Prefeitura de Barreiras admite atos proibidos durante período eleitoral. Zito faz ataques em comício político

A Prefeitura de Barreiras, no oeste da Bahia, admitiu que realizou atos que podem ser considerados proibidos pela legislação eleitoral durante o período de campanha das eleições municipais de 2024. O reconhecimento ocorre em meio à intensa disputa pela prefeitura, na qual o candidato Zito tem feito duras críticas aos adversários em comícios.

Entre as práticas admitidas estão possíveis irregularidades como distribuição de materiais institucionais com potencial de beneficiar candidatos da situação, além do uso de servidores e veículos públicos fora do permitido. A Lei Eleitoral brasileira veda, durante o período eleitoral, condutas que caracterizem abuso de poder político e econômico.

Durante comício realizado na cidade, Zito discursou atacando a atual gestão e adversários, prometendo moralizar a administração e combater a corrupção. “Não vamos aceitar que Barreiras continue refém de práticas que afastam o interesse público”, afirmou o candidato, em tom de promessa de mudança.

A admissão da prefeitura deve ser analisada pelo Ministério Público Eleitoral da Bahia, que pode abrir investigação para verificar a extensão das irregularidades. Especialistas ouvidos destacam que o reconhecimento de atos proibidos pode levar a sanções como multas e até a cassação do registro de candidaturas ligadas aos envolvidos, caso confirmado o abuso.

O cenário eleitoral em Barreiras reflete a polarização vivida em muitos municípios brasileiros. A população acompanha com atenção os desdobramentos jurídicos, que podem influenciar o resultado das urnas em outubro. A reportagem tentou contato com a assessoria da prefeitura para comentar os ataques de Zito, mas não obteve retorno.

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