O Ministério Público (MP) deflagrou uma operação para desarticular um esquema criminoso de manipulação de resultados em partidas de futebol profissional. As investigações revelam um grupo organizado que aliciava jogadores para garantir resultados específicos em troca de pagamentos.
Como funcionava o esquema
De acordo com as investigações, o esquema envolvia apostadores e intermediários que abordavam atletas de clubes das principais divisões do futebol brasileiro. Os aliciadores ofereciam valores entre R$ 10 mil e R$ 100 mil para que os jogadores cometessem infrações como cartões amarelos, pênaltis ou resultados exatos. A organização atuava em campeonatos estaduais e no Campeonato Brasileiro das séries A e B.
A operação do Ministério Público
A operação cumpriu mandados de busca e apreensão em pelo menos cinco estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Distrito Federal e Goiás. Documentos, celulares e computadores foram apreendidos. O MP teve apoio da Federação Brasileira de Futebol (CBF) e de órgãos de inteligência esportiva. A denúncia anônima foi crucial para o início das investigações.
Consequências legais
Os envolvidos podem responder por estelionato, corrupção ativa e passiva e formação de quadrilha. As penas somadas podem chegar a 12 anos de prisão. A Justiça determinou o afastamento de servidores públicos suspeitos de facilitar o esquema e o bloqueio de bens dos investigados.
O caso levanta novamente o debate sobre a integridade no futebol brasileiro e a necessidade de mecanismos de prevenção e monitoramento mais eficazes. O MP afirma que as investigações continuam e que novas fases não estão descartadas.