A crise que afeta o mercado de ovos nos Estados Unidos levou o preço da dúzia a disparar para o equivalente a R$ 74, um valor recorde que impacta consumidores e o setor alimentício. A combinação de um surto severo de gripe aviária, inflação persistente e aumento nos custos de produção criou uma tempestade perfeita para a elevação dos preços.
Nos últimos meses, o vírus H5N1 dizimou milhões de aves poedeiras em diversos estados americanos, reduzindo drasticamente a oferta de ovos no mercado interno. Ao mesmo tempo, os custos com ração, energia e transporte continuam elevados, sendo repassados ao consumidor final. Redes de supermercados chegaram a limitar a compra de ovos por cliente, e restaurantes substituíram ingredientes ou ajustaram cardápios para lidar com a escassez.
De acordo com analistas, a recuperação da produção deve levar meses, já que a reposição dos plantéis exige tempo e investimentos. Enquanto isso, o governo dos EUA estuda alternativas como a importação temporária de ovos de outros países para aliviar a pressão sobre os preços. O Brasil, um dos maiores produtores mundiais de ovos, pode se beneficiar com o aumento das exportações para o mercado norte-americano, o que também pode impactar o preço interno no Brasil.
Para os consumidores brasileiros, a alta internacional pode influenciar os preços internos, especialmente se houver aumento das exportações. Especialistas recomendam atenção ao mercado de proteínas alternativas e à política de abastecimento do governo federal.
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