Terceira onda de calor no país começa nesta segunda (17)

A terceira onda de calor do ano tem início nesta segunda-feira, 17 de fevereiro, e deve elevar as temperaturas em grande parte do Brasil. O fenômeno, caracterizado por uma massa de ar quente e seco, deve persistir ao longo da semana, com máximas que podem ultrapassar os 40°C em algumas regiões.

O que é uma onda de calor?

De acordo com a definição meteorológica, uma onda de calor ocorre quando as temperaturas máximas se mantêm pelo menos 5°C acima da média histórica por cinco dias consecutivos. No Brasil, o fenômeno é comum durante o verão, mas a frequência e a intensidade dos eventos extremos têm aumentado nos últimos anos, em linha com as mudanças climáticas globais.

Regiões afetadas

As áreas mais atingidas por esta nova onda de calor serão o Centro-Oeste, o Sudeste e o interior do Nordeste. Estados como Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Piauí devem registrar as temperaturas mais altas. Na capital paulista, os termômetros podem alcançar os 36°C, com sensação térmica ainda maior devido à alta umidade relativa do ar.

Duração do evento

A previsão indica que a onda de calor deve persistir até a próxima sexta-feira (21), quando a aproximação de uma frente fria vinda do Sul do país poderá provocar temporais isolados e trazer alívio temporário, especialmente para as regiões Sul e Sudeste. Até lá, o tempo permanece seco e muito quente na maior parte do território.

Riscos à saúde

As altas temperaturas associadas ao ar seco representam sérios riscos à saúde da população. Desidratação, insolação, cãibras, agravamento de doenças crônicas e aumento da mortalidade em grupos vulneráveis estão entre os principais problemas registrados em episódios semelhantes. Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças cardiovasculares ou respiratórias devem redobrar os cuidados.

Recomendações

Especialistas em saúde pública orientam a população a adotar medidas simples para minimizar os efeitos do calor extremo:

  • Beber água regularmente, mesmo sem sentir sede;
  • Evitar exposição direta ao sol entre 10h e 16h;
  • Usar protetor solar, chapéu e roupas leves e claras;
  • Manter ambientes arejados e, se possível, usar umidificadores ou toalhas molhadas para elevar a umidade;
  • Evitar atividades físicas ao ar livre nos horários mais quentes;
  • Não deixar crianças e animais em veículos estacionados.

Impactos ambientais e econômicos

O calor excessivo também agrava os riscos de queimadas em biomas como o Cerrado e a Amazônia. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) já registra focos de incêndio acima da média para o mês de fevereiro. No campo, as lavouras de soja, milho e feijão podem sofrer perdas por estresse hídrico e térmico, afetando a produção agrícola e os preços dos alimentos.

O consumo de energia elétrica deve bater recordes com o uso intensivo de ar-condicionado e ventiladores. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) monitora a demanda e recomenda que a população evite o uso simultâneo de vários aparelhos de alto consumo durante a tarde, para reduzir o risco de sobrecarga na rede.

Alerta das autoridades

O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) emitiu alertas de perigo potencial e grande perigo para grande parte do país. As defesas civis estaduais e municipais estão mobilizadas para atender eventuais emergências. A orientação é que a população acompanhe os boletins oficiais e, em caso de sintomas de insolação ou desidratação grave, procure imediatamente uma unidade de saúde.

Previsão após a onda de calor

Os modelos climáticos indicam que as temperaturas começarão a declinar a partir do fim de semana, com a chegada da frente fria. No entanto, a tendência para o restante do verão é de novas ondas de calor, intercaladas por períodos de instabilidade. A Defesa Civil reforça que a população deve manter-se informada e preparada para eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes.

Conclusão

A terceira onda de calor de 2025 já é um alerta sobre os efeitos das mudanças climáticas no Brasil. Enquanto as temperaturas não voltam ao normal, a recomendação é clara: hidratação constante, proteção solar e solidariedade com os mais vulneráveis. Acompanhe a previsão do tempo e os comunicados oficiais para enfrentar este período de calor intenso com segurança.