Em meio ao debate sobre os rumos da economia brasileira, uma declaração chamou a atenção: a política econômica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi classificada como “arcaica”. Mas quem fez essa afirmação? O mais curioso é que ela partiu justamente de um ex-ministro da economia do governo anterior, cuja própria gestão ficou marcada por políticas que, na prática, pouco trouxeram de modernidade ao país.
Durante sua campanha e primeiros meses de mandato, Lula tem adotado medidas como o fortalecimento do Bolsa Família, o aumento real do salário mínimo e a retomada de investimentos públicos em infraestrutura. Para seus críticos, tais ações representam um velho modelo estatizante, que já teria mostrado seus limites no passado. No entanto, os defensores do atual governo argumentam que essas políticas são essenciais para reduzir a desigualdade e estimular o crescimento econômico.
Ao analisar a trajetória do crítico, percebe-se que, quando esteve no comando da economia, o crescimento foi medíocre, o desemprego atingiu níveis elevados e a inflação fugiu ao controle em diversos momentos. Ou seja, se há algo “arcaico”, talvez seja justamente o discurso daqueles que, tendo fracassado, insistem em atacar as políticas que hoje buscam reparar os danos sociais deixados pela gestão anterior.
O episódio ilustra como a disputa política no Brasil frequentemente recorre a rótulos que, examinados de perto, revelam mais sobre quem os usa do que sobre quem é alvo. A acusação de “arcaico” contra Lula, vinda de um representante do antigo governo, soa como tentativa de desviar o foco dos próprios resultados.
Para além da troca de farpas, o importante é avaliar os números: a economia brasileira, sob Lula, tem mostrado sinais de recuperação, com queda do desemprego e aumento da renda das famílias mais pobres. As críticas, muitas vezes, ignoram esses dados e se baseiam mais em ideologia do que em evidências concretas.
Em suma, a declaração de que a política econômica de Lula é “arcaica” parece ser mais um capítulo da velha política de ataques infundados. O tempo mostrará se o governo conseguirá consolidar seu projeto econômico, mas, por enquanto, quem critica deveria primeiro olhar no espelho.