Os trabalhadores do Metrô, da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) confirmaram estado de greve para esta terça-feira, 3 de outubro de 2023. A paralisação foi decidida após assembleias realizadas pelos sindicatos das categorias, que apontaram descumprimento de acordos coletivos e falta de avanço nas negociações salariais.
De acordo com as entidades sindicais, a principal reivindicação é o reajuste salarial que reponha as perdas inflacionárias dos últimos anos, além da manutenção de cláusulas sociais e melhores condições de trabalho. As empresas, por sua vez, alegam dificuldades financeiras e apresentaram propostas consideradas insuficientes pelos representantes dos trabalhadores, o que levou à decisão de cruzar os braços.
A greve deve afetar milhões de usuários do transporte público e do abastecimento de água na Região Metropolitana de São Paulo. Estações de Metrô e CPTM devem operar parcialmente ou fechar durante todo o dia, enquanto a Sabesp manterá equipes mínimas para serviços essenciais, mas a população pode enfrentar oscilações no fornecimento de água e na coleta de esgoto.
O governo do estado e a prefeitura da capital acompanham o movimento e avaliam medidas para garantir a prestação de serviços mínimos à população. A Justiça do Trabalho pode ser acionada para mediar o conflito e decidir sobre a legalidade da paralisação. Enquanto isso, a recomendação é que os passageiros busquem alternativas de transporte, como ônibus, aplicativos ou caronas, e que os moradores utilizem água com consciência para evitar desperdícios.
Esta não é a primeira vez que trabalhadores do transporte e do saneamento paulista recorrem à greve como forma de pressão. Em anos anteriores, paralisações semelhantes ocorreram em momentos de negociação de data-base, evidenciando o histórico de tensão entre as categorias e as empresas estatais.