Mal passaram as eleições municipais de outubro e os moradores de Barreiras já têm um novo motivo de preocupação: o aumento das tarifas de ônibus municipal, anunciado pela empresa concessionária, entrou em vigor nas últimas semanas e gerou forte insatisfação na cidade do oeste da Bahia.
O reajuste foi justificado pela empresa como necessário para cobrir custos operacionais crescentes, como combustível e manutenção da frota. No entanto, a população considera o percentual abusivo, especialmente por ocorrer logo após as eleições, quando havia a expectativa de que a nova gestão municipal pudesse intervir para conter a alta.
Impacto no orçamento
Trabalhadores que dependem do transporte público para se deslocar até o centro e bairros periféricos reclamam que o salário mínimo não acompanha os reajustes sucessivos das passagens. “Está muito pesado para quem ganha pouco. Tudo sobe, menos o salário”, afirmou um morador ouvido pela reportagem.
Estudantes também são afetados. Muitos utilizam o ônibus diariamente para chegar às escolas e faculdades. Com o aumento, parte deles pode precisar reduzir outros gastos ou buscar alternativas mais baratas, como bicicleta ou caronas solidárias.
Reação popular
Nas redes sociais, a insatisfação é generalizada. Um grupo de moradores criou uma enquete online pedindo que a prefeitura congele o valor da tarifa até que seja realizada uma audiência pública. Um abaixo‑assinado já circula nos bairros mais populosos.
O sindicato dos rodoviários local também se posicionou contra o reajuste, alegando que não houve negociação prévia com a categoria e prometendo mobilizações caso o valor não seja revisto. A população organiza um protesto para a próxima semana em frente à Câmara Municipal.
Posição da prefeitura
Procurada pela nossa equipe, a Prefeitura de Barreiras informou que, por enquanto, não há previsão de intervenção na tarifa, mas que acompanha o caso e pode convocar uma reunião com a empresa e representantes da sociedade civil para discutir o assunto. Até lá, o novo valor permanece em vigor.
Em cidades vizinhas, a realidade não é muito diferente, mas há exemplos de gestões que conseguiram segurar o reajuste por meio de subsídios municipais. Moradores de Barreiras esperam que a nova legislatura — que tomará posse em janeiro — coloque o transporte público como prioridade e estude medidas para aliviar o bolso do trabalhador.