O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) divulgou dados que mostram uma redução de 12,9% no desmatamento do Cerrado nos primeiros meses de 2024, em comparação com o mesmo período de 2023. A queda é um sinal positivo, mas especialistas alertam que os índices ainda são elevados e que a preservação do bioma exige esforços contínuos.
O monitoramento por satélite do INPE indicou que a área desmatada entre janeiro e maio de 2024 foi menor do que no ano anterior. Regiões como o Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) concentraram parte das ações de fiscalização que contribuíram para a redução. No entanto, a pressão sobre o Cerrado continua, impulsionada pela expansão agropecuária e pela grilagem de terras.
Especialistas destacam que o Cerrado é o segundo maior bioma brasileiro e abriga cerca de 5% da biodiversidade mundial. A vegetação nativa é fundamental para a regulação do clima e para a manutenção dos recursos hídricos, uma vez que o bioma abriga nascentes de importantes rios brasileiros, como o São Francisco e o Tocantins.
A redução de 12,9% representa um avanço, mas ainda há um longo caminho para garantir a conservação do Cerrado. Políticas públicas robustas, aliadas ao monitoramento constante e à participação da sociedade civil, são essenciais para reverter o cenário de perda de vegetação.
O Repórter Brasil continuará acompanhando os dados do INPE e as discussões sobre a preservação do Cerrado e de outros biomas brasileiros. Fique ligado em nossas atualizações sobre meio ambiente e política ambiental.