Ribeirão Pires fortalece ação de combate ao mosquito Aedes Aegypti
A Prefeitura de Ribeirão Pires, no ABC Paulista, intensificou as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. Durante os meses mais quentes e chuvosos, a proliferação do vetor se torna mais acelerada, exigindo medidas constantes de vigilância e prevenção. Equipes de saúde percorrem bairros realizando vistorias em imóveis, eliminando criadouros e orientando a população sobre como evitar o acúmulo de água parada.
De acordo com a administração municipal, as visitas domiciliares têm como objetivo identificar e eliminar recipientes que possam acumular água, como pneus velhos, garrafas PET, latas, vasos de plantas, pratos sob os vasos, tambores e caixas d'água destampadas. Também são verificados ralos, calhas e outros pontos que podem servir de criadouro. Os agentes de saúde aplicam larvicidas em locais estratégicos e realizam nebulização costal (com bombas manuais) em regiões com maior incidência de casos suspeitos, atingindo áreas internas e externas dos imóveis.
A Secretaria de Saúde promove campanhas educativas em escolas, unidades básicas de saúde, centros comunitários e espaços públicos, com distribuição de folhetos, cartazes e palestras interativas. A população é orientada sobre a importância de manter quintais limpos, tampar caixas d'água, escovar semanalmente os recipientes que armazenam água, colocar areia nos pratos de plantas e descartar corretamente o lixo. O envolvimento da comunidade é considerado essencial para reduzir a infestação do mosquito.
Ações de bloqueio de transmissão são desencadeadas sempre que há notificação de casos suspeitos de dengue, zika ou chikungunya. Equipes capacitadas delimitam um raio de 150 metros ao redor do foco, realizando vistorias casa a casa, eliminação de criadouros e aplicação de inseticida por nebulização pesada com veículo (fumacê) em áreas externas, quando necessário. A população é orientada a colaborar denunciando possíveis focos e permitindo a entrada dos agentes de saúde devidamente identificados.
O Aedes aegypti transmite arboviroses que podem causar febre alta, dores musculares e articulares, dor de cabeça, manchas vermelhas na pele e cansaço extremo. Na dengue, formas graves podem evoluir com hemorragias e queda de pressão. A zika está associada a complicações neurológicas e à microcefalia em bebês de gestantes infectadas. Já a chikungunya provoca dores articulares intensas que podem persistir por meses. Ao primeiro sinal de febre ou mal-estar, a recomendação é procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima e não tomar medicamentos por conta própria.
A prefeitura reforça que o combate ao Aedes aegypti é uma responsabilidade compartilhada entre o poder público e a população. A participação ativa de cada cidadão é fundamental para evitar surtos: bastam 10 minutos por semana para verificar e eliminar possíveis focos em casa. As ações contínuas de prevenção, aliadas ao trabalho dos agentes de saúde, são o caminho mais eficaz para proteger a comunidade das doenças transmitidas pelo mosquito.