A Polícia Federal (PF) concluiu o inquérito que investiga o envolvimento de diversas personalidades em atos que atentaram contra a democracia. Entre os indiciados estão o presidente do Republicanos, Valdemar Costa Neto, um influenciador digital argentino, um padre e coronéis das Forças Armadas. No entanto, a Procuradoria-Geral da República (PGR) decidiu não incluir esses nomes na denúncia apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF), sob alegação de falta de provas suficientes para sustentar uma acusação formal.
De acordo com fontes próximas ao caso, a decisão da PGR gerou controvérsia entre juristas e políticos. Enquanto alguns defendem que a ausência de elementos robustos justifica a exclusão, outros apontam que os indícios colhidos pela PF seriam suficientes para dar continuidade à responsabilização. O influenciador argentino, conhecido por propagar conteúdo de extrema-direita nas redes sociais, teve a prisão preventiva revogada ainda em 2024. O padre, ligado a movimentos conservadores, também foi alvo de buscas autorizadas pelo STF.
Os coronéis indiciados são militares da reserva que teriam participado de reuniões e articulações para desestabilizar o governo eleito. Apesar do indiciamento, a PGR entendeu que não havia justa causa para denunciá-los criminalmente. Cabe agora ao STF decidir se aceita a denúncia parcial ou se determina novas diligências.
O caso segue em sigilo judicial. A reportagem tentou contato com a defesa dos envolvidos, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição. O espaço permanece aberto para manifestações.