A cidade de Ribeirão Pires, na Região Metropolitana de São Paulo, passou a contar com 700 armadilhas para monitoramento e combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. A ação visa intensificar o controle vetorial e reduzir a incidência dessas arboviroses no município.
As armadilhas funcionam como atrativos para a fêmea do mosquito depositar seus ovos. A partir da coleta e análise dos ovos, as equipes de saúde podem identificar as áreas com maior infestação e direcionar as ações de eliminação de criadouros e aplicação de larvicidas. O modelo utilizado – conhecido como ovitrampa – é uma ferramenta eficaz de vigilância entomológica.
A instalação das 700 unidades foi planejada com base em estudos entomológicos anteriores e no histórico de casos notificados na cidade. Os equipamentos foram distribuídos por bairros estratégicos, abrangendo regiões com maior densidade populacional e áreas verdes.
Além das armadilhas, a prefeitura mantém ações rotineiras de conscientização da população, como mutirões de limpeza e visitas de agentes comunitários de saúde. A recomendação é que moradores eliminem recipientes com água parada, mantenham caixas d'água vedadas e recebam bem os agentes em suas residências.
O controle do Aedes aegypti exige uma abordagem integrada, combinando medidas mecânicas, biológicas e químicas. As armadilhas representam um avanço na vigilância, mas não substituem a participação ativa da comunidade.
A expectativa é que a iniciativa contribua para a redução dos casos de dengue, zika e chikungunya em Ribeirão Pires, protegendo a saúde da população e aliviando a pressão sobre os serviços de saúde.