Em uma operação conjunta, a Polícia Civil de Santa Catarina prendeu suspeitos de integrar um grupo neonazista com ramificações internacionais. A ação, que ocorreu em abril de 2023, cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados.
Segundo as investigações, o grupo utilizava redes sociais e aplicativos de mensagens para disseminar ideologia nazista, planejar ataques e recrutar novos membros. Os suspeitos mantinham contato com organizações extremistas de outros países, trocando material de ódio e instruções táticas.
A operação foi desencadeada após meses de monitoramento, quando a polícia identificou a atuação de uma célula neonazista organizada no estado. As autoridades destacaram a gravidade das conexões internacionais do grupo, que seguia uma agenda de promoção do ódio racial e da violência.
De acordo com a polícia, o grupo investigado vinha atuando de forma organizada há pelo menos um ano, utilizando criptografia e redes sociais para evitar a detecção. As investigações revelaram que os suspeitos compartilhavam manuais de fabricação de explosivos e realizavam treinamentos virtuais.
Os detidos foram encaminhados ao sistema penitenciário e responderão por crimes como associação criminosa (art. 288 do Código Penal), apologia ao nazismo (Lei 7.716/89) e incitação ao ódio. A Polícia Federal auxiliou nas investigações devido ao caráter transnacional do grupo.
O caso reacende o debate sobre a atuação de grupos extremistas no Brasil e a importância da cooperação internacional para combater o discurso de ódio e o terrorismo. Especialistas apontam que o monitoramento de ambientes digitais é essencial para prevenir ataques.
Esta não é a primeira vez que autoridades brasileiras desarticulam grupos com ideologia nazista. Em anos recentes, operações semelhantes foram realizadas em outros estados, mostrando a capilaridade desse tipo de organização. A cooperação com agências internacionais, como o FBI e a Europol, tem sido fundamental para rastrear as conexões globais.
As investigações continuam para identificar outros possíveis integrantes da organização criminosa. A polícia solicita que a população colabore com informações anônimas através do disque-denúncia.