Suécia está prestes a se tornar o primeiro país da Europa livre do cigarro

A Suécia está perto de se tornar o primeiro país da Europa a atingir o status de "livre do cigarro", definido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma prevalência de tabagismo inferior a 5% da população adulta. Com uma taxa atual em torno de 6,4%, o país escandinavo deve alcançar a marca histórica nos próximos meses, resultado de décadas de políticas rigorosas de controle do tabaco e campanhas de conscientização.

O sucesso sueco não se deve a um único fator, mas a uma combinação de medidas: impostos elevados sobre cigarros, proibição de publicidade, embalagens padronizadas com avisos sanitários impactantes e amplo acesso a terapias de reposição de nicotina. Além disso, o país adotou uma abordagem pragmática que incentiva o uso de alternativas como snus (tabaco oral) e cigarros eletrônicos, considerados menos nocivos pelos especialistas locais, embora controversos internacionalmente.

O contraste com o restante da Europa é significativo. Enquanto a média de fumantes na União Europeia gira em torno de 23%, países como Grécia, Bulgária e França ainda apresentam taxas superiores a 30%. A trajetória sueca serve como modelo para nações que buscam reduzir os danos causados pelo tabagismo, que mata mais de 8 milhões de pessoas por ano no mundo, segundo a OMS.

A conquista iminente da Suécia reforça a importância de políticas sustentadas de saúde pública e abre espaço para debates sobre redução de danos. A experiência sueca mostra que é possível acelerar o declínio do tabagismo combinando medidas tradicionais de controle com estratégias que aceitam produtos alternativos, desde que regulados e monitorados. Para a Europa, o exemplo da Suécia pode inspirar metas mais ambiciosas na luta antitabaco.

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