A Bunge, gigante global do agronegócio, anunciou a expansão do seu programa de agricultura regenerativa, que passa a incluir um prêmio destinado a produtores rurais que adotam práticas sustentáveis. A iniciativa reforça o compromisso da companhia com a descarbonização e a saúde do solo em sua cadeia de suprimentos.
A agricultura regenerativa é um conjunto de técnicas que visam recuperar a matéria orgânica do solo, aumentar a biodiversidade e sequestrar carbono. Diferente do modelo convencional, ela prioriza o manejo integrado, o plantio direto, a rotação de culturas e o uso de coberturas verdes, reduzindo a dependência de insumos químicos.
O programa, inicialmente implementado em caráter piloto, será estendido a um número maior de agricultores brasileiros. Os participantes receberão assistência técnica, capacitação e incentivos financeiros para a transição regenerativa.
O prêmio criado pela Bunge reconhecerá os produtores que alcançarem os melhores indicadores ambientais, como redução de emissões de gases de efeito estufa, melhoria da qualidade da água e aumento da matéria orgânica no solo. A premiação incluirá benefícios financeiros e visibilidade nos canais oficiais da empresa.
Para os agricultores, a adoção de práticas regenerativas pode significar solos mais férteis, lavouras mais resilientes a secas e enchentes, redução de custos com fertilizantes e potencial acesso a mercados que valorizam a sustentabilidade. O suporte da Bunge reduz o risco da transição e acelera os benefícios.
O movimento em direção à agricultura regenerativa ganha força no Brasil e no mundo. Consumidores, investidores e reguladores pressionam por cadeias produtivas mais limpas, e empresas como a Bunge buscam se antecipar a essas exigências investindo em programas que engajem os produtores.
Com essa ampliação, a Bunge reafirma seu papel na construção de um sistema alimentar mais sustentável. A expectativa é que a iniciativa sirva de inspiração para outros elos da cadeia e contribua para a meta de redução de emissões do setor.