"Se o prefeito não tomar as providências, nós tomamos de outro jeito", afirma Presidente da Câmara de Barreiras

O presidente da Câmara de Vereadores de Barreiras afirmou, em fevereiro de 2025, que o legislativo municipal não ficará omisso caso o prefeito não adote as providências necessárias. A declaração foi dada durante uma sessão ordinária e reflete o tensionamento entre os poderes na cidade do oeste baiano.

"O prefeito tem suas atribuições, mas se ele não tomar as providências que a cidade espera, nós vamos tomar de outro jeito, dentro da lei e das nossas competências", disse o presidente da Casa.

A fala foi interpretada como um recado direto ao chefe do Executivo municipal. Nos últimos meses, a relação entre a prefeitura e a Câmara tem sido marcada por divergências em relação a projetos e prazos legais.

O presidente da Câmara não especificou quais medidas poderiam ser adotadas, mas a legislação brasileira prevê que o legislativo municipal pode convocar secretários, criar comissões de inquérito, sustar atos normativos do executivo e, em situações extremas, iniciar processo de impeachment contra o prefeito.

A declaração gerou repercussão entre os vereadores e a população de Barreiras. Enquanto alguns apoiam a posição firme do legislativo, outros alertam para o risco de um agravamento da crise política.

A situação permanece em aberto. O presidente da Câmara reiterou que a prioridade é o interesse público. "Não se trata de disputa de poder, mas de garantir que a cidade funcione e que a população não seja prejudicada", concluiu.

O município de Barreiras, com cerca de 160 mil habitantes, é um importante polo econômico e político do oeste baiano. A atuação dos poderes constituídos é acompanhada de perto pela sociedade civil e pela imprensa local.