Homem por trás de explosão em Brasília fez alertas nas redes sociais: "Bomba"

Na tarde da última quarta-feira (13), um homem estacionou um veículo Ford Ka branco nas imediações do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, e detonou um artefato explosivo que o matou na hora. Antes do ato, ele publicou vídeos em suas redes sociais afirmando que cometeria o ataque e que portava uma bomba. Em um dos vídeos, ele dizia que a explosão era iminente e que não se tratava de um alarme falso. As postagens foram rapidamente compartilhadas e geraram alerta entre as autoridades.

O homem foi posteriormente identificado como Francisco Wanderley Luiz, natural de Rio do Sul, em Santa Catarina. Ele morava em Brasília há alguns meses e, segundo vizinhos, tinha comportamento recluso. A Polícia Federal assumiu as investigações e realizou perícia no local, além de cumprir mandados de busca em endereços relacionados ao suspeito.

Nas redes sociais, Francisco mantinha um perfil com publicações de teor político e, nos dias que antecederam o ataque, postou mensagens enigmáticas que faziam referência a explosão e justiça. As autoridades acreditam que ele agiu sozinho, mas ainda apuram se houve qualquer tipo de apoio ou participação de terceiros. O celular e o computador do suspeito foram apreendidos para análise.

O ataque gerou forte repercussão e levou o STF a reforçar a segurança no entorno. O presidente do tribunal, ministro Luís Roberto Barroso, declarou que o episódio não abalará as instituições democráticas. A Praça dos Três Poderes ficou isolada por horas, e o trânsito na região foi interditado. Apesar do susto, não houve feridos além do autor da explosão.

Especialistas em segurança pública ouvidos pela reportagem avaliam que o caso acende um alerta sobre a radicalização política no país. O ataque acontece em um contexto de tensão entre os Poderes e de disseminação de discursos de ódio nas redes sociais.

O enterro de Francisco ainda não foi autorizado pela família, que aguarda a liberação do corpo. O inquérito prossegue sob sigilo. A reportagem continuará acompanhando o desenrolar das investigações.