Os trabalhadores da General Motors (GM) aprovaram greve por tempo indeterminado na manhã desta terça-feira, 15 de outubro. A decisão foi tomada em assembleia realizada na porta da fábrica de São José dos Campos, no interior de São Paulo, uma das maiores plantas da montadora no país.
Os vídeos da assembleia, amplamente compartilhados nas redes sociais, capturam o momento de união da categoria e a rejeição unânime à proposta apresentada pela empresa. A GM anunciou recentemente um programa de demissão voluntária e sinalizou a possibilidade de cortes no quadro de funcionários, alegando reestruturação global e transição para veículos elétricos.
Para o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, a justificativa não se sustenta. "A GM não pode se aproveitar da transição tecnológica para precarizar o trabalho e jogar os trabalhadores no desemprego", afirmou a liderança sindical durante o ato. A pauta de reivindicações inclui a reintegração dos demitidos, a manutenção dos postos de trabalho e um reajuste salarial que reponha as perdas inflacionárias.
Nas imagens gravadas pelos próprios trabalhadores, é possível vê-los erguendo as carteiras de trabalho, símbolo clássico da decretação de greve. A paralisação atinge a produção do Chevrolet Onix e do Tracker, dois dos modelos mais vendidos da GM no Brasil. A expectativa é que o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 15ª Região seja acionado para mediar o conflito.
Enquanto não há acordo, os trabalhadores prometem realizar piquetes e novas assembleias para endurecer o movimento. A greve dos metalúrgicos da GM se consolida como um capítulo importante na luta por direitos e contra as demissões no setor automotivo brasileiro.
Comentários
Os comentários estão fechados para esta matéria.