar e um ministro do STF.

Em meio à repercussão, lideranças políticas se dividiram. Aliados de Moro defenderam a liberdade de expressão e criticaram a PGR, enquanto apoiadores do governo Lula e setores do meio jurídico manifestaram apoio à ação da Procuradoria.

O caso segue em segredo de justiça, mas deve ser incluído na pauta do STF nas próximas semanas. A decisão sobre a prisão de Moro terá impacto direto no equilíbrio entre os Poderes e na lisura do sistema judiciário brasileiro.

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