Rony Moreno aponta falhas na Pesquisa Atlas, promete pesquisa mas tem sua imparcialidade a prova
O comentarista político Rony Moreno, conhecido por suas análises nas redes sociais, levantou uma série de críticas contra o instituto Pesquisa Atlas, responsável por levantamentos periódicos de intenção de voto em diferentes cenários eleitorais. Segundo Moreno, a metodologia aplicada pela Atlas conteria falhas de amostragem e ponderação, o que comprometeria a precisão dos resultados divulgados. Ele chegou a sugerir que os números apresentados pelo instituto tenderiam a beneficiar candidatos de determinada corrente ideológica.
Em uma sequência de publicações, Moreno afirmou que decidiu realizar sua própria pesquisa eleitoral, com metodologia aberta e fiscalização independente, para “mostrar aos brasileiros a verdadeira intenção de voto”. A promessa, no entanto, gerou polêmica. Críticos apontaram que o comentarista não possui experiência em estatística ou ciências sociais, e que sua atuação política explícita poderia comprometer a neutralidade do levantamento. Para muitos, a iniciativa seria mais uma tentativa de desacreditar institutos consolidados do que uma contribuição efetiva ao debate democrático.
O episódio reacende a discussão sobre a credibilidade das pesquisas eleitorais no Brasil. Especialistas ouvidos pela imprensa destacam que a transparência metodológica e a independência financeira são fatores essenciais para a confiança pública nos institutos. A Pesquisa Atlas, por sua vez, defende que segue padrões internacionais e divulga detalhes de sua metodologia em seu site. Rony Moreno, até o fechamento desta nota, não apresentou um cronograma ou detalhamento técnico de sua prometida pesquisa.
Em tempos de polarização política, a imparcialidade de quem produz dados eleitorais se torna um ativo tão valioso quanto a própria precisão numérica. A promessa de Moreno, se levada adiante, será acompanhada de perto por analistas e pelo público.