O México realiza neste mês de junho uma das maiores eleições de sua história, com cerca de 100 milhões de eleitores aptos a votar para escolher o próximo presidente da República. O pleito é considerado um marco para a democracia mexicana, que mantém um dos maiores colégios eleitorais da América Latina.
O sistema eleitoral mexicano é organizado pelo Instituto Nacional Eleitoral (INE) e combina votação majoritária para presidente com representação proporcional para o Congresso. A campanha eleitoral foi marcada por debates acalorados sobre segurança pública, combate à corrupção, programas sociais e política externa, especialmente a relação com os Estados Unidos, principal parceiro comercial do país.
Os principais candidatos representam um espectro político diverso, com propostas que vão desde a continuidade das reformas até mudanças estruturais na economia e no combate ao crime organizado. O novo mandato será de seis anos, sem possibilidade de reeleição, conforme a Constituição mexicana.
A eleição mexicana tem impacto direto no Brasil, já que ambos são as duas maiores economias da América Latina e atuam juntos em fóruns como a ONU, o G20 e a Celac. O resultado pode influenciar acordos bilaterais e a posição da região em temas como comércio, imigração e meio ambiente.
A apuração dos votos é rápida e transparente, com divulgação de resultados preliminares na noite do pleito. A comunidade internacional acompanha de perto, e espera-se que o novo presidente tome posse em outubro, em cerimônia no Palácio Legislativo de San Lázaro, na Cidade do México.
O Repórter Brasil continuará acompanhando os desdobramentos dessa importante eleição e seus reflexos para o Brasil e para o mundo.